Instalações móveis sobre esteiras — Revista M&T
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M&T nº 87Fev/Mar 2005 Matéria 17 de 26
Sumário
  1. EditorialA M&T mudou (e para melhor)
  2. MercadoCrédito federal mantém venda de máquinas
  3. NotasMichelin lança pneu sem ar
  4. NotasO maior motor diesel do mundo
  5. NotasSandvik-Rammer reúne distribuidores
  6. NotasManual Brasileiro de geossintéticos
  7. NotasVentilação
  8. NotasMáquinas para vítimas do Tsunami
  9. NotasAmpliada produção local de filtros diesel
  10. CombustívelBiodiesel já está regulamentado
  11. CombustívelBaixa qualidade compromete custos
  12. Mautenção & TecnologiaA opinião da indústria
  13. ControleVolume de combustível como variável
  14. DicasManutenção de Pneus de Terraplenagem
  15. ConexpoUm show de tecnologia em Las Vegas
  16. Smopyc 2005Feira espanhola se consolida na Europa
  17. BritagemInstalações móveis sobre esteiras
  18. InvestimentoSCHWING Stetter investe na fábrica e amplia opção de fornecimento local
  19. CaterpillarO novo D8 da Caterpillar
  20. EquipamentoLançado no Brasil o primeiro guindaste da XCMG
  21. FusãoCNH consolida marca global
  22. EscavadeirasComparativo técnico de escavadeiras
  23. Espaço AbertoManipulação e transporte de pneus
  24. Espaço AbertoUnidades móveis de serviço e abastecimento
  25. Espaço AbertoNova estação total para topografia
  26. Espaço AbertoNovidades da indústria veicular
Britagem

Instalações móveis sobre esteiras

Metso está introduzindo no país série Lokotrack. Dois equipamentos chegam ao Brasil para avaliação de vantagens da "britagem in pit"

Exclusivo M&T 1 de fevereiro de 2005 · Edição 87

“A Metso tem a obrigação de desenvolver a britagem no Brasil”. Com essa frase, João Ney Colagrossi, presidente do Grupo Metso Minerais na América do Sul, abriu o seminário “Tendências Globais na Indústria de Agregados - Conceito de Britagem in pit - lokotrack”, realizado em fevereiro em São Paulo. Diante de uma plateia de profissionais da área de construção, equipamentos e agregados de várias partes do país - incluindo o presidente do Sindipedras-SP (Tasso Pinheiro) e o presidente da Sobratema (Afonso Mamede) -, João Ney Colagrossi explicou que há uma tendência mundial no uso de instalações móveis de britagem e que a Metso está investindo na introdução dessa tecnologia no Brasil para avaliação de suas vantagens pelos usuários.
“Na América Latina, ainda há preferência por plantas fixas”, reconhece ele. “A própria Svedala (antecessora da Metso no Brasil) não era forte em instalações móveis e só passou a ser com a aquisição da Nordberg e sua linha "lokotrack”. “São equipamentos amplamente testados e comprovados em várias partes do mundo em pedreiras e minerações a céu aberto ou túneis — bem como em indústrias cimenteiras e de reciclagem.”
Ao lado dos especialistas Jorma Kempas e Jouni Hulttinen, que trouxe especificamente para explicar aos usuários as vantagens dos sistemas de britagem móveis, o presidente da Metso anunciou o desembarque de dois equipamentos do gênero para testes em operações brasileiras. Trata-se de dois modelos básicos. O LT125, com capacidade de até 800 toneladas por hora e dimensionado para uma granulometria de até 31 polegadas na alimentação, com possibilidade de geração de produtos com até 12 polegadas. Já o LT140, tem capacidade para até 1.200 toneladas por hora — com granulometria máxima de alimentação de 35 polegadas e produtos com até 14 polegadas.


“Queremos comprovar as vantagens na prática. Se forem aprovados pelos nossos clientes, investiremos em todo o suporte necessário. Como não temos escala para produzir no Brasil temos que importar - mas já estamos estudando a possibilidade de fabricar ao menos parte dos componentes estruturais por aqui — e já conseguimos incluir esses equipamentos nos ex-tarifários, reduzindo a taxa de importação para 4%.”
A Metso Minerais, através da Nordberg, foi pioneira no desenvolvimento de unidades de britagem totalmente móveis, montadas sobre esteiras, conhecidas como Lokotrack (série LT). Em 20 anos, já entregou mais de 1.500 unidades. Somente a fábrica na Finlândia fornece atualmente mais de 300 unidades por ano. Devido à sua mobilidade em terrenos acidentados, tais unidades permitem a aplicação do moderno conceito de britagem “in pit” (dentro da cava) em que a instalação acompanha a mudança da frente de rocha ou as bancadas de extração do minério, economizando custos com o transporte por caminhões até o britador.


No total, são 25 modelos de plantas Lokotrack Nordberg, que podem operar com britadores de mandíbula ou impactores, acompanhados ou não de peneiras e, conforme necessário, operar em circuito fechado e ser dotadas de transportadores de correia. As capacidades variam de 150 a 2.000 toneladas por hora. Suas principais vantagens, além da redução do custo com transporte, e, pela diminuição do tráfego de veículos dentro da lavra, a redução de poeira, ruído e emissões de escape.

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