Impulso de crescimento — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 241Fev/Mar 2020 Matéria 9 de 19
Sumário
  1. EditorialFrotas de robôs no horizonte da construção
  2. TúneisEngenharia de alta confiabilidade
  3. AsfaltoReciclados de alto desempenho
  4. Especial InfraestruturaNovos caminhos para as concessões
  5. RentalLinha leve ganha espaço no país
  6. RentalCresce clamor por combate a sinistros
  7. EmpresaDesempenho histórico
  8. TratoresMais eficiência no campo
  9. EmpresaImpulso de crescimento
  10. DronesInovação em sensoriamento aéreo
  11. LançamentoEvolução no portfólio
  12. LançamentoXCMG abre banco no Brasil
  13. Gestão De ResíduosMais energia, menos resíduos
  14. EmpresaDuas décadas de inovação
  15. FabricanteUm ícone do setor
  16. A Era Das MáquinasO engate de três pontos
  17. ManutençãoA lubrificação de rolamentos
  18. EntrevistaMARTIN HERRENKNECHT
  19. Coluna Do YoshioRecuperar sim, repetir jamais
  20. Painel16 notas e colunas
Empresa

Impulso de crescimento

Com o emplacamento de 12.755 caminhões, a Scania registrou um crescimento de quase 47,5% em 2019, impulsionado pela recuperação inclusive do segmento fora de estrada

Exclusivo M&T 6 de março de 2020 · Edição 241

No maior volume de caminhões movimentado nos últimos cinco anos, a Scania emplacou 12.755 unidades nas categorias acima de 16 t em 2019.

Sustentado pela Nova Geração de veículos, o desempenho no país garantiu uma alta de 47,6% em relação ao ano anterior, quando foram comercializadas 8.643 unidades de semipesados e pesados, enquanto a participação de mercado da marca subiu de 16,4% para 17% no ano.
Em pesados, de longe o principal nicho de atuação da montadora, o crescimento das vendas ficou acima da média do mercado, chegando a 57,7%.

A marca emplacou 12.667 caminhões, contra 8.031 unidades em 2018, elevando a participação de 23,1% para 24,5%. Em semipesados, foram emplacadas 88 unidades, com participação de 0,4%.

A demanda brasileira por veículos e pacotes de manutenção – a maior do mundo para a marca – foi impulsionada principalmente por aplicações como agronegócio, cargas gerais e transporte frigorificado, mas o segmento fora de estrada também surpeendeu, movimentando 1.314 unidades, quase o triplo em relação ao ano anterior, no maior volume de vendas obtido nos últimos anos.

Alçado ao segundo lugar do ranking geral de pesados da indústria, o recém-lançado modelo R450 teve 5.348 modelos registrados (90% desse volume na versão 6x2), garantindo 10,3% de participação em seu primeiro ano de mercado. “O segmento de grãos, que teve outro recorde de produção batido, puxou a ampliação e renovação das frotas, demandando uma quantidade adicional de caminhões”, comenta Silvio Munhoz, diretor comercial da Scania no Brasil.

Já o modelo Heavy Tipper 8x4, carro-chefe para o segmento fora de estrada, alcançou a marca de 450 unidades, quase 30% do volume total registrado no ano neste nicho. “Na mineração, o primeiro semestre foi bem tímido, a ponto de acharmos que o ano estava perdido”, posiciona Fabricio Vieira, gerente da área de off-road da Scania. “Mas o segundo semestre surpreendeu positivamente, chegando a ser o segundo melhor ano da marca na mineração.”

E as perspectivas seguem positivas. Na comparação com o ano passado, a Scania acredita que o mercado geral de caminhões possa crescer de 10% a 15% na faixa acima de 16 t, enquanto o portfólio de programas de manutenção (carteira de planos ativos) deve registrar uma evolução de 33%, alcançando 21 mil veículos.

“Para 2020, a perspectiva é de crescer mais 15% e, quem sabe, ganhar um pouco mais de participação dos nossos concorrentes.”

FORA DE ESTRADA

No segmento fora de estrada, especificamente, o mercado foi surpreendido positivamente no ano passado pelo início da desmobilização de barragens a montante pelas grandes mineradoras, após o desastre de Brumadinho. “Houve até falta de caminhão 6x4, e eles tiveram de ir para modelos de menor potência da concorrência para atender a esse mercado”, diz Vieira. “Hoje, por conta do problema com o vírus na China, o mercado está dando uma segurada neste primeiro trimestre, que está um pouco tímido em relação a veículos para produção, mas continua forte em relação às barragens.”

Mercado de veículos pesados a gás já é realidade para a montadora no país

No mercado de cana, acrescenta o executivo, as usinas começaram a se capitalizar, apesar de muitas ainda estarem mal financeiramente. “Mas como a frota de cana estava muito envelhecida, houve duas ou três grandes renovações entre dezembro e janeiro, para o começo da safra em março”, ele comenta. “E o número do mercado de cana vai aumentar muito neste ano, enquanto o mercado florestal também está vindo buscar muito caminhão.”

Já no mercado de light construction (construção urbana), um mercado que estava “praticamente morto” há quatro anos, a demanda foi mais forte no ano passado. “Não é um volume muito expressivo, mas vendemos 150 unidades para este segmento, com destaque para o modelo P320 6x4”, cita Vieira. “Sozinho, esse mercado é maior do que o vocacional inteiro, mas estava muito adormecido.”

Na construção pesada, por sua vez, as obras de infraestrutura ainda permanecem paradas, o que tem levado grandes construtoras a mudar o foco, migrando para o setor de mineração. Mesmo assim, a Scania acompanha a movimentação. “Estamos acompanhando as rodadas de concessões, principalmente obras de duplicação e conservação de estradas no Centro-Oeste, para escoar a safra de grãos do país, que vão movimentar muito esse mercado de vocacionais”, acredita o especialista, que projeta um mercado de 1.600 veículos para o segmento em 2020. “As empresas estão buscando crédito para comprar equipamentos, mas agora aparece muito a questão de compliance, de acordos de leniência, se podem voltar a negociar. De modo que ainda existe essa dificuldade nas grandes construtoras, que estão muito mais austeras, mas acreditamos que o mercado vai voltar.”

APOSTAS PARA O ANO

Outra aposta forte da Scania são os caminhões movidos a combustíveis alternativos, como é o caso dos modelos a gás – GNV (Gás Natural Veicular) e GNL (Gás Natural Liquefeito) –, que já vêm sendo testados ou mesmo utilizados por embarcadores importantes como Unilever, Pepsico, Citrosuco, Coca-Cola (através de engarrafadores), Syngenta, Ambev e outros. A diferença entre os modelos está na instalação dos tanques, específicos para o armazenamento conforme o estado físico do combustível: líquido por resfriamento (GNL) ou gasoso por pressurização (GNV).

Carro-chefe para o segmento fora de estrada, o modelo Heavy Tipper alcançou 450 unidades no ano passado.

Em mais um passo importante, a montadora anunciou que dará início à produção local de caminhões movidos a gás em sua fábrica em São Bernardo do Campo (SP). Com isso, a empresa iniciará as entregas já a partir de abril, sendo que o início das vendas de ônibus a gás se dará no segundo semestre. “Para nós, o gás já é uma realidade”, diz Roberto Barral, vice-presidente de operações comerciais da Scania Brasil. “Queremos ser pioneiros nesse movimento de transição sustentável do transporte.”

O segmento de motores para OEMs de grupos geradores também é citado pela montadora como de grande potencial. No ano passado, a empresa registrou resultados positivos nesse nicho em função de alguns projetos de regionalização de energia elétrica, principalmente no Norte do país.

“Foram vendidos mais de 700 motores para essas aplicações e pequenas centrais de energia instaladas em várias regiões do estado da Amazônia para geração distribuída de energia elétrica”, comenta Munhoz. “Com a economia se aquecendo, a geração de energia elétrica de fonte hidráulica não vai ser suficiente, trazendo a necessidade de aporte de energia gerada por motores, inclusive a gás.”

Saiba mais:
Scania: www.scania.com/br/pt/home

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