Hora de acelerar — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Exclusivo› Edição 251 ← Voltar à edição
M&T nº 251Fev/Mar 2021 Matéria 8 de 12
Sumário
  1. EditorialInvestimento em infraestrutura requer novas práticas
  2. Correias TransportadorasExcelência na movimentação
  3. Rolos CompactadoresA inteligência por trás do processo
  4. Especial InfraestruturaO custo da modernização
  5. Bombas De ConcretoAdequação de conceitos
  6. FabricanteAs dores da retomada
  7. LançamentoEstratégia de fortalecimento
  8. FabricanteHora de acelerar
  9. A Era Das MáquinasA evolução dos guindastes nos anos 70
  10. ManutençãoO gerenciamento de material rodante metálico
  11. EntrevistaDaniel Randon
  12. Coluna Do YoshioOs dividendos da pandemia
  13. Painel17 notas e colunas
Fabricante

Hora de acelerar

Após perder participação de mercado em meio à pandemia, a Scania anuncia novo ciclo de investimentos confiante no desempenho de suas principais áreas de atuação em 2021

Exclusivo M&T 9 de março de 2021 · Edição 251

Apesar das adversidades trazidas pela pandemia, a Scania afirma ter registrado reação nas vendas de caminhões, especialmente a partir de agosto, o que abre perspectivas positivas para o ano em curso, mesmo em um quadro de persistência das incertezas. Tanto que a empresa anunciou um novo ciclo de investimentos no Brasil, da ordem de 1,4 bilhão de reais até 2024, visando à modernização da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), aplicação de novas tecnologias e projetos de combustíveis alternativos. “Vemos o mercado brasileiro com bons olhos, com crescimento de 3 a 4%, safra recorde, boas expectativas para o setor industrial e a construção reagindo”, observa Roberto Barral, vice-presidente das operações comerciais da montadora no Brasil. “Mas para que isso seja consistente, ainda esperamos pelo final da crise sanitária.”

Segundo Barral, o último ano foi mais que atípico, na verdade fora de qualquer realidade até então conhecida, exigindo adaptações para seguir atendendo aos clientes de forma efetiva. “Começamos o ano de 2020 em um cenário de muito otimismo, com recuperação de 10 a 15% no nosso segmento”, ele recorda. “Mas, em março, bateu a pandemia e o nosso foco recaiu principalmente na preparação da rede de concessionários, para que os clientes seguissem seguros e os transportadores pudessem continuar rodando.”

Em maio, prossegue o executivo, a fábrica voltou a funcionar e, mais à frente, a montadora iniciou a entrega no país de seus novos caminhões movidos a gás, alcançando um total de 70 unidades vendidas em 2020. “Nossa perspectiva é chegar a 200 caminhões a gás comercializados em 2021”, projeta Barral.

Mas, para tanto, alguns fatores conjunturais precisam ajudar. “No Brasil, aguardamos a reforma tributária e administrativa, além de uma política ambiental mais clara, que ajudem a reduzir o custo Brasil, trazendo competividade e rentabilidade ao país”, completa o executivo.

DEMANDA

Em relação aos números da demanda, o diretor de vendas da Scania, Silvio Munhoz, ressalta que a companhia emplacou 8.690 caminhões em 2020, incluindo as categorias de semipesados e pesados (acima de 16 t), o que resultou em uma participação de mercado de 19,6%, ante 12.755 unidades movimentadas em 2019, quando registrou market share de 24,5%. “Essa queda de participação também espelha a forma de produção da Scania, que é diferente em relação aos concorrentes, pois produzimos de acordo com os pedidos e não trabalhamos com estoque”, ele explica. “Agora, não havendo nova paralisação da fábrica em 2021, certamente iremos recuperar a participação que tínhamos anteriormente.”

Na categoria de pesados, especificamente, a Scania emplacou 8.712 caminhões no ano. De acordo com Munhoz, citando dados do ranking da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), os modelos mais emplacados no ano foram o R 450 (3.576 unidades) e o R 500 (1.672 unidades).

Para o segmento fora de estrada, foram vendidas cerca de 1.100 unidades, em um resultado em grande parte puxado pelas atividades de mineração, que não pararam. “Em 2020, a Scania fez o lançamento do veículo 10x4 para mineração e engenharia pesada, pois é um mercado que começou a aquecer e demandar por soluções”, comenta Munhoz.

Com investimento de R$ 1,4 bilhão até 2024, novo ciclo modernizará a fábrica brasileira da montadora

De acordo com ele, a perspectiva para o mercado brasileiro de caminhões em 2021 é de otimismo. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), cita o diretor, projeta um crescimento de 15% para o mercado de caminhões em 2021. “Ainda há instabilidade por conta da pandemia, mas fatores como a safra recorde em curso e o crescimento da construção civil, além das obras de infraestrutura que irão continuar em 2021, sem falar na parte de mineração, permitem vislumbrar que o segmento fora de estrada continuará forte”, aponta o diretor, listando algumas das 36 diferentes aplicações que um caminhão atual pode ter.

SERVIÇOS

No segmento de serviços, a fabricante registrou no ano passado a marca de 40 mil veículos conectados no país, em um aumento expressivo de 35% em relação a 2019. Desse total, 94% referem-se a caminhões (37.628 unidades) e 6% a ônibus (2.372 unidades). No mundo, a marca já conta com 500 mil veículos conectados. “Para 2021, nossa expectativa é de atingir a marca de 50 mil veículos conectados, com alta de 25%”, delineia Marcelo Montanha, diretor de serviços da Scania no Brasil.

Além disso, 44% dos caminhões novos da marca saíram da fábrica já providos de programas de manutenção. “Como resultado, foram economizados 10,2 milhões de l de combustível, com redução de 27 mil t de CO2”, diz Montanha.

Já na área de motores, Munhoz revela que a empresa comercializou 1.830 unidades durante o ano, em um resultado puxado especialmente pelos setores de geração de energia e aplicações industriais e marítimas. “A retomada do transporte marítimo, em especial com o projeto de lei de incentivo à cabotagem em tramitação, tende a aumentar o transporte de cargas”, avalia o executivo. “E isso demandará mais motores, consolidando o uso de propulsores alternativos para a geração de energia.”

Nova Geração ganha acessório inteligente de aceleração

Lançada em 2018, a Nova Geração de caminhões da Scania promete seguir evoluindo. Segundo Silvio Munhoz, diretor de vendas da montadora, a linha acaba de receber um controle inteligente de aceleração, que agrega mais 5% de economia no consumo de combustível e será disponibilizado para todos os modelos da Nova Geração, inclusive fora de estrada. “Dessa forma, os caminhões passarão a entregar 20% de economia sobre a geração anterior”, afirma Munhoz.

Acessório promete reduzir em mais 5% o consumo de combustível nos caminhões da Nova Geração

Ao analisar o peso do veículo, a posição do pedal de aceleração e o deslocamento do caminhão, o recurso permite que o motorista evite acelerações bruscas e desperdício de combustível. Os veículos equipados com o acessório, que farão parte da linha 2021/2022, já estão disponíveis para aquisição na rede de concessionárias e serão entregues a partir de 1º de agosto deste ano, informa a montadora.

Montadora anuncia novo CEO global

Membro do Conselho Executivo e diretor de operações do Grupo Traton, do qual a Scania faz parte, o executivo Christian Levin (foto) será o novo CEO global da empresa a partir de 1º de maio. Com quase 25 anos de experiência na montadora, o executivo sucede a Henrik Henriksson, que deixará a organização após 23 anos para ingressar na H2 Green Steel. “Vamos continuar a conduzir a mudança para um sistema de transporte mais sustentável”, projeta Levin.

Com 25 anos de casa, Levin é o novo CEO da Scania

Saiba mais:
Scania: www.scania.com/br

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →