Guindastes da Kobelco operam no Prosub — Revista M&T
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M&T nº 147Junho 2011 Matéria 10 de 15
Sumário
  1. EditorialDo Tietê a Belo Monte: planejamento faz a diferença
  2. Ponte EstaiadaUma obra no coração de São Paulo
  3. Carretas De PerfuraçãoModelos hidráulicos avançam no mercado brasileiro
  4. Ferramentas De Penetração De SoloUm tipo para cada aplicação
  5. Carregadeiras De RodasAs adaptações para uma aplicação severa
  6. M&T - Peças E ServiçosExpositores afinam preparatórios para a Feira
  7. Hidrelétrica Belo MonteA obra precisa começar
  8. LançamentoNew Holland investe R$ 100 mi em lançamentos
  9. LançamentoMontarte lança elevador eólico e minigrua
  10. EmpresaGuindastes da Kobelco operam no Prosub
  11. EmpresaGrupo Veneza consolida atuação com marca Hyundai no Nordeste
  12. Grupos GeradoresO futuro passa pelo etanol
  13. ManutençãoProcedimentos que estendem a vida do motor retificado
  14. PerfilO futuro chegou para o “país do futuro”
  15. Espaço AbertoContinental lança pneu para mineração e setor sucroalcooleiro
  16. Painel7 notas e colunas
Empresa

Guindastes da Kobelco operam no Prosub

Rimac chancela a comercialização dos guindastes da marca japonesa no Brasil vendendo seis equipamentos para a operação da Odebrecht na Base Naval em construção em Itaguaí (RJ)

Exclusivo M&T 21 de julho de 2011 · Edição 147
Guindastes da Kobelco operam no Prosub

Responsável pela construção da base naval do Prosub, projeto da Marinha Brasileira para fabricação, manutenção e operação de submarinos, a ser construído na cidade de Itaguaí (RJ), a Odebrecht acaba de adquirir seis guindastes da fabricante japonesa Kobelco. São três equipamentos modelo CK 1600, com capacidade para 145 toneladas (160 US tonnes) e outros três CK 2500, com 250 t, todos de esteira e com lança treliçada. A frota é a primeira compra feita para operar em território brasileiro, mas a construtora já tem um histórico de uso de outro equipamento da marca, fora do Brasil.

Na avaliação do gerente comercial da Rimac, Richard Reinhardt, os equipamentos devem permanecer na obra por um período de três a quatro anos, o que reforça a escolha da Odebrecht. “No Brasil, temos um perfil de compra de guindastes sobre rodas, diferentemente dos Estados Unidos. Para uma obra como o Prosub, onde a mobilização será longa e as condições de tráfego são típicas para veículos fora-de-estrada, a opção pelo equipamento sobre esteira é a mais indicada”, explica. O fato de dispensar as operações de patolamento, ao contrário dos guindastes sobre pneus, é outra vantagem dos modelos comprados.

O contrato da Odebrecht também se destaca pela escolha de um CK 2500, considerado um sucesso de vendas mundial. Segundo o executivo da Rimac, um em cada dois equipamentos sobre esteiras e com lança treliçada com capacidade de 250 t vendidos no mundo é da Kobelco. “É o modelo que apostamos para o mercado brasileiro e que já tem mais de 600 unidades em operação no mundo”, complementa Reinhardt.

Fundada em 1995, no momento de privatização dos portos, a Rimac tem um histórico de parcerias com fabricantes de equipamentos pesados para as áreas portuária, siderúrgica, estaleiros e grandes transportadores de cargas especiais. No total, eram oito parceiros internacionais. Com um contrato de exclusividade para o Brasil, ela passa a agregar a marca Kobelco ao seu portfólio e inicia a comercialização de guindastes de esteira com lança treliçada. Além de novos contratos, a empresa brasileira assume também as operações de suporte de uma frota recente de cerca de 20 equipamentos comprados anteriormente ao contrato recém-assinado. Com a expectativa de vender 15 máquinas ao ano, a Rimac avançou na sua meta ao fechar uma venda dos seis equipamentos para a Odebrecht.

Ao assumir a frota atual de guindastes sobre esteiras com lança treliçada vendida anteriormente ao contrato de representação, a Rimac também espera estreitar o relacionamento com os clientes potenciais, divididos em duas categorias: construtoras e locadores de equipamentos. No primeiro rol, além da Odebrecht, está a Andrade Gutierrez, que já possui dois guindastes da marca japonesa. No segundo time há empresas como a Tomé, pioneira na adoção da Kobelco, e a Transdata, que é dona de um equipamento com capacidade para 550 t, usado atualmente na montagem de usinas eólicas.

De acordo com Reinhardt, o posicionamento dos equipamentos por parte da Rimac valoriza a eletrônica embarcada inteligente, que agrega funcionalidades como um desktop que permite o acompanhamento das operações, mas não imobiliza o equipamento em função de detalhes mínimos. “Há modelos com tanta informatização que acabam sendo paralisados por um problema de software que não afetaria a operação segura da máquina”, argumenta. Outros guindastes operados por joysticks eletrônicos também podem causar paralisações desnecessárias. “Os nossos possuem manetes mecânicos, com acionamento hidráulico, o que evita panes por excesso de eletrônica”, completa.

As características das lanças treliçadas é outro diferencial dos guindastes da Kobelco, ao lado da eletrônica ponderada. Como faz parte do grupo Kobe Steel, mundialmente o terceiro do ranking na área siderúrgica, a Kobelco desfruta dos avanços tecnológicos da empresa-mãe. Por isso suas lanças, produzidas com liga especial, têm um peso específico que literalmente não afeta a capacidade de içamento dos guindastes. Formada por segmentos menores que se encaixam em segmentos maiores, as lanças também apresentam um transporte otimizado, o que reduz os custos logísticos na movimentação dos equipamentos.

“O usuário tem uma espécie de Lego, onde as lanças podem ser montadas de acordo com sua operação em campo. Se precisa movimentar uma carga mais pesada, usa uma lança menor, por exemplo, seguindo sua tabela de cargas e o planejamento correto e seguro”, detalha Reinhardt. Ele destaca ainda que a estratégia definida pela Kobelco é de introdução apenas dos modelos de guindastes sobre esteira e com lança treliçada, na faixa entre 60 t e 550 t.

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A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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