Fortalecendo a infraestrutura regional — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 156Abril 2012 Matéria 19 de 19
Sumário
  1. EditorialO valor dos profissionais brasileiros
  2. Obras No ExteriorSaindo da zona de conforto
  3. TuneladorasUm modelo para cada aplicação
  4. Equipamentos De ApoioMobilidade e personalização
  5. Equipamentos De ApoioSobre chassi ou cavalo mecânico?
  6. Equipamentos De ApoioA resposta contra a ofensiva chinesa
  7. Tomada De ForçaA força do motor para a movimentação do implemento
  8. MineraçãoAreia de brita avança no mercado
  9. Gestão De CombustívelProdutividade a toda prova
  10. M&T Expo 2012Maior feira do setor já movimenta o mercado
  11. FabricanteQue venham os asiáticos
  12. FabricanteDe olho nas necessidades do cliente
  13. EmpresaKGC amplia instalações em São Paulo
  14. LançamentoAusa retoma a produção no Brasil
  15. LançamentoCummins apresenta nova linha de geradores
  16. DestaqueLocadora com espírito de distribuidora
  17. ManutençãoComo cuidar dos filtros de ar
  18. PerfilA lição vem de casa
  19. InternacionalFortalecendo a infraestrutura regional
  20. Painel5 notas e colunas
Internacional

Fortalecendo a infraestrutura regional

Nesse cenário, seu crescimento econômico tem sido superior à média do resto do mundo

Exclusivo M&T 27 de abril de 2012 · Edição 156
Fortalecendo a infraestrutura regional

Os países latino-americanos prosseguem em bom ritmo de crescimento e, apesar de encerrarem 2011 com uma desaceleração na expansão da economia apresentando um índice de 4,3% de crescimento, contra os 5,9% registrados no ano anterior a região continua resistindo relativamente bem à crise financeira mundial.

Tal desempenho estimula o otimismo da Federação Interamericana da Indústria da Construção (FIIC), que prevê uma década promissora para a América Latina. A entidade chega a insinuar até mesmo que a região pode desbancar a Ásia como a área mais dinâmica do mundo em termos de crescimento econômico. Mas se a região precisa seguir o ritmo de crescimento, é imprescindível que os países interfiram cada vez mais na melhoria da infraestrutura e diminuam a enorme distância existente entre ricos e pobres, de forma a igualar as oportunidades para todos os seus cidadãos.

À medida que uma economia cresce, os investimentos em infraestrutura se tornam cada vez mais necessários para a sustentabilidade dessa expansão. A América Latina certamente tem um desafio enorme nessa área, mas as notícias relacionadas a esse setor são animadoras. Pode-se ver com otimismo uma enorme quantidade de projetos em implantação em todos os países latino-americanos com enfoque na melhoria da infraestrutura.

A Colômbia, por exemplo, espera investir US$ 8,8 bilhões anuais (3% de seu PIB) entre 2014 e 2018 para a construção de aproximadamente 1.100 km de estradas de pista dupla e outros 1.000 km de ferrovias, além de aumentar a capacidade de seus portos para a movimentação de 250 milhões t/ano e a da rede ferroviária para até 90 milhões t/ano.

O Peru, por sua vez, além de iniciar investimentos de US$ 3 bilhões para a implantação da segunda linha de Metrô em Lima, está elaborando importantes projetos em parceria com o Equador para a construção de pelo menos três corredores rodoviários binacionais que demandarão o aporte de US$ 368 milhões.

Mais ao norte figura o caso do México, que elegeu a infraestrutura como um dos eixos para o crescimento econômico e pretende investir, durante este ano, mais de US$ 3 bilhões em obras rodoviárias. O orçamento permitirá a construção, manutenção e reabilitação de mais de 1.280 km de estradas.

Competitividade

A América Latina está no caminho certo, mas ainda há muito por fazer. De acordo com o estudo Hot Spots, realizado pela Economist Intelligence Unit (EIU) a pedido do Citigroup, a cidade mais competitiva da região, Buenos Aires, em âmbito global figura apenas na 60ª colocação em um total de 120 cidades analisadas. O ranking considerou oito categorias de competitividade, como poder econômico, capital físico, amadurecimento financeiro, efetividade institucional, caráter social e cultural, capital humano, perigos ambientais e naturais, e atrativo global.

Depois da capital argentina, a cidade da região melhor colocada é São Paulo, em 62º lugar, e Santiago, na 68ª posição. Entre as demais metrópoles latino-americanas figuram ainda a Cidade do México (71ª), Rio de Janeiro (76ª), Cidade do Panamá (78ª), Lima (88ª), Bogotá (89ª), Monterrey (90ª), Guadalajara e Porto Alegre, ambas na colocação número 102.

 

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