Fabricantes chineses consolidam presença no Brasil — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Exclusivo› Edição 172 ← Voltar à edição
M&T nº 172Setembro 2013 Matéria 10 de 23
Sumário
  1. Sobratema 25 AnosA união de tecnologia, networking e informação
  2. Sobratema 25 AnosUm palco de superações
  3. Sobratema 25 Anos25 anos de um mundo em transformação
  4. Sobratema 25 AnosDestaque na agenda mundial da construção
  5. Sobratema 25 AnosFoco contínuo na informação
  6. Sobratema 25 AnosProdutividade e segurança nos canteiros
  7. Sobratema 25 AnosDiretorias regionais reforçam representatividade
  8. SustentabilidadeTecnologias reduzem impacto ambiental
  9. GuindastesSetor de energia traz otimismo a fabricantes
  10. GuindastesFabricantes chineses consolidam presença no Brasil
  11. GuindastesA guerra dos guindastes
  12. Sistemas De VentilaçãoVentos favoráveis para túneis e minas
  13. Sistemas De VentilaçãoTipos de tubulação variam conforme o projeto
  14. RentalEm busca da unificação do setor
  15. Equipamentos EspeciaisGigantes longe da aposentadoria
  16. Transporte RodoviárioAmarração de cargas requer formalização
  17. Obras De ArteJofege adota balanço sucessivo em ponte de Barueri
  18. Momento ConstructionTecnologia nos canteiros
  19. A Era Das MáquinasR. G. LeTourneau A revolução técnica nas grandes obras
  20. ManutençãoAtenção redobrada com rompedores hidráulicos
  21. Entrevista"A unidade de propósitos nos mantém relevantes"
  22. Suplemento Especial - Compactos & FerramentasRemate preciso para pisos de alta resistência
  23. Coluna Do YoshioTensão e insegurança nas estradas brasileiras
  24. Painel20 notas e colunas
Guindastes

Fabricantes chineses consolidam presença no Brasil

Com 70% de market share do segmento no Brasil, empresas do país asiático planejam expansão com fábricas locais e programa de exportações para a América Latina

Exclusivo M&T 18 de setembro de 2013 · Edição 172

Entre 2001 e 2012, a indústria chinesa de guindastes apresentou um espantoso crescimento anual médio acima de 25%, transformando o país no maior produtor e consumidor desse tipo de equipamento no mundo.

No entanto, quando ninguém esperava, o mercado doméstico chinês saturou em 2013 – foram 60 mil unidades produzidas e apenas 40 mil demandadas, motivo pelo qual os fabricantes têm buscado a exportação como principal via para seu crescimento continuado. Por outro lado, isso levou países consumidores como o Brasil a criar medidas de competitividade para a indústria local, movimento que foi respondido à altura pelos produtores com a construção de fábricas no país, gerando aqui um polo exportador para toda a América Latina.

DÉFICIT DE DEMANDA

Mas as coisas não são tão simples como podem parecer. Segundo Wang Yi, gerente geral da Zoomlion América Latina, a indústria chinesa de guindastes ainda precisa evoluir em diversos aspectos.

Com o crescimento acelerado da capacidade produtiva chinesa de guindastes, que atualmente conta com cerca de 20 fabricantes competitivos, o mercado doméstico apresenta problemas de competição desordenada e um grande déficit de demanda. “O mercado na China sofre com a homogeneização dos produtos oferecidos, ou seja, de produtos com as mesmas características e poucas inovações”, diz Yi. Junto a isso, no gigante asiático ocorrem muitas operações ilegais, inclusive por conta de normas e regulamentos defasados, resultando em falta de conhecimento técnico e acidentes.

SOLUÇÃO

Na opinião do gerente, a solução para tal quadro desafiador está justamente no mercado internacional, com a instalação de representantes e distribuidores oficiais nas diversas regiões do globo, para atender a cada país de acordo com suas normas e necessidades. Com isso, diz o executivo, estudos de posicionamento estratégico da marca têm se tornado um foco de investimentos, inclusive contemplando o desenvolvimento multipolarizado, com a adaptação de produtos e tecnologias. Além disso, com o advento das questões de sustentabilidade no Ocidente, as empresas chinesas também passaram a se preocupar com a adequação às normas e políticas de emissão de poluentes e consumos de energia e combustível, bem como sistemas de reciclagem nas unidades fabris. “Para competir em igualdade de condições, precisamos ter responsabilidade com os recursos naturais e o meio ambiente, construindo um desenvolvimento amigável para a sociedade”, diz Yi.

PROTECIONISMO

No que tange à estratégia para a América Latina, o executivo lembra que os países do Mercosul estipulam políticas de proteção ao comércio bilateral entre os integrantes do bloco econômico, o que em parte impede o avanço dos guindastes chineses na região. Mas a contrapartida vem dos membros da recém-criada Aliança do Pacífico – bloco econômico entre Colômbia, Chile, México e Peru –, que estimula políticas arrojadas de aproximação e livre comércio com a China e outros países.

 

 

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →