Estreia promissora — Revista M&T
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Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 164Dez/Jan 2013 Matéria 11 de 24
Sumário
  1. EditorialBases para o desenvolvimento
  2. Pórticos E Pontes RolantesFabricantes apresentam tecnologias para o setor
  3. Redes SubterrâneasTecnologia torna-se opção para áreas urbanas
  4. Redes SubterrâneasConcessionárias avançam no uso de MND
  5. Proconve 7O peso para as construtoras
  6. TecnologiaCorreção de pressão em tempo real
  7. Obra PortuáriaTerminal Marítimo no RN utiliza método construtivo diferenciado
  8. EmpresaDos portos aos gramados
  9. Fora De EstradaVocação para o pesado
  10. Momento ConstructionSalão temático contemplará pré-moldados de concreto
  11. EmpresaEstreia promissora
  12. FestaAs 7 maravilhas do mundo moderno
  13. ManutençãoPainéis de corrente alternada exigem atenção
  14. Pórticos E Pontes RolantesSoluções para a movimentação de cargas
  15. Espaço AbertoPiso móvel é indicado para materiais a granel
  16. Espaço AbertoNovo sistema de elevação da lança facilita aplicações eólicas
  17. Espaço AbertoBritador de rolos de alta pressão oferece maior eficiência
  18. Espaço AbertoValetadeira atua em espaços confinados
  19. Espaço AbertoRedutores planetários são indicados para produção de cimento
  20. Espaço AbertoGuindaste sobre esteiras possui capacidade de 650 t
  21. Espaço AbertoNovo controlador economiza energia
  22. Espaço AbertoSistema de escoramento reduz tempo de concretagem
  23. Espaço AbertoNovos britadores e peneiras atuam em conjunto em pedreiras
  24. Entrevista"Essa indústria ainda sofrerá muitas mudanças"
  25. Painel12 notas e colunas
Empresa

Estreia promissora

Com a instalação de duas fábricas, a empresa John Deere é mais um player internacional que começa a produzir seus equipamentos em solo brasileiro em 2013

Exclusivo M&T 14 de janeiro de 2013 · Edição 164

A atuação com diferentes produtos e serviços representa uma característica marcante da empresa John Deere. Com sede nos Estados Unidos, a empresa é considerada o principal fabricante mundial de equipamentos agrícolas e marca presença em nações como África do Sul, Alemanha, Argentina, Brasil, Canadá, China, Espanha, França, Finlândia, Holanda, Índia, México, Nova Zelândia e Rússia.

Mas a fabricante possui ainda outras divisões de negócios, produzindo equipamentos específicos para cada um deles. Na Divisão Agrícola e Turfe, por exemplo, os principais maquinários produzidos são tratores, plantadeiras, implementos para o preparo do solo, cultivadores mecânicos, colheitadeiras de grãos e de algodão, entre outros.

Já no setor de equipamentos para construção, a John Deere produz e comercializa equipamentos pesados, de movimentação de materiais, para florestamento e obras urbanas, sendo que os seus principais produtos são as motoniveladoras, pás carregadeiras, scrapers, retroescavadeiras, escavadeiras e transportadores florestais.

Outras áreas de atuação da empresa incluem o fornecimento de peças, fabricação de motores tanto industriais quanto para veículos fora de estrada e finanças. Nesse nicho específico, o Banco John Deere atua com financiamentos agrícolas e linhas de crédito para aquisição de equipamentos de construção da marca.

Produção local

Segundo Roberto Marques, gerente de vendas da John Deere no Brasil, na última década a principal novidade da empresa que em 2013 completa 176 anos de atuação ininterrupta foi a expansão dos negócios de equipamentos de construção para uma amplitude efetivamente global. “Nos Estados Unidos, mantemos posições de liderança em diversas linhas de produtos, como de retroescavadeiras, por exemplo, e estamos a cada ano expandindo nossa participação em outras partes do mundo”, diz ele. “Agora chegou a vez o Brasil.”

No final de 2013, a empresa dará início às operações de suas unidades produtivas no país. Serão duas fábricas, uma exclusivamente sob a marca John Deere e outra em joint venture com a Hitachi Construction Machinery ambas localizadas em Indaiatuba (SP) e que produzirão linhas de retroescavadeiras, pás carregadeiras e escavadeiras.

De acordo com os números divulgados pela empresa, o investimento total na implantação das fábricas será de aproximadamente US$ 180 milhões, dos quais US$ 124 milhões serão investidos pela Deere e o restante, pela Hitachi. Além disso, segundo Marques, a empresa montará um Centro de Distribuição de Peças ao lado do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). A estrutura de fornecimento de peças, como explica o gerente, será alinhada ao braço financeiro do grupo (Banco John Deere), que atua no Brasil com equipamentos agrícolas há diversos anos e passa agora a financiar também as máquinas de construção. “Nosso grande objetivo e desafio é estar preparados para oferecer a qualidade de produtos e serviços que os clientes brasileiros merecem e, acima de tudo, construir bons relacionamentos, com uma estrutura condizente com a qualidade da John Deere no mundo”, afirma o executivo.

Além dos equipamentos produzidos no país, a empresa já anunciou que manterá a importação de uma linha abrangente de motoniveladoras e tratores de esteira.

Dealers

Na estratégia desenvolvida pela empresa, os dealers que inicialmente são responsáveis pela comercialização das suas linhas de equipamentos no país incluem a Inova Máquinas, em Contagem (MG), a Tauron Equipamentos, em Curitiba (PR), e a Mega Máquinas, em Recife (PE).

E a abrangência da rede tende a aumentar rapidamente. A Inova Máquinas, por exemplo, já delineou um projeto de expansão para outros estados, como Rio de Janeiro e Espírito Santo. Segundo Silvia Paschoalin, diretora da empresa, a chegada da John Deere ao setor da construção é uma grande oportunidade de crescimento para a região, que tem como principal atividade econômica a extração do minério de ferro.

A empresa Tauron Equipamentos é a responsável pela venda dos produtos da John Deere nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, enquanto a Mega Máquinas, que desde 2008 comercializa máquinas da divisão agrícola da John Deere, cobre a distribuição para todo o Nordeste e em São Paulo. Para Marcos Hacker Melo, diretor executivo do grupo Mega, o fato de os clientes já conhecerem os produtos agrícolas da empresa inspira maior confiança para o incipiente segmento da construção.

Na mesma linha, Marques acredita que a companhia vem recebendo um feedback bastante positivo de seus clientes em relação as vendas de equipamentos de construção, tanto em relação aos produtos oferecidos quanto ao atendimento.

Mercado

Segundo o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção 2012-2013, no último ano o mercado de equipamentos registrou uma queda na venda de equipamentos de construção, com uma redução de 3% em relação a 2011. No entanto, se comparado com o exterior, o resultado brasileiro é melhor, pois o mercado internacional recuou, em média, 9%.

Nesse cenário, Marques afirma que, por diversas razões, 2012 foi um ano abaixo das expectativas de crescimento também para a John Deere. Mas, o gerente avalia essa situação como um desaquecimento temporário, pois o país apresenta oportunidades ímpares de crescimento no longo prazo. “Além dos investimentos de infraestrutura, que serão necessários para o desenvolvimento da economia brasileira, temos de lembrar que a população mundial está em franco crescimento e a demanda por alimentos e infraestrutura terá que seguir o mesmo caminho”, sublinha. “Com um agribusiness extremamente desenvolvido, o Brasil é hoje uma das maiores fontes de alimentos do mundo e irá demandar cada vez mais infraestrutura, como estradas, ferrovias, portos, aeroportos e armazéns para escoar sua produção de forma crescente e eficiente.”

Presença da marca vem crescendo no país

Antes de entrar no segmento de construção, a presença da John Deere no Brasil já havia se fortalecido em 1996, quando a linha de tratores passou a ser produzida no país. Em 1999, foi inaugurada em Catalão (GO) a fábrica de colhedoras de cana-de-açúcar da Cameco, posteriormente adquirida pela John Deere. Em 2008, ainda no segmento agrícola, a empresa inaugurou uma nova fábrica de tratores em Montenegro (RS).

Empresa avança no setor de construção dos EUA

Em 2011, o lucro da divisão do setor de construção e silvicultura da John Deere nos EUA registrou um aumento de 21%, totalizando US$ 476 milhões. De acordo com Samuel Allen, presidente e CEO da John Deere, a empresa continua bem posicionada para realizar seus planos de crescimento e aproveitar, com cautela, as tendências positivas que o mercado vem apresentando, mesmo em um ambiente global de instabilidades econômicas, como o atual.

 

 

 

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A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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