Entrelinhas de uma retração anunciada — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Exclusivo› Edição 186 ← Voltar à edição
M&T nº 186Dez/Jan 2015 Matéria 1 de 22
Sumário
  1. EditorialEntrelinhas de uma retração anunciada
  2. Estudo De MercadoUm ano difícil para o setor
  3. Controle De EmissõesA vez dos equipamentos pesados
  4. Controle De EmissõesFabricantes adaptam-se às novas regras
  5. Bauma ChinaO passo do dragão
  6. LançamentoAsseio urbano
  7. Equipamentos PortuáriosLogística de precisão
  8. FinanciamentoCaminho das pedras
  9. TelemetriaGestão integrada cada vez mais próxima
  10. LegislaçãoPolêmica à vista
  11. SegurançaA redução de riscos nos canteiros
  12. InstitucionalTendência irreversível
  13. Torres De IluminaçãoLuz nos canteiros
  14. MineraçãoReaproveitamento da água impulsiona tecnologias
  15. A Era Das MáquinasO desenvolvimento das esteiras
  16. Momento M&T ExpoInfraestrutura projeta investimento recorde
  17. Momento Construction Expo 2016Cidades do futuro
  18. InternacionalInfraestrutura aeroportuária é prioridade na América Latina
  19. ManutençãoVida útil plena e produtiva
  20. Entrevista"A indústria chinesa pôs fim ao monopólio no mercado de equipamentos"
  21. Compactos & FerramentasProteção de máquinas e usuários
  22. Coluna YoshioHora de sair da sombra
  23. Painel15 notas e colunas
Editorial

Entrelinhas de uma retração anunciada

"Com uma população crescente de equipamentos com até dez anos, desenha-se uma retomada do setor já a partir de 2016, quando deve ser feita a renovação das frotas"

Exclusivo M&T 28 de dezembro de 2014 · Edição 186

Segundo o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, em 2014 a comercialização de equipamentos de construção retraiu cerca de 6% em relação ao ano anterior. De acordo com o trabalho, foram vendidas 67,7 mil máquinas no ano, contra mais de 72 mil unidades comercializadas em 2013. Considerando apenas a Linha Amarela, a diminuição foi de 12,7% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado.

Significativa, a queda decorre basicamente de fatores como a desaceleração da economia brasileira e a morosidade dos investimentos em infraestrutura, com projetos que ainda não se materializaram em obras. No entanto, alguns aspectos precisam acrescidos ao contexto.

Excetuando-se as compras do governo impulsionadas em 2013 pelo PAC, a queda total registrada foi de 3,7%, o que mostra a dependência dos investimentos do governo que o setor viveu nos últimos exercícios e, após o fim deste ciclo, a necessidade de se reforçar a participação junto ao setor privado, que – como se sabe – historicamente sempre foi o principal comprador de equipamentos para construção no país.

Outro aspecto importante a se destacar é que a população de máquinas com até quatro anos está caindo, causando o envelhecimento do parque nacional. Como, de maneira inversa, a população de equipamentos com até dez anos é crescente (a uma taxa estimada de 7% ao ano até 2019), desenha-se uma provável retomada já a partir de 2016, quando deve começar a ser feita uma renovação dessas frotas, mais por necessidade operacional que por expansão efetiva no número de equipamentos.

Já no caso da importação, o Estudo de Mercado estima que houve uma retração de algo em torno de 27% em relação a 2013. Os fatores para esse resultado são a própria desaceleração do mercado interno com a desvalorização cambial e a entrada de novos fabricantes globais em território nacional.

O fato é que a entrada de produtos importados caiu mais que as vendas internas, mostrando que o mercado brasileiro vem sendo majoritariamente suprido por fabricantes nacionais, que ampliaram sua participação para 75% do total. Nesse ponto, é possível concluir dos números que o Brasil consolidou-se definitivamente como polo produtor de equipamentos, o que não vai mais mudar daqui para frente. Por fim, também temos de olhar para o crescimento histórico do setor. A Linha Amarela avançou 10% por ano nos últimos oito anos, ao passo que os demais equipamentos registraram aumento de 8,5% nas vendas desde 2007.

Portanto, se o cenário atual não é tão bom, devemos considerar que é possível reverter o quadro, partindo de informações estratégicas como essas que a Sobratema fornece ao mercado e o leitor pode conferir na síntese publicada pela primeira vez nas páginas de M&T.

Boa leitura e Feliz Ano Novo.

Claudio Schmidt

Presidente do Conselho Editorial

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →