Foi no Exército que o engenheiro de telecomunicações Luiz Peres, 33, dedicou a maior parte de sua formação profissional. Entrou como cadete da Escola Preparatória e formou-se no Instituto Militar de Engenharia (IME). Chegou à patente de capitão, com atuação no gerenciamento de redes em projetos de telecomunicações do Exército.
Em 2008, no entanto, Peres deixou os 13 anos de farda para dedicar-se ao mundo corporativo. Mais que a proposta financeira do grupo português Metacordex – cerca de 60% maior que os soldo do Exército –, o que atraiu o engenheiro foi a possibilidade de exercer um cargo gerencial, algo que ele demoraria mais alguns anos para conquistar na carreira militar. “Na Força, eu não tinha tanto potencial de crescimento quando no mercado, aqui fora”, diz.