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M&T nº 173Outubro 2013 Matéria 3 de 21
Sumário
  1. EditorialApagão da mão de obra reflete gargalo na educação
  2. Especial ConcretoConcreteiras aumentam participação na construção civil
  3. Especial ConcretoEmpresas aumentam aposta no segmento
  4. Especial ConcretoDiversificação a caminho
  5. Especial ConcretoCaminhões-betoneira assimilam telemática
  6. FabricanteUm entrante calejado
  7. EquipamentoMercado em formação
  8. Alpinismo IndustrialEngenharia nas alturas
  9. MineraçãoOs desafios do setor brasileiro de mineração
  10. MineraçãoOpções para todas as necessidades da lavra
  11. EmpresaCHB aposta na versatilidade
  12. Off RoadRobustez aliada a dinamismo
  13. Pós VendaAtendimento que faz a diferença
  14. Pós VendaAposta na formação
  15. EmpresaEstratégias para um mercado cada vez mais competitivo
  16. Momento M&T Peças E ServiçosGoverno inicia concessões de rodovias
  17. A Era Das MáquinasUm homem à frente de seu tempo
  18. ManutençãoNR-12 amplia exigências de segurança em transportadores de correias
  19. Entrevista"Queremos mostrar o diferencial da especialização"
  20. Suplemento Especial - Compactos & FerramentasMaior eficiência em içamentos de materiais
  21. Coluna Do YoshioSobre nosso suposto apagão de engenheiros
  22. Painel14 notas e colunas
Especial Concreto

Empresas aumentam aposta no segmento

Liebherr completa seu portfólio de produtos, enquanto Putzmeister apresenta autobomba customizada, América Implementos investe no transporte de cimento a granel e Zoomlion prepara início das operações de sua primeira fábrica no país

Exclusivo M&T 14 de outubro de 2013 · Edição 173

Com o aquecimento no segmento de soluções para concreto, diversas empresas atuantes no país anunciam novidades para suprir o mercado. A filial brasileira da Liebherr, por exemplo, acaba de lançar uma autobomba de concreto, completando a linha própria para atender à cadeia do mercado concreteiro. O modelo THP 70D-C foi inteiramente desenvolvido na fábrica da tradicional marca Waitzinger, adquirida pela Liebherr em outubro de 2012. O equipamento piloto, de 70m³/h, é do tipo “city pump” e, a partir de 2014, será montado na planta de Guaratinguetá (SP). Segundo a empresa, seu índice de nacionalização será progressivamente adaptado para obtenção do Finame.

A novidade, porém, não chega sozinha ao mercado nacional. Segundo Guilherme Zurita, gerente comercial da divisão de concreto da Liebherr Brasil, a empresa também está realizando investimentos relevantes em força de vendas e distribuição para o misturador RIM 1.0M, com a intenção de consolidar o equipamento junto ao mercado brasileiro de pré-moldados. A máquina, segundo a fabricante, possui capacidade para abastecimento de 1.500 litros e pode misturar até 1 m³ de concreto em 30 segundos.

Com ambos os equipamentos integrados à linha de distribuição, o portfólio para concreto da fabricante estará completo, juntando-se às centrais misturadoras, caminhões-betoneira, bombas de concreto e outras tecnologias da marca já disponíveis para o segmento, como esteiras transportadoras e instalações de reciclagem. Com isso, a Liebherr passa a atuar desde a fabricação do concreto até sua mistura, transporte, aplicação e reutilização.

Segundo Zurita, o mercado de bombas e misturadores ainda é relativamente novo para a Liebherr no Brasil. O executivo avalia que houve uma forte retração do segmento nos últimos anos, principalmente por conta do boom de bombas, que inundou o mercado e deixou muitos equipamentos ociosos. Por outro lado, o especialista acredita no potencial de crescimento desse mercado, especialmente por conta dos modelos “city pump”, que representam 60% do volume de bombas comercializadas no país.

Já para os misturadores, a aposta é na indústria de pré-moldados, setor que também cresce rapidamente no Brasil. Apesar de a Liebherr fabricar esse modelo há muitos anos, a solução estava presente no país apenas sob a forma de “spot”, ou seja, sem força de vendas estabelecida. Por conta disso, foi projetada para o equipamento uma estratégia específica de distribuição e atendimento em pós-vendas na região.

FÁBRICA

Visando à entrada no mercado brasileiro, a Zoomlion Cifa (subsidiária do Grupo Zoomlion no Brasil), dará início à operação da sua primeira fábrica no país até o final deste ano. Segundo a empresa, a unidade produzirá equipamentos da linha de concretagem da marca, como betoneiras.

Localizado na cidade de Indaiatuba (SP), o complexo contará com área total de 20 mil m², sendo 12 mil m² de área fabril. Prevendo montagens nos sistemas de CKD e SKD, a fabricante pretende alcançar o índice mínimo de nacionalização para Finame. Para tanto, realizou um aporte aproximado de R$ 20 milhões, como informa Marcel Antonelli Silva, CEO da Zoomlion Brasil. “Decidimos investir no Brasil em 2008, mas só nos últimos dois anos, com o crescimento do setor da construção civil e das demandas de infraestrutura, houve a certeza dessa necessidade de investimento e de construção de uma fábrica no país”, afirma.

Peça-chave da divisão de concreto da empresa no país, a nova fábrica conta com uma capacidade de produção para 1.200 equipamentos por ano. Segundo Antonelli, a empresa trabalhará com as duas marcas – Zoomlion e Cifa – com o intuito de oferecer uma linha completa de produtos aos clientes locais. A estrutura incluirá uma área de 2.400 m² para teste hidráulico e estrutural para equipamentos de grande porte.

“A fábrica vai gerar 100 empregos diretos e outros 150 indiretos, além de contar com centro de distribuição de peças com área de 1.960 m² para toda a linha”, diz Silva. “A empresa também busca realizar cursos de formação por meio do Senai e treinamentos de operadores pela ABESC.”

Conforme explica o CEO, com uma fábrica em solo nacional a Zoomlion pretende se posicionar entre os grandes players do mercado brasileiro, oferecendo aos clientes estoque de peças, suporte técnico, centro de distribuição de peças para toda a linha e serviços personalizados de pós-vendas.

Desde 2008, quando chegou ao país, a empresa já comercializou cerca de 220 equipamentos, incluindo 180 bombas de lançamento, betoneiras e mastros distribuidores, usinas misturadoras. Atualmente, o portfólio da Zoomlion Brasil Concreto oferece lanças de 22 m a 63 m, usinas misturadoras e montagem conjunta de 120 a 540 m³/h, mastros distribuidores com lanças de 29 m e 33 m e outros produtos. “A Zoomlion começou no Brasil com bombas estacionárias e, em apenas cinco anos, já há diversos equipamentos de concreto da Zoomlion no Brasil, como bombas, lanças, betoneiras e usinas misturadoras”, afirma Chaucer P.L. Chen, vice-presidente do Zoomlion Group.

Já os produtos CIFA no Brasil incluem Betoneiras de 8 m³ e 10 m³, usinas móveis (misturadoras e dosadoras), bombas “robôs’ para concreto projetado (CSS3 e CST 8.2) e usinas dosadoras dry de 80 m³/h e 160 m³/h.

TRANSPORTE A GRANEL

A cadeia logística de concreto é ampla e depende tanto da fabricação e aplicação de cimento como do transporte. É nessa demanda que a América, fabricante nacional de implementos rodoviários especiais, aposta para  comercializar seus semirreboques com silos para transporte de cimento.

Para atender a esse mercado, a empresa aposta nos modelos autodirecionais “Vanderleia”, de 36 e 40 m³. Com suspensão pneumática de fábrica, os equipamentos são utilizados para transporte de cimento a granel, cal e outros materiais, operando também por transferência pneumática, ou seja, descarregando o material em silos fixos por meio de sistema pneumático.

Operando com o mesmo sistema nos silos, a empresa também lançou um modelo com três eixos mecânicos e capacidade de 33 m³. “Lançamos esse modelo há cerca de um ano para alcançar um nicho de equipamentos mais simples e econômicos”, destaca Odair Françoso Júnior, gerente nacional de vendas da América Implementos Rodoviários.

O gerente informa ainda que os novos projetos da empresa estão cada vez mais voltados para as mudanças na configuração do transporte de cimento. Segundo ele, atualmente, 60% do cimento transportado são ensacados e 40%, transportados a granel. “No entanto, há indícios que esse modelo está sendo revertido para favorecer o transporte a granel”, avalia Françoso. “E é em cima disso que estamos projetando o futuro.”

CUSTOMIZAÇÃO

Anunciada pela Putzmeister Brasil como a maior bomba de concreto da América Latina, a autobomba 63Z chega ao país com melhorias significativas em relação ao projeto original. O equipamento possui lança de 62,10 m, tem capacidade de bombeamento até 160 m3 de concreto por hora (equivalente a 20 caminhões betoneira) e, segundo a fabricante, é capaz de bombear com eficiência em pontes, cilos, conjuntos habitacionais e prédios de até 20 andares.

Produzida nos Estados Unidos com 61 m, o produto foi adaptado na fábrica brasileira de Atibaia (SP) às necessidades da Rental Mix, que adquiriu a primeira unidade do equipamento. “O operador solicitou que aumentássemos o braço da bomba”, explica Rodrigo Satiro, gerente de vendas da Putzmeister Brasil.

Montada sobre chassi Iveco 10X4 e equipada com braços em cinco estágios com abertura em RZ, a autobomba 63Z também se destaca pelos sistemas eletrônicos embarcados, como os módulos Ergonic, que, segundo a empresa, auxiliam na abertura e fechamento das lanças, na patolagem e no monitoramento dos principais componentes.

 

 

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