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M&T nº 69Fev/Mar 2002 Matéria 4 de 10
Sumário
  1. EditorialIntercâmbio e seu componente em serviços
  2. Cqnexpo-Con/Agg2002As grandes atrações de Las Vegas
  3. PavimentaçãoTecnologia do concreto chega a Mato Grosso
  4. LubrificaçãoDeslizando entre atritos
  5. Energia ICaterpillar instala central de geração na fábrica
  6. Energia IiGestão energetica
  7. Meio AmbienteEscavadeira Liebherr na indústria da reciclagem
  8. LançamentoA retro que faltava
  9. OperaçãoEscavadeira FX conquista novos segmentos
  10. ItáliaBodas de prata em Verona
Lubrificação

Deslizando entre atritos

Exclusivo M&T 1 de março de 2002 · Edição 69
Deslizando entre atritos

Empresas adotam soluções alternativas para corrigir falhas de planos de lubrificação e buscam novos produtos dentro das especificações da ISO 14001

As falhas por lubrificação incorreta ou ineficiente em equipamentos de construção e mineração estão diretamente associadas a resultados de produtividade, faturamento e competitividade de mercado. Para a área de manutenção, esses fatores estão na mira de um conjunto de procedimentos obrigatórios em qualquer programa de manutenção preditiva - o plano de lubrificação. Nele, a qualidade, o controle permanente e inclusive a substituição dos lubrificantes em uso por outros de menor impacto ambiental são fundamentais nos moldes da certificação ISO14001.

Desgaste

A análise periódica do lubrificante usado tanto garante sua viscosidade - ou sua capacidade de manter um filme de óleo entre as partes em trabalho e, com isso reduzir a fricção e o desgaste-quanto permite a detecção de partículas, geralmente de ferro, aços-liga e alumínio-silício, provenientes das peças da máquina em uma situação de atrito severo. No caso da Companhia Paraibuna de Metais (CPM), produtora de zinco do grupo Paranapanema, o problema era exatamente esse: o desgaste excessivo das correntes das lingoteiras da área de Fundição. Um novo sistema, desenvolvido pelo grupo de CCQ - Círculo de Controle de Qualidade da empresa, conseguiu eliminar as paradas não programadas e reduziu em 30% ao ano o tempo gasto em lubrificação e em 20%

o consumo anual de óleo. O processo, conta Willian de Oliveira Dornellas, supervisor de Manutenção Mecânica da mineradora, consistiu na instalação de suportes sob as esteiras e de 19 copos de polipropileno, feitos de material de sucata, que atuam como distribuidores do óleo lubrificante. "A lubrificação passou a ser feita por gravidade, com o óleo sendo dosado sobre cada rolete da esteira a cada volta completa que é realizada. Além disso, a película de óleo criada pela constante lubrificação, evita a aderência de respingos de zinco nas peças e impede que as correntes travem", afirma. Na CPM, o óleo usado limpo é recolhido por empresas especializadas, cadastradas e autorizadas pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) e segue para rerrefino, enquanto o que contém impurezas ou água é recolhido por uma transportadora autorizada e incinerado em empresa credenciada.

Acesso

Outra condição básica de um plano de lubrificação é a definição dos pontos a serem lubrificados e do modo de acesso a eles. Tanto que, na Minerações Brasileiras Reunidas, MBR, da Cia. Vale do Rio Doce (CVRD), segunda maior produtora de minério de ferro do Brasil, esse plano foi revisto para otimizar o acesso às centrais de óleo dos britadores 2 e 3 da mineradora, para a troca de 400 I de lubrificante e de 100 I de óleo hidráulico. Além dos tambores serem rolados por cerca de 30 m no terreno acidentado da mina até os equipamentos, o trajeto sob as centrais demorava um tempo excessivo e havia o risco de derramamento do óleo ou de sua contaminação pela exposição em uma área de muita poeira. A alternativa, também criada pelo grupo de CCQ da empresa, foi a instalação de um suporte de tambor de óleo flexível sobre rodas, que conduz o óleo a um funil, instalado no piso superior do prédio de britagem, com tubulação até a central de óleo dos britadores. O novo sistema eliminou riscos de acidentes e explosões, reduziu o tempo de troca de óleo de 2 horas para 40 minutos e aumentou a disponibilidade da máquina em 1 h20, equivalendo a uma carga circulante de 400 t/h e a um ganho de R$ 6mil/h em cada britador.

Meio Ambiente

No Rio Paracatu Mineração, produtora de ouro e prata do grupo Rio Tinto Brasil (RTB), o monitoramento do óleo em todos os componentes das máquinas é feito pela Sotreq, através do programa SOS Caterpiliar. Os equipamentos de lavra – britadores e transportadores - contam com sistemas de lubrificação centralizada e automática e os óleos usados, assim como na CPM, são recolhidos em local adequado e comercializados com empresa licenciada junto aos órgãos ambientais. No momento, segundo o gerente de Manutenção Rogério Maia, a mineradora está testando uma nova graxa, a Malleus GL400, em substituição à Cardmium 500, para a lubrificação dos acionamentos dos moinhos. O produto, explica Maia, "não possui compostos asfálticos em sua fórmula, eliminando agressões ao meio ambiente. Além disso, tem maior capacidade de redução do atrito, o que prolonga a vida útil dos componentes e aumenta a segurança na operação e eleva os Intervalos de troca de tambor de 20 para 90 dias."

ESTIMATIVAS DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS

Com informações práticas e seguras sobre custos de uso corrente, esta tabela permite que o usuário possa municiar-se de dados suficientes para defender uma posição realista na determinação de um pré orçamento de uma máquina ou de um grupo delas. Não encontrando sua máquina na relação, você poderá dirigir-se à nossa redação, solicitando os valores dos custos. Caso o equipamento seja de fabricação especial, isto é, não seja de linha, envie-nos informações sobre o peso, potência, valor de aquisição e capacidade para fornecermos os elementos que permitirão o cálculo. Esta tabela reúne as seguintes colunas: PESO: o peso aproximado do equipamento, em ordem de marcha em Kg. POTÊNCIA: a potência total instalada em HP. CATEGORIA: número representativo do equipamento. Pode ser a capacidade de caçamba, potência gerada, vazão, etc. VIDA: a vida útil do equipamento em horas. HS ANO: o número de horas trabalhadas estimadas por ano. D. MEC.: disponibilidade mecânica em %. REPOSIÇÃO: o valor do equipamento novo em reais. DEPRECIAÇÃO: a perda de valor do equipamento por hora em reais. RESID.: o valor residual em %. JUROS: a remuneração do valor monetário do equipamento por hora trabalhada em reais. TAXA: de juros anual em %. M.OBRA: o valor médio da mão-de-obra de manutenção por hora trabalhada em reais. PEÇAS: valor médio de peças de manutenção e material rodante por hora trabalhada em reais. MAT. DESG.: valor médio de consumo de bordas cortantes, dentes, cabos de aço, etc. por hora trabalhada em reais. PNEUS: o valor médio de gastos com pneus por hora trabalhada em reais. P. VIDA: a vida dos pneus em horas. COMBUST: o valor médio gasto com combustível por hora trabalhada em reais. CONS.: o consumo de combustível em litros/hora. LUBRIR: o valor médio de gastos com lubrificantes por hora trabalhada em reais. CUSTO/H: a somatória dos valores dos custos horários, em reais.

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