Controle de resistência — Revista M&T
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M&T nº 222Abril 2018 Matéria 13 de 14
Sumário
  1. EditorialSetor começa a sair da recessão
  2. PlataformasMudança de perfil
  3. ConcretoA caminho da especialização?
  4. FabricanteOtimismo com cautela
  5. Especial Sobratema 30 AnosUma aliada de peso nos canteiros
  6. ImplementosRecurso multifuncional
  7. Intermodal 2018Logística diversificada
  8. EmpresaEm recuperação acelerada
  9. Momento M&T ExpoM&T Expo 2018, o ponto de encontro do setor
  10. A Era Das MáquinasA transmissão de energia por cabos sem fim
  11. ManutençãoEvitando problemas no jogo planetário
  12. EntrevistaSILVIO FURTADO
  13. Compactos & FerramentasControle de resistência
  14. Coluna Do YoshioVertigem da montanha-russa
  15. Painel16 notas e colunas
Compactos & Ferramentas

Controle de resistência

Desenvolvido para realizar medidas de resistência de circuitos de terra, o alicate terrômetro é uma ferramenta fundamental para o monitoramento de instalações elétricas

Exclusivo M&T 6 de abril de 2018 · Edição 222

Nos projetos construtivos convencionais, o aterramento é realizado para garantir a segurança e o bom funcionamento de circuitos elétricos, fazendo com que os picos de eletricidade sejam encaminhados para o chão, longe das instalações elétricas, de modo que sejam absorvidos sem danos ao sistema.

De acordo com a definição da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), aterrar significa “colocar as instalações e os equipamentos no mesmo potencial”, de modo que a diferença de potencial em relação à terra seja zero. Assim, o aterramento elétrico é a rota de escape para a energia adicional, estando incorporado à maioria dos aparelhos elétricos atuais.

Modelos como o 1630-2 FC oferecem opção de conectividade via bluetooth, que permite sincronizar a medição do equipamento em tempo real

Ainda segundo a ABNT, um dos objetivos mais importantes do procedimento é fazer com que, ao realizar a manutenção com máquinas e equipamentos elétricos, por exemplo, o operador não receba descargas elétricas da instalação em que esteja operando, seja por descarga eletrostática ou corrente de falta (fuga para massa).

Desse modo, o aterramento elétrico tem a finalidade precípua de garantir a integridade física da pessoa, seja na utilização da eletricidade de forma doméstica quanto no uso profissional.

MEDIÇÃO

Para medir a resistência do aterramento e da corrente de fuga nos condutores existem os alicates de aterramento, ferramentas também conhecidas como alicates terrômetros. Atendendo às principais exigências normativas locais e internacionais, a solução permite realizar a operação sem a necessidade do uso de estacas (chamado “teste sem estacas”) ou mesmo de desligar o sistema de aterramento da instalação. “Toda e qualquer instalação elétrica, seja de baixa, média ou alta tensão, requer o teste de resistência de terra e de corrente de fuga”, afirma Marco Roberto Gonçalves, especialista de produtos da Fluke. “Este equipamento faz o trabalho com precisão, mesmo nas instalações que não podem ter o sistema de aterramento desenergizado e, por isso, são as mais críticas.”

Como explica o especialista, os testes em sistemas de aterramento são necessários, pois, com o passar do tempo, os solos se tornam corrosivos, apresentando alto valor de umidade e sal, além de temperaturas elevadas, podendo assim degradar as hastes de aterramento e suas conexões.

De acordo com Marcos Ribeiro, engenheiro responsável pela área de treinamentos nacionais da Megabras, o medidor basicamente funciona com a aplicação de tensão em um laço de terra e na posterior medição da corrente que circula por este circuito. “A relação entre a tensão aplicada e a corrente resultante será o valor da resistência do circuito”, diz ele.

O alicate de aterramento é um instrumento desenvolvido justamente para realizar medidas de resistência do circuito de terra. Com uma garra diferenciada, o alicate terrômetro mede os eletrodos de aterramento e a resistência de malha de aterramento, sem o uso de hastes auxiliares. “O alicate simplesmente abraça a cordoalha ou haste de aterramento e mede a resistência do aterramento”, explica Ribeiro, acrescentando que, ao executar medições em sistemas de aterramento intactos, o usuário também pode verificar a qualidade das conexões e ligações de aterramento.

O especialista destaca ainda que também podem ser medidas a resistência e a continuidade de loops de aterramento (circulação indevida de corrente elétrica através do aterramento, causada por diferenças de potencial elétrico – ddp – que surgem ao longo do sistema de aterramento) em torno de blocos e edifícios.

Com memória para até 2.000 medições, o alicate de aterramento EM-5254 conta com garra de medição com abertura de 35 mm e leitura direta de correntes reduzidas de fuga

De modo que o alicate de aterramento é uma solução recomendada para ser aplicado por técnicos, tecnólogos e engenheiros eletricistas, eletrônicos, mecatrônicos, profissionais de automação e de controle ou qualquer outro profissional qualificado da área elétrica. “Seu uso é extremamente simples, basta selecionar a função resistência de terra ou corrente de fuga e ‘abraçar’ o condutor de aterramento, pois o equipamento realiza automaticamente a medição”, comenta Gonçalves, da Fluke.

FUNÇÕES

Além da praticidade, este tipo de medição de aterramentos apresenta vantagens como a possibilidade de realizar testes sem estacas com loop de sinal gerado e interpretado simultaneamente pela mesma garra e medir correntes alternadas de fuga CA sem desconectar a haste de aterramento, sempre com ganhos de tempo na realização da medição.

No portfólio da Fluke, como informa o especialista da empresa, há um filtro acessório denominado passa-banda (passa-faixa), utilizado para configurar o espectro de frequência adequado a fim de eliminar as interferências de frequências harmônicas ou inter-harmônicas que distorcem o resultado da medição. A ferramenta também permite definir o alarme com limites inferior e superior e traz memória interna com capacidade de registrar 32.760 medições, com amostragem de 1 a 59 segundos.

No caso do modelo 1630-2 FC, um medidor de resistência de aterramento do tipo alicate, o usuário também tem a opção de usar o sistema Fluke Connect (via bluetooth), que conecta o equipamento ao smartphone por meio dos sistemas operacionais Android ou iOS, sincronizando a medição do equipamento em tempo real, o que permite registrar e gerar gráficos de tendências e relatórios, anexar imagens, notas de voz, streaming de vídeo e compartilhar quaisquer informações por meio de um software gratuito. “O instrumento também mantém um histórico de medições e associa as medições e ativos a uma ordem de serviço, tudo remotamente pelo celular”, descreve Gonçalves.

Já o alicate EM-5254, da Megabras, realiza leitura direta de resistência do laço de terra, desde 0,01 ohm até 1.500 ohms. O ohm é uma unidade de medida da resistência elétrica, padronizada pelo Sistema Internacional de Unidades (SI, do francês Système International d’Unités) e que corresponde à relação entre a tensão (medida em volts) e a corrente (medida em ampères).

Dependendo do modelo, a calibração do dispositivo pode ser automática ou realizada em laboratório

“Com garra diferenciada, o alicate terrômetro mede os eletrodos de aterramento e a resistência de malha de aterramento, sem o uso de hastes auxiliares.”

O equipamento também apresenta interface bluetooth e gera relatórios pelo aplicativo, que pode ser obtido por meio do sistema operacional Android. “Além disso, o alicate de aterramento da marca conta com garra de medição com abertura de 35 mm, memória interna para até 2.000 medições e leitura direta de correntes de fuga reduzidas, desde 0,2 mA (miliampère)”, afirma Ribeiro.

CALIBRAÇÃO

Por ser um instrumento de precisão, os especialistas recomendam a calibração para o alicate terrômetro, sendo que alguns já trazem recursos nesse sentido. O alicate Fluke 1630-2 FC, por exemplo, possui um sistema de autocalibração, com uma placa de calibração com quatro valores de resistência, para assegurar a precisão da medição. A Megabras, por sua vez, conta com um laboratório especializado, que presta esse serviço. “Em geral, nossa recomendação é de que a calibração seja feita ao menos uma vez por ano”, finaliza Ribeiro.

Saiba mais:

Fluke: www.fluke.com

Megabras: www.megabras.com.br

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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