No pacote de estratégias adotado pelas construtoras para controlar custos, aumentar a produtividade e evitar gargalos que atropelem os altos níveis de crescimento, a compra de equipamentos ganhou importância entre as empresas de maior porte. MRV, Cyrela, Gafisa e Direcional não estão medindo esforços na compra de gruas, escoras, andaimes e plataformas elevatórias, cuja maior finalidade é não depender da disponibilidade e do preço cobrado pelas empresas de locação.
O processo de verticalização na construção está atingindo níveis cada vez maiores. Começou com a compra de fôrmas de alumínio, contratação de mão de obra própria - nesse caso, para tentar garantir um mínimo de fidelidade - e agora chega aos mais diversos tipos de equipamentos. Com a promessa de lançar entre 30 e 40 mil unidades por ano, as construtoras atingem uma escala que permite investir nesse tipo de ativo. A linha Finame, com juros entre 4,5% e 7,5% ao ano, criada especialmente para a compra de equipamentos nacionais, ajuda a fechar essa conta.