As projeções de crescimento — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 289OUTUBRO2025 Matéria 10 de 10
Sumário
  1. EditorialO salto qualitativo na gestão de frotas
  2. Pás CarregadeirasDisponibilidade contínua na obra
  3. ServiçosAtendimento como diferencial
  4. Especial InfraestruturaMalha rodoviária segue em risco estrutural
  5. PlataformasMercado em mutação
  6. AsfaltoO uso de mistura morna na pavimentação
  7. A Era Das MáquinasOs guindastes na década de 30
  8. ManutençãoPor dentro das usinas de fluxo contínuo – Parte 2
  9. Entrevista – Linjun Wang“Tivemos um ano espetacular de vendas”
  10. Coluna Do YoshioAs projeções de crescimento
  11. Painel20 notas e colunas
Coluna Do Yoshio

As projeções de crescimento

Dependendo da necessidade, a fonte para o crescimento da receita não será dada apenas pelo desempenho da economia, do setor ou do mercado isoladamente

Exclusivo M&T 8 de novembro de 2024 · Edição 289

Qual deve ser a meta de crescimento para o próximo ano? Como sempre, esse é um questionamento bastante comum para as empresas nesta época do ano. Ademais, uma parte basilar e essencial do planejamento é justamente definir um índice de crescimento para o ciclo que está por vir.

Muitas vezes, para facilitar essa tarefa buscamos a orientação de especialistas que analisam o cenário econômico do país. No entanto, mesmo após ouvir especialistas, é comum não chegarmos a um consenso sobre a meta ideal.

Também aprendemos que usar o crescimento do PIB como referência pode ser limitante. Pensemos em 2025, por exemplo, quando o PIB – pelas previsões econômicas – pode crescer apenas 2%.

Assim, se a economia realmente crescer 2%, podemos estabelecer uma meta de 3% para os negócios? De fato, parece uma projeção muito conservadora.

Mas também podemos considerar o crescimento específico do setor de atuação da empresa e seus clientes. Ou seja, o próprio mercado.

Nesse caso, se a previsão de crescimento do mercado for “zero”, devido a fatores como mudanças climáticas ou outros eventos capazes de afetar o desempenho, seria aceitável projetar apenas 1% de crescimento? Afinal, ainda estaria acima da média do setor, correto?

Para muitas empresas, esse cenário impõe-se como uma realidade quando se busca estabelecer metas para o próximo período. Tanto que participar de seminários setoriais e eventos econômicos passa a ser uma atividade essencial para os gestores nesta época do ano.

No entanto, é importante ter cautela, pois dificilmente algum “guru” econômico irá sugerir publicamente um cenário de crescimento “zero”. Mesmo que a previsão real seja “zero”, pode-se mencionar algo próximo a 5%, até para agradar à plateia.

Contudo, metas tão modestas podem não satisfazer os planos e expectativas dos acionistas, que esperam um desempenho superior, especialmente quando as necessidades de curto prazo são prioritárias.

Há também empresas com outros objetivos, como a abertura de capital (IPO). Nesse caso, a meta é valorizar a empresa e garantir uma capitalização mais favorável.

Para atrair o mercado de ações, o índice de crescimento precisa ser consistente ao longo de anos, com patamares de 15%, 20% ou mais.

Assim, torna-se evidente que, dependendo da necessidade, a fonte de crescimento da receita não será dada apenas pelo desempenho da economia, do setor ou do mercado isoladamente.

Além de entender profundamente o ambiente de negócios, é essencial desenvolver “iniciativas de crescimento” para materializar os resultados. Investir tempo na elaboração dessas iniciativas é mais importante do que entender de economia ou contar com a sorte.


*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

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