As megafeiras e o futuro do setor — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 304Junho de 2026 Matéria 12 de 12
Sumário
  1. EditorialO impacto das tecnologias de RA/RV na construção
  2. EscavadeirasInteligência a serviço da eficiência
  3. Soluções Para ConcretoSuperando desafios no bombeamento
  4. InfraestruturaMomento de atenção no saneamento
  5. 2º Conexões E NegóciosA mais disputada dos canteiros
  6. Agrishow 2026A vitrine do agronegócio brasileiro
  7. BritagemCombinações para um processo eficiente
  8. EmpresaScania amplia oferta de serviços no país
  9. A Era Das MáquinasCarregadeiras ganham articulação
  10. ManutençãoFoco nas estruturas de proteção
  11. Entrevista – Christiano Kunzler‘Não adianta ser grande, se a frota não entrega’’
  12. Coluna Do YoshioAs megafeiras e o futuro do setor
  13. Painel24 notas e colunas
Coluna Do Yoshio

As megafeiras e o futuro do setor

Próxima disputa competitiva não será vencida apenas por quem fabricar máquinas mais fortes, mas por quem entregar soluções mais inteligentes, integradas e economicamente convincentes

Exclusivo M&T 10 de junho de 2026 · Edição 304


Imagem: RAIZ


Mantendo uma tradição, as megafeiras globais de equipamentos de construção seguem fornecendo um retrato privilegiado do futuro do setor.

Mais do que vitrines de lançamentos, tornaram-se espaços onde se revelam, com clareza crescente, as direções estratégicas da indústria.

E o sinal mais forte dos últimos anos é inequívoco: o equipamento deixou de evoluir apenas como máquina e passou a evoluir como sistema.

O que se vê em grandes feiras já não é apenas potência, capacidade de carga ou robustez mecânica.

O centro das atenções migra para conectividade, eletrificação, automação, inteligência artificial e gestão de dados.

A máquina passa a fazer parte de um ecossistema que integra operação, manutenção, segurança, consumo energético e produtividade do canteiro.

Em outras palavras, o valor deixa de estar somente no hardware e passa a depender, cada vez mais, da inteligência embarcada.

A transição energética é outro tema dominante, mas de forma menos ideológica e mais pragmática. Não há um único caminho.

Equipamentos compactos e aplicações urbanas avançam com mais rapidez na eletrificação, enquanto operações pesadas ainda exigirão soluções híbridas, motores convencionais mais eficientes e alternativas energéticas complementares.

O futuro será múltiplo, e não uniforme.

Também se consolida a automação aplicada. Menos espetáculo futurista, mais soluções concretas para reduzir erros, ampliar segurança, compensar a escassez de mão de obra qualificada e elevar a previsibilidade operacional.

A tecnologia deixa de ser apenas impressionante e passa a ser cobrada por sua utilidade prática.

As feiras mais recentes, portanto, mostram que o setor caminha para uma nova etapa, com máquinas mais conectadas, mais assistidas por software, mais eficientes em energia e mais simples de operar.

O que está por vir não é uma revolução única, mas uma transformação contínua e profunda.

No fim e ao cabo, a próxima disputa competitiva não será vencida apenas por quem fabricar máquinas mais fortes, mas por quem entregar soluções mais inteligentes, integradas e economicamente convincentes.


*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

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