Aposta renovada no Brasil — Revista M&T
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M&T nº 247Setembro 2020 Matéria 8 de 15
Sumário
  1. EditorialOs desafios para a infraestrutura na retomada
  2. EscavadeirasTalhadas para grandes desafios
  3. PavimentaçãoSinergia em longas extensões
  4. Especial InfraestruturaPor uma cultura do descarte
  5. Fórum De InfraestruturaA vez do saneamento
  6. RentalÀ espera de um novo boom
  7. FinanciamentoMercado diversifica opções de crédito
  8. LançamentoAposta renovada no Brasil
  9. EventoUma experiência inovadora
  10. SegurançaCuidados na operação de guindastes
  11. LançamentoCada vez mais tecnológico
  12. A Era Das MáquinasUma tecnologia crucial e subestimada
  13. ManutençãoA organização do posto de trabalho
  14. EntrevistaMárcio Pedroso
  15. Coluna Do YoshioA arte de ver o lado bom das coisas
  16. Painel16 notas e colunas
Lançamento

Aposta renovada no Brasil

A JCB apresenta ao mercado brasileiro suas novas linhas de pás carregadeiras médias, além de uma escavadeira florestal voltada especialmente para atender ao setor no país

Exclusivo M&T 10 de setembro de 2020 · Edição 247

A fabricante britânica de equipamentos para construção JCB dá continuidade ao seu plano de expansão com o lançamento de novos produtos específicos para o mercado brasileiro e latino-americano. Mesmo em um ano atípico, a empresa mantém o ciclo de investimentos em torno de R$ 100 milhões para a fábrica de Sorocaba (SP), anunciado no ano passado, agora com a introdução de quatro novas soluções para o país.

Como parte do plano, um total de R$ 20 milhões foram destinados ao lançamento das pás carregadeiras 426ZX, 427ZX e 437ZX, além da escavadeira florestal JS220F. “Seguimos com nosso plano de introduzir de duas a quatro máquinas por ano”, assegura José Luis Gonçalves, presidente da JCB para Brasil e América Latina. “Mesmo com algum atraso em função da pandemia, mantivemos nossos projetos de lançamentos, sem falar no compromisso que temos com os clientes da região.”

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o mercado da Linha Amarela não parou de crescer em 2020, mesmo sob impacto da pandemia. Entre os meses de janeiro a junho, o setor registrou crescimento de 35%, se comparado ao mesmo período de 2019. Nessa toada, a JCB também registrou números positivos no primeiro semestre, comercializando em torno de 15% a mais que no período equivalente em 2019, resultados que estimulam a continuidade dos investimentos no país. “Mesmo com toda essa turbulência vivida nos últimos meses, esses resultados são uma surpresa positiva”, comenta Gonçalves. “Nosso objetivo é manter o ritmo e chegar a 20% de crescimento.”

Produzidas no Brasil, as novas máquinas foram projetadas especialmente para atender ao mercado brasileiro e de outros países da América Latina. E, em breve, devem surgir mais novidades. “Já está em andamento o desenvolvimento de novas máquinas, assim como ações exclusivas para o mercado do Brasil e região”, revela o executivo.

Segundo ele, a América Latina é um mercado que oferece muitas oportunidades nas áreas de infraestrutura urbana, rodovias, portos e aeroportos, além de saneamento, cujo novo marco regulatório foi aprovado recentemente e vem se tornando uma área cada vez mais importante para a atuação das empresas no país. “Isso sem falar na agricultura pujante, que bate recorde ano a ano”, acrescenta. “Mas ainda temos muito a fazer em termos de produtividade nesse segmento.”

CARREGAMENTO

A fabricante aposta em novos modelos com tecnologia nacional para ampliar o portfólio para carregamento e, evidentemente, sua participação de mercado. Antes, a marca contava apenas com o modelo 422ZX (Classe A), com carga de tombamento de 7.199 kg e que, segundo a empresa, tem participação de 32% nas vendas de pás carregadeiras no país.

De cima para baixo, as pás 426ZX, 427ZX e 437ZX: estratégia para aumentar a participação

O que é uma marca relevante em termos de volume. “O mercado de pás carregadeiras no Brasil representa 25% do mercado total da Linha Amarela”, posiciona Alisson Brandes, diretor de vendas e marketing da JCB. “Ou seja, se estamos falando de um mercado de 20 mil máquinas para 2020, de acordo com a Abimaq, cinco mil unidades são de pás carregadeiras.”

Com os lançamentos, o executivo acredita que a empresa se habilita a atender a cerca de 90% dessa demanda no país, ampliando significativamente a participação e a projeção da marca. Para tanto, os novos produtos foram estudados cuidadosamente. Os novos modelos 426ZX e 427ZX integram a Classe B, que representa 42% das vendas do mercado de pás carregadeiras no país.

Por sua vez, o modelo 437ZX pertence à Classe C, nicho que responde por 14% das vendas dessa família no mercado interno. “Nos últimos três anos, o segmento de pás carregadeiras apresentou um crescimento de 70% em volume”, explica Brandes. “E com os novos equipamentos, estaremos mais presentes em diversos setores, como pedreiras e agregados, especialmente como os modelos 427ZX e 437ZX, que contam com 14 e 15 toneladas de peso operacional, respectivamente, além de caçambas reforçadas para esses segmentos, que não participávamos anteriormente.”

Segundo Etelson Hauck, gerente de produtos da JCB, as pás 426ZX e 427ZX trazem exatamente a mesma base, mas possuem cargas operacionais e funcionalidades diferentes. A 426ZX possui peso operacional de 12.849 kg, com carga de tombamento de 8.064 kg e caçamba padrão de 2,1 m³, enquanto a 427ZX apresenta peso operacional de 13.471 kg, com uma carga de tombamento de 8.422 kg e caçamba padrão de 2,3 m³.

Já a 437ZX possui peso operacional de 15.266 kg, com carga de tombamento de 9.349 kg e caçamba padrão de 2,7 m³. “Os três modelos contam com motor Cummins de 6 cilindros, sendo que as pás carregadeiras 426ZX e 427ZX têm 160 hp de potência e a 437ZX, por ser mais robusta, gera 173 hp de potência”, descreve Hauck.

FLORESTAL

Outro mercado importante para a JCB é o de escavadeiras, nicho em que a empresa mantém um portfólio com máquinas de 13 a 24 toneladas. Segundo Brandes, a família representa em torno de 30% do mercado da Linha Amarela no país. “Das 20 mil unidades que podem ser movimentadas em 2020, seis mil unidades serão de escavadeiras hidráulicas”, diz.

Nesse sentido, a marca aposta em uma nova máquina desenvolvida especialmente para o setor florestal. “Totalmente concebida no Brasil, a escavadeira florestal JS220F atende a todos os preceitos de tecnologia e segurança demandados pelo setor agroflorestal, que é estratégico para o Brasil na produção de celulose e reflorestamento”, ressalta.

Com peso operacional de 26 t, a escavadeira florestal JS220F é talhada para operações com toras curtas

De acordo com Hauck, a máquina tem como base a escavadeira de construção JS220LC, mas apresenta aprimoramentos para atender à maior severidade da aplicação florestal. Chegando a 26 toneladas de peso operacional, o equipamento é talhado para trabalhar em operações com toras curtas (Cut-to-Lenght), podendo receber qualquer cabeçote disponível no mercado brasileiro, além de trazer recursos aprimorados de proteção para operações 24/7. Visando à produtividade, a máquina traz tanque expandido de combustível com 590 l, para reduzir o ciclo de reabastecimento, assim como radiador e filtros aprimorados, além de um pacote de iluminação noturna composto por 11 lâmpadas Full Led. “Mais alta, a esteira recebeu sapatas de garras duplas de alta penetração com 600 mm, melhorando a tração em terrenos irregulares durante o deslocamento”, informa Hauck.

De acordo com o gerente, o chassi inferior da máquina também foi aperfeiçoado, recebendo uma estrutura de proteção ao longo dos roletes inferiores para eliminar o risco de desalinhamento. Ainda em termos de proteção, a escavadeira recebeu um pacote de segurança para evitar danos aos principais componentes, assim como ao operador. “A gaiola de proteção de aço, chamada de ‘dog house’, serve para proteger o equipamento contra queda de árvores”, explica. “E o ‘dog house’ é composto por peças modulares, permitindo sua remoção e reinstalação na eventualidade de impactos com árvores.”

Além disso, a cabine foi reforçada com policarbonato balístico de 19 mm de espessura na frente e 9 mm no restante da estrutura, para proteger o operador de quedas de árvores. “Com esse novo maquinário, conseguimos participar de 80% do mercado, além de preencher uma demanda de um setor pujante no Brasil”, conclui Brandes.

Pás carregadeiras são equipadascom motor eletrônico da Cummins

Produzido no Brasil, o motor eletrônico QSB 6.7 compõe o trem de força das novas carregadeiras da JCB

Com potências entre 160 hp e 173 hp, as novas pás carregadeiras da JCB trazem motorização eletrônica Cummins QSB 6.7. Em conformidade com a norma MAR-I de emissões, os propulsores têm fabricação nacional e prometem benefícios como confiabilidade, desempenho e redução do custo operacional, além de melhorias no diagnóstico de falhas. “Iniciamos o desenvolvimento de integração dos motores e máquinas há um ano, juntamente com o cliente”, conta Bruno Kojima, engenheiro de vendas para o segmento off-highway da Cummins Brasil. “O trabalho teve envolvimento dos times de engenharia de ambas as companhias, no Brasil e na Inglaterra, para a realização de testes simultâneos e de homologação.”

Saiba mais:
Cummins: www.cummins.com.br
JCB: www.jcb.com/pt-br

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