Aposta na proximidade — Revista M&T
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M&T nº 167Abril 2013 Matéria 11 de 17
Sumário
  1. EditorialPor um salto na história
  2. Operações PortuáriasMar de oportunidades
  3. Operações PortuáriasEmbraport recebe 1º lote de equipamentos
  4. ImportaçãoUma exceção importante
  5. CaminhõesConfigurações 8x4 ganham terreno
  6. Painéis ElétricosComo dimensionar corretamente as variáveis de um ambiente elétrico
  7. Painéis ElétricosCuidados com segurança são fundamentais
  8. EmpresaEm busca de novos horizontes
  9. PavimentaçãoEspargidores de asfalto ganham opções de mercado
  10. Bauma 2013A vez do virtual na construção
  11. EmpresaAposta na proximidade
  12. Sobratema 25 AnosReferência para o setor
  13. Momento ConstructionSalões das Grandes Construções promovem a integração dos processos construtivos
  14. A Era Das MáquinasO século XIX: vapor e trilhos viabilizam a mecanização dos serviços
  15. ManutençãoComo garantir a produtividade em tratores de esteiras
  16. Pesquisa"Todo mundo está de olho no Brasil"
  17. Suplemento - Compactos & FerramentasUm produto em evolução
  18. Painel16 notas e colunas
Empresa

Aposta na proximidade

A Auxter encerrou o ano com 10 filiais em São Paulo, mantendo-se como a distribuidora com o maior número de unidades no estado mais rico da federação

Exclusivo M&T 27 de março de 2013 · Edição 167

Em 2012, malgrado o estancamento do setor, especialmente para as máquinas da Linha Amarela, a distribuidora Auxter Soluções em Máquinas e Equipamentos alcançou vários dos objetivos de crescimento e consolidação estipulados para o ano.

De fato, o faturamento da empresa decresceu em relação a 2011 a empresa obteve R$ 180 milhões, 14% abaixo da expectativa inicial de R$ 210 milhões –, mas o presidente da empresa, Célio Ribeiro, acredita que mesmo assim o balanço foi positivo, pois esse número não inclui o faturamento de uma marca descontinuada de empilhadeiras ou mesmo da nova parceria com a Mitsubishi Forklift Trucks.

Fechado recentemente, o acordo com a fabricante japonesa inclui a distribuição de empilhadeiras, tanto elétricas como de combustão interna. De acordo com o executivo da Auxter, até o final do semestre serão importadas cerca de 370 empilhadeiras, inicialmente de 1,5 a 7 t, sendo que, após os dois primeiros anos, a linha será ampliada para modelos de até 17 t.

“O objetivo dessa parceria é fazer com que a Auxter conquiste um market share de 10% no setor de empilhadeiras nos próximos dois anos”, diz ele.

AVANÇO

Além dos resultados financeiros, como ressalta Ribeiro, o ano passado foi um período de reestruturação para a empresa, no qual foram lançados planos estratégicos como a expansão do número de filiais dentro do estado de São Paulo, o principal mercado consumidor do país. Desde 2002, quando foi fundada, a Auxter já inaugurou 10 filiais em território paulista. “Nesse sentido, nosso principal objetivo é sempre estarmos a menos de 100 quilômetros em relação aos nossos clientes”, diz o executivo.

Segundo ele, em 2011 a empresa possuía seis unidades no estado, situadas na capital e nas cidades de Araçatuba, Sumaré, Campinas, Ribeirão Preto e Osasco. Com o plano de expansão em andamento, só no último ano a Auxter inaugurou mais quatro filiais, localizadas em Taubaté, São José do Rio Preto, Bauru e Praia Grande.

Com isso, a presença da empresa na região quase dobrou em número de municípios em dois anos, o que efetivamente ocorrerá agora em 2013, quando a empresa pretende lançar mais duas filiais. “As nossas lojas estão estrategicamente posicionadas no estado, visando a atender de forma mais rápida e econômica os usuários dos equipamentos, sendo que o grande diferencial da empresa continua sendo o atendimento pós-venda”, diz Ribeiro.

Mas não foi apenas em relação à estrutura que a empresa avançou no último ano. O market share de seu principal produto – as retroescavadeiras – chegou a 29% no período. Para a escavadeira de 20 toneladas, outro produto forte de seu portfólio, a participação de mercado subiu a 16%, segundo revela o presidente da empresa.

Já em relação ao volume de vendas, a Auxter conseguiu superar seus próprios números. As vendas de manipuladores telescópicos, por exemplo, tiveram alta de 38%, enquanto os equipamentos compactos, como minicarregadeiras e miniescavadeiras, subiram 25%. No total, diz Ribeiro, foram comercializados 406 equipamentos em 2012. Atualmente, além do novo acordo de representação com a Mitsubishi, a empresa fornece equipamentos das marcas JCB, Ixon, Sennebogen, Carmix, MB e outras, mantendo ainda uma parceria com a empresa italiana Simex.

CARRO-CHEFE

Em termos de mercado, a Auxter exibe a posição de principal representante da britânica JCB no Brasil. Os principais produtos da marca fabricados no país são as retroescavadeiras da linha 3C, as escavadeiras hidráulicas JS200 e JS160, os manipuladores telescópicos 535-125 e 540-170 e a minirretroescavadeira 1 CX, além da superretroescavadeira 4CX de 9 toneladas, cuja linha de montagem iniciou operações há pouco mais de um ano no município de Sorocaba (SP). Segundo Ribeiro, a minirretroescavadeira 1 CX mantém-se como um dos grandes destaques da JCB, mas o portfólio deve continuar a crescer. “Para 2013, daremos início à fabricação do rolo compactador e, em seguida, lançaremos uma linha de pá carregadeira”, revela.

Como antecipa o executivo da Auxter, a JCB planeja produzir futuramente oito novos modelos nacionais, como o manipulador Loadall 540 170 4x4x4. Enquanto isso, a retroescavadeira 4CX e a miniretroescavadeira 1CX já têm suas linhas brasileiras de produção garantidas em 2013.

A nova fábrica da marca britânica, diz Ribeiro, conta com recursos modernos nas linhas de montagem e logística. Para ele, a simples presença de uma unidade desta proporção mostra a importância do mercado brasileiro, assim como o latino-americano, no panorama econômico mundial. Outro aspecto importante é a condição de “local”. “Ao produzir máquinas nacionais, não precisamos nos preocupar com a estabilidade da moeda, além de contarmos com a linha de crédito do BNDES, o que nos torna mais competitivos em relação aos players que não possuem fábrica no Brasil”, avalia o executivo.

MERCADO

Para a Auxter, este ano tende a ser melhor do que 2012, especialmente por conta das obras de infraestrutura, que devem ganhar maior ritmo no decorrer do exercício. Para o executivo, o Brasil continua capaz de realizar os projetos anunciados, bastando estimular um maior envolvimento da iniciativa privada nos programas e concessões. “Já temos obras estratégicas para contribuir com o desenvolvimento do país”, afirma Ribeiro. “O que realmente falta é o empenho dos governantes em realizar mais e melhores parcerias público-privadas.”

Sobre os incentivos do governo com ações como o Programa de Sustentação do Investimento (PSI/Finame), linha de crédito subsidiada pelo BNDES para financiar a compra de máquinas e equipamentos, Ribeiro comenta que no segmento de máquinas pesadas não faz muito sentido subsidiar a taxa de juro, pois neste setor não se compra o equipamento porque está barato ou tem redução de juros, mas sim pela necessidade concreta de aplicação. “Para mim, o correto seria uma taxa de juros mais real, sem precisar subsidiar”, diz Ribeiro. “Acredito que uma taxa na ordem de 7,5% ao ano seria o ideal, pois o que precisamos mesmo é ter onde utilizar as máquinas.”

 

 

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