Ajustes nos pacotes de infraestrutura são bem-vindos — Revista M&T
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M&T nº 166Março 2013 Matéria 1 de 17
Sumário
  1. EditorialAjustes nos pacotes de infraestrutura são bem-vindos
  2. Equipamentos CompactosAs pequenas notáveis
  3. Equipamentos CompactosMercado em mutação
  4. FerroviasIndústria aguarda salto
  5. SegurançaNa vanguarda do setor
  6. PneusSoluções ampliam durabilidade de pneus fora de estrada
  7. Equipamentos De ApoioSuporte a pneus em qualquer lugar da obra
  8. Bauma 2013Show de tecnologia
  9. EmpresaSumitomo aumenta investimentos no Brasil
  10. MineraçãoAdequando a frota para aumentar a competitividade
  11. EmpresaCenário promissor
  12. Sobratema 25 AnosTestemunha ocular da história
  13. Momento ConstructionSalão destaca parcerias público-privadas
  14. A Era Das MáquinasOs primórdios: desafios e tecnologias em engenharia
  15. ManutençãoCuidados que garantem a potência de arranque
  16. Entrevista"Nosso negócio depende da maior variedade possível de equipamentos"
  17. Suplemento - Compactos & FerramentasOpções para diferentes necessidades
  18. Painel20 notas e colunas
Editorial

Ajustes nos pacotes de infraestrutura são bem-vindos

Exclusivo M&T 18 de março de 2013 · Edição 166

Ao final do primeiro bimestre do ano, ainda não se sabe se o tão aguardado destravamento das obras de construção rodoviária, ferroviária e aeroportuária finalmente irá ocorrer no país. Mas o que se percebe pela movimentação do mercado é que o governo federal tem se esforçado para que isso aconteça o quanto antes.

As projeções otimistas permanecem intimamente atreladas às medidas do planalto, que vem redesenhado os ambiciosos pacotes de concessões anunciados no ano passado para viabilizar sua aplicação, o que inclui revisões dos níveis de rentabilidade para os investidores e outras mudanças bem-vindas. Afinal, até 2016, os investimentos em infraestrutura vão crescer à taxa média anual de 6,4%, alcançando expressivos R$ 489 bilhões, como aponta o estudo “Perspectivas do Investimento”, do BNDES. Certamente necessários, com os ajustes fica mais fácil convencer empresariado e investidores a apostar no país.

Em ferrovias, por exemplo, o desafiador plano anunciado há seis meses teria finalmente a minuta de seu primeiro edital publicada em fevereiro, com um prolongamento de 530 km em relação à versão original do pacote de concessões e ampliação dos prazos de financiamento. As concessões em rodovias, pedra angular do complexo logístico brasileiro, também vêm recebendo ajustes depois que o governo constatou que as condições inicialmente oferecidas despertaram pouco interesse no mercado. Com isso, o custo dos empréstimos caiu e o prazo dos contratos foi alongado. Para o governo e empresariado, as novas regras são mais realistas e podem estimular a concorrência, atraindo o setor privado e fazendo a diferença em um cenário no qual a indústria, minada pelo Custo Brasil, vem perdendo força.

Na área de portos, a própria Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) já avisou o mercado que o pacote ficará para o segundo semestre, mas até o fim de maio o governo pretende leiloar 158 terminais portuários, um recorde sem precedentes no setor. Além disso, o governo anunciou uma espécie de via rápida para os projetos do PAC, na qual as obras em um aspecto que afeta diretamente o setor não podem mais ser paralisadas nas etapas iniciais por problemas na execução, mas apenas após serem concluídos 40% do projeto.

Com essas providências, o governo e todos nós espera imprimir maior agilidade à execução das obras, que continuam a ter à disposição uma série de soluções de alta produtividade e tecnologia na área de equipamentos, importados e nacionais, como demonstram as reportagens sobre miniequipamentos, ferrovias, equipamentos de apoio e outros temas incluídos nesta edição. Boa leitura.

Claudio Schmidt

Presidente do Conselho Editorial

 

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A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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