Ações de companhias dos segmentos de construção civil, imobiliário e logística podem ser beneficiadas e ter valorização nos próximos meses
A despeito da instabilidade dos primeiros dias do governo interino de Michel Temer, há quase um consenso entre os analistas de que os investimentos em infraestrutura devem se tornar prioritários neste governo. Depois de anos de investimento pífio no setor, a retomada pode começar agora e ganhar força no médio prazo, entre 12 e 24 meses. Com isso, as ações de companhias dos segmentos de construção civil, imobiliário e logística podem ser beneficiadas e ter valorização nos próximos meses.
A percepção dos investidores foi reforçada pela criação da Secretaria de Programas de Parcerias e Investimento, chefiada por Moreira Franco, que deve atuar com intensidade nos projetos de concessão. É uma medida importante já que entre os países emergentes, o investimento em infraestrutura do Brasil só é menor do que o da Argentina. Em 2013, o investimento como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 5,8%, recuando em 2014 e 2015. A previsão é que os recursos destinados ao setor mantenham dinâmica semelhante em 2016, voltando a ganhar terreno no ano que vem.