Abertura comercial é prioritária para o Brasil — Revista M&T
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M&T nº 196Novembro 2015 Matéria 1 de 18
Sumário
  1. EditorialAbertura comercial é prioritária para o Brasil
  2. MineraçãoCultura da competitividade
  3. MineraçãoO novo sempre vem
  4. CaçambasMúltiplas aplicações
  5. Comércio ExteriorOportunidades para todos
  6. FabricanteTecnologia sem limites
  7. InvestimentosInfraestrutura logística
  8. EmpresaDe olho no mercado
  9. RetroescavadeirasO abre-alas dos canteiros
  10. MercadoO ano dos grandes desafios
  11. EmpresaAumentando a aposta
  12. ConcretoAlternativas para o negócio
  13. Momento Constructionexpo 2016Ambiente ativo de negócios
  14. A Era Das MáquinasUma revolução subterrânea
  15. ManutençãoA base da segurança em içamentos
  16. Entrevista"Redução de custo é o nome do jogo"
  17. Compactos & FerramentasMuito além da demolição
  18. Coluna YoshioO cliente no centro dos negócios
  19. Painel15 notas e colunas
Editorial

Abertura comercial é prioritária para o Brasil

Exclusivo M&T 9 de novembro de 2015 · Edição 196

Maior acordo comercial da história, a recém-fechada “Parceria Transpacífico” (TPP) abrangerá 40% da economia global e fortalecerá as 12 nações envolvidas em seu escopo, incluindo EUA, Canadá, México, Austrália, Brunei, Chile, Japão, Cingapura, Malásia, Nova Zelândia, Peru e Vietnã.

Além de reforçar a posição dos EUA frente à China, o acordo prevê a derrubada de barreiras tarifárias, regras uniformes de propriedade intelectual, combate à corrupção, exportação de serviços e ações conjuntas de proteção ambiental. O fato de o Brasil ter ficado de fora deve ser analisado com atenção, pois sinaliza um descompasso na integração internacional e redefinição do mapa mundial do comércio.

Segundo a Organização Internacional do Comércio (OMC), atualmente 406 acordos bilaterais estão em vigor no mundo. E, frente a essa proliferação de acordos intrablocos, o Brasil tem ficado para trás, registrando um número reduzido de acordos de livre comércio selados nos últimos 25 anos, desde que se tornou membro do Mercosul.

Neste rol, é possível citar o próprio Mercosul e alguns acordos bilaterais no setor automotivo com países como México, Peru e Colômbia. Como comparação, estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que atualmente a União Europeia possui 32 acordos de livre comércio em vigor, seguida por Chile (21), China (15), EUA (14), México (13), Peru (12) e Colômbia (11), só para citar alguns.

Em um mundo que se transforma com muita rapidez, ser excluído das grandes cadeias produtivas de valor pode fragilizar o país e significar um golpe em sua já combalida competitividade. Hoje, o país ocupa apenas a 31a posição nas exportações mundiais de manufaturados, apesar de ser a 11a nação mais industrializado do planeta.

A proliferação de acordos comerciais bilaterais é explicada pelo fracasso do ambicioso acordo de Doha (que iria redefinir os fluxos de exportações no mundo) e pelo fato de que trazem vantagens inquestionáveis para as respectivas economias. Ao firmarem tais parcerias, os países buscam obter melhores condições de acesso a mercados externos, favorecendo seus produtos com potencial de exportação. O resultado são preços mais competitivos, geração de receitas cambiais e aumento da capacidade industrial. Tudo isso, é preciso reconhecer, viria em boa hora para o Brasil e também para sua avançada indústria de máquinas e equipamentos.

Permínio Alves Maia de Amorim Neto

Presidente do Conselho Editorial

 

 

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