A válvula de escape do agronegócio — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 224Junho 2018 Matéria 1 de 15
Sumário
  1. EditorialA válvula de escape do agronegócio
  2. ManipuladoresEm busca do espaço perdido
  3. LocaçãoA difícil volta por cima
  4. Caminhões OtrEmbate de colossos
  5. Agrishow 2018Potência agrícola
  6. CenárioOs gargalos da infraestrutura
  7. Especial Sobratema 30 AnosOperações a distância
  8. EquipamentoPrata da casa
  9. Veículo De DefesaApoio à segurança nacional
  10. LançamentoPedindo passagem no mercado
  11. A Era Das MáquinasA morte de um gigante
  12. ManutençãoCheck-up na máquina
  13. EntrevistaVALERO SERENTILL
  14. Compactos & FerramentasEntulho sustentável
  15. Coluna Do YoshioEsperando Godot?
  16. Painel15 notas e colunas
Editorial

A válvula de escape do agronegócio

“O agronegócio vem se tornando uma válvula de escape de importância inquestionável para diversos setores da indústria de máquinas e equipamentos.”

Exclusivo M&T 5 de junho de 2018 · Edição 224

Enquanto a reação dos fabricantes de máquinas e equipamentos permanece morna – muito por conta da persistente paralisia da construção e da infraestrutura no país – o agronegócio mantém sua posição de âncora segura para garantir um nível mais saudável de atividade industrial ao setor. A recente realização da Agrishow (cuja cobertura o leitor confere em detalhes nesta edição) mostra isso. Com a presença de um número crescente de expositores da Linha Amarela, o evento deste ano deixou claro que o campo entrou definitivamente nas estratégias das empresas de máquinas pesadas de movimentação de terra, que veem aumentar a participação deste segmento em seus negócios.

Esse “fenômeno” tem suas particularidades. Por um lado, para o segmento da construção, ainda há excesso de oferta e ociosidade significativa de máquinas e equipamentos em locadoras e pátios, o que impacta o desempenho da indústria, mesmo com o aumento da demanda trazido pelo maior número de licitações, o que em outros momentos traria euforia para o setor, não fosse a base muito baixa.

Note-se que, pela projeção do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, publicada na edição de janeiro desta Revista M&T, a Linha Amarela avançaria algo como 8% ou 9% em 2018, mas – com a concentração das licitações do primeiro semestre – já se cogita que possa chegar a 36%, como destaca nota recente publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. Se confirmado, seria o início de uma retomada mais consistente do setor, mas só o tempo dirá.

Enquanto isso não se confirma, a se considerar o ritmo das atividades no campo, a aposta dos fabricantes da Linha Amarela faz todo sentido, pois o agronegócio vem se tornando uma válvula de escape de importância inquestionável para diversos setores da indústria, como o de caminhões. Para os fabricantes de máquinas agrícolas (muitos deles – talvez os principais – com atuação nos dois mercados) as expectativas têm sido cada vez melhores. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a estimativa inicial de crescimento de 3,7% (algo como 46 mil unidades) nas vendas de máquinas agrícolas no país em 2018 deve ser revisada para cima. Pelas projeções, o crescimento pode até chegar a dois dígitos.

Neste contexto de demanda crescente, também sobra espaço para o segmento da Linha Amarela, pois a mecanização do campo atinge igualmente as atividades de abertura e manutenção de vias, montagem de estruturas, transporte e movimentação, tal qual vem ocorrendo para soluções como manipuladores telescópicos, por exemplo, como mostra a reportagem de capa desta edição. Boa leitura.

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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