A regulamentação de baterias na Europa — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 257Setembro 2021 Matéria 1 de 12
Sumário
  1. EditorialA regulamentação de baterias na Europa
  2. Geração De EnergiaEficiência nos picos de demanda
  3. MotoniveladorasAlta performance na movimentação
  4. Especial InfraestruturaPotencial sobre as águas
  5. Fórum De Infraestrutura 2021Os desafios da universalização
  6. TecnologiaNa trilha da revolução verde
  7. CompactosVentos favoráveis para as minis
  8. LançamentoVersatilidade sob medida
  9. A Era Das MáquinasDa Moto Agrícola à New Holland
  10. ManutençãoComo expandir a vida útil de pneus off-road
  11. Entrevista Com Paulo Carvalho"Não há como planejar sem considerar as mudanças de direção"
  12. Coluna Do YoshioA Bolsa como escola
  13. Painel21 notas e colunas
Editorial

A regulamentação de baterias na Europa

A popularização das baterias é tão iminente que levou a UE a apresentar uma nova proposta para a regulamentação desses componentes, que exercem papel estratégico fundamental para o setor em sua jornada rumo à eletrificação

Exclusivo M&T 10 de setembro de 2021 · Edição 257

Representando 1.200 fabricantes na Europa, o CECE (Comitê Europeu para Equipamentos de Construção) enxerga a eletrificação como uma tendência irreversível no setor de máquinas pesadas, com o uso de soluções movidas a bateria se expandindo rapidamente no mercado global.

Para a entidade, é evidente que, nos próximos anos, o desenvolvimento do setor de máquinas de construção passará a ser influenciado pela disponibilidade e desempenho das baterias de armazenamento de energia.

Atualmente, já são muitos os tipos de baterias e aplicações que podem ser encontrados em máquinas de construção. Desde baterias menores, produtos de prateleira que fornecem energia para acionamento, iluminação, ignição, controle remoto e back-up em sistemas eletrônicos, até baterias de tração para máquinas elétricas de porte maior, adaptadas e feitas sob medida de acordo com os requisitos de energia a que se destinam.

Nesse caso, especialmente, as baterias precisam resistir a condições extremas de uso intensivo, com grande capacidade de autonomia. “Além disso, as OEMs esperam que as baterias ganhem maior vida útil, de preferência com peso reduzido”, ressalta o CECE.

Com efeito, a popularização da tecnologia é tão iminente que levou a UE a apresentar uma nova proposta para a regulamentação desses componentes, que exercem papel estratégico fundamental para o setor de máquinas em sua jornada rumo à eletrificação e ao reposicionamento na questão ambiental (leia-se emissões, reciclagem e destinação final).

Avaliando a proposta, o CECE levantou pontos que podem ser melhorados, incluindo requisitos de relatórios sobre sustentabilidade, por exemplo, tais como pegada de carbono, durabilidade, substâncias perigosas e conteúdo reciclado da bateria, que – para o CECE – devem ser viáveis e proporcionais através de toda a cadeia de suprimentos. A diretriz, pondera a organização, também deve considerar a estrutura legislativa, para evitar a fragmentação ou dupla regulamentação das novas tratativas.

Em termos de tecnologia, um ponto específico destacado na análise abrange o Sistema de Gerenciamento de Bateria (BMS), exigido para baterias recarregáveis de veículos elétricos com armazenamento interno e capacidade acima de 2 kWh.

O CECE argumenta que, em algumas máquinas elétricas, o BMS é parte da máquina, e não da bateria. “A imposição de um BMS como parte integrante da bateria exigiria um redesenho substancial e introduziria unidades eletrônicas extras, criando um desperdício desnecessário na fase de fim de vida da bateria”, adverte o comitê.

Nesse sentido, a proposta precisa considerar que os módulos da bateria podem ser substituídos durante a vida útil do conjunto. “Como não é tecnicamente viável projetar cada módulo com BMS, um módulo ainda em boas condições teria de ser classificado como resíduo.”

Tratando de pontos cruciais como uso, aplicação e descarte, o debate mostra-se mais do que válido e deve repercutir muito daqui para frente, uma vez que desse processo sairá o novo modelo tecnológico que impulsiona o setor em direção ao futuro. Boa leitura.

Silvimar Fernandes Reis
Presidente do Conselho Editorial

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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