A redução de riscos nos canteiros — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 186Dez/Jan 2015 Matéria 11 de 22
Sumário
  1. EditorialEntrelinhas de uma retração anunciada
  2. Estudo De MercadoUm ano difícil para o setor
  3. Controle De EmissõesA vez dos equipamentos pesados
  4. Controle De EmissõesFabricantes adaptam-se às novas regras
  5. Bauma ChinaO passo do dragão
  6. LançamentoAsseio urbano
  7. Equipamentos PortuáriosLogística de precisão
  8. FinanciamentoCaminho das pedras
  9. TelemetriaGestão integrada cada vez mais próxima
  10. LegislaçãoPolêmica à vista
  11. SegurançaA redução de riscos nos canteiros
  12. InstitucionalTendência irreversível
  13. Torres De IluminaçãoLuz nos canteiros
  14. MineraçãoReaproveitamento da água impulsiona tecnologias
  15. A Era Das MáquinasO desenvolvimento das esteiras
  16. Momento M&T ExpoInfraestrutura projeta investimento recorde
  17. Momento Construction Expo 2016Cidades do futuro
  18. InternacionalInfraestrutura aeroportuária é prioridade na América Latina
  19. ManutençãoVida útil plena e produtiva
  20. Entrevista"A indústria chinesa pôs fim ao monopólio no mercado de equipamentos"
  21. Compactos & FerramentasProteção de máquinas e usuários
  22. Coluna YoshioHora de sair da sombra
  23. Painel15 notas e colunas
Segurança

A redução de riscos nos canteiros

Seguindo algumas diretrizes, é possível alcançar níveis elevados de segurança e obter uma redução mútua de riscos de acidentes nas obras de engenharia

Exclusivo M&T 29 de dezembro de 2014 · Edição 186

Na implantação de qualquer projeto, seja de construção civil, petroquímica, naval ou outro, é comum a utilização de equipamentos de movimentação de cargas, em especial os guindastes, exigindo a consideração das necessidades específicas quanto à segurança das máquinas, dos operadores e da área ao redor.

Guindastes não são brinquedos gigantes, mas ferramentas que fazem com que a indústria da construção alcance os objetivos de seus projetos. Seguindo algumas diretrizes, é possível alcançar altos níveis de segurança e obter redução mútua de riscos nas obras, seja por meio de pré-planejamento como com treinamentos contínuos de colaboradores para operações com guindastes e movimentação em geral.

REDUÇÃO MÚTUA

Basicamente, isso é o que se chama de “redução mútua de risco”, um procedimento que inclui diferentes passos. O primeiro item é conscientizar os profissionais de suas responsabilidades por meio de DDS’s, palestras, treinamentos e outros meios, envolvendo todos os colaboradores que atuem diretamente na operação e proximidades.

O próximo passo é o conhecimento dos tipos de içamentos, com seus respectivos pesos e dimensões. A seguir, o pessoal de segurança deve verificar o peso da carga, altura e raio de operação de cada içamento, ou seja, estabelecer um plano de rigging para cada movimentação. Isto é fundamental inclusive para o isolamento da área e procedimentos de emergência, incluindo rotas de emergência, áreas de agrupamento para evacuação, de descanso, refeições e sanitários.

Posteriomente, devem ser levados em consideração o tipo e o tamanho do guindaste que será mobilizado para o site, de modo que a área esteja preparada não só para o içamento propriamente dito, como para a montagem da máquina, preparativos das peças a serem içadas e demarcação da área de contingência, viabilizando um içamento seguro. Além disso, somente pessoal com experiência, treinado e qualificado em operações com guindastes, sinalização e rigging deve ser permitido nas operações de içamento.

Por fim, resta emitir a Permissão de Trabalho (P.T.) e fiscalizar, sempre. Procedimentos, normas e diretrizes são muito importantes, mas sua mera aplicação nada resolve sem fiscalização. O gestor deve assegurar-se de que todo o pessoal envolvido na operação entende seu trabalho, responsabilidades e absoluto comprometimento com a segurança, sua e de seus pares. Afinal, segurança é responsabilidade de todos.

*Camilo Filho é especialista em içamentos pesados, membro da Association of Crane & Rigging Professionals (ACRP) e engenheiro de equipamentos na Odebrecht.

 

 

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