A PC 450 ganhou a estrada — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 62Dez/Jan 2001 Matéria 6 de 14
Sumário
  1. EditorialBem vindo 2001!
  2. TecnologiaUma prévia de Bauma
  3. EventoPini premia os melhores da construção no Brasil
  4. MiaconSobratema divulga M&T EXPO em Miami
  5. CanteiroComo se faz uma estrada
  6. EquipamentosA PC 450 ganhou a estrada
  7. CompactaçãoYes, nós também temos rolos
  8. FeiraOs "monstros" da Minexpo
  9. PneusAtualização dos softwares de gerenciamento
  10. FestaBom de ver, melhor de se estar
  11. GlobalizaçãoCaterpillar e DaimlerChrysler formam aliança mundial
  12. PerfilJoaquim Ferreira da Cruz, engenheiro mecânico
  13. QualidadeRegigant conquista certificação Sobratema
  14. ManutençãoOficina móvel Volvo: o concessionário que vai até o cliente
Equipamentos

A PC 450 ganhou a estrada

Escavadeira Komatsu é aprovada com folgas no seu primeiro teste operacional em obra rodoviária da CNO

Exclusivo M&T 24 de junho de 2001 · Edição 62

Obra envolveu movimentação de 3.500.000 m³ de material

A escavadeira PC450, série Mighty, uma das mais recentes novidades introduzidas nomercado brasileiro pela KBI (Komatsu Brasil Internacional) completou antes do final do ano passado um total de 663 horas de trabalho nas obras de implantação de um trevo de interligação da Rodovia D.

Pedro I com a Rodovia Carvalho Pinto e SP-66, no interior do Estado de São Paulo, a cargo da CNO - Construtora Norberto Odebrecht.

Com peso operacional de 42 t, caçamba com capacidade (SAE) de 1,16 m3 e potência no volante de 306 HP (228 KW) a 2050 rpm, o equipamento foi vital em uma obra que envolveu um movimento de terra da ordem de 3.500.000 m³, entre material de 1ª, 2ª e 3ª categoria, bem como aterros — dentro de um prazo para execução dos serviços de apenas 13 meses. "O grande volume de serviços de terraplenagem e, em contraponto, o pequeno período secodo ano para execução deste tipo de obra, foi sem dúvida o fator determinante para a utilização de um equipamento de grande porte , confirma Paulo Barbosa, engenheiro da CNO responsável pela obra.

Ele lembra também que utilização de motoscraper foi inviabilizada pelo fato da obra estar dividida em dois tramos separados pela Rodovia Carvalho Pinto e contar com um relevo acidentado e com grande heterogeidade de solos, além da necessidade de escavação seletiva dos maciços para aproveitamento em aterros. Nessas condições, a PC450 apresentou grande agilidade, trabalhando em conjunto com caminhões Volvo NL10 modelos 310 e 320, com capacidade para 12m3, e caminhões Mercedes Benz modelo 2635, com a mesma capacidade.

O equipamento conta com o exclusivo sistema hidráulico HydrauMind e motor Komatsu SA6D125E-2, de quatro tempos, arrefecido à água, com injeção direta e turboalimentado, com seis cilindros. O controle de direção da escavadeira é feito por duas alavancas com pedais, sendo que a velocidade máxima de deslocamento (alta) é de 5,5 Km/h. A velocidade de giro do sistema é de 9,3 rpm. Considerando-se a utilização de um braço de 3,38 m, a PC450-6 tem comprimento total de 11,9 m, comprimento sobre o solo (transporte), de 6,5 m, e altura total, na parte superior da lança, de 3,6 m. A altura máxima de escavação é de 10,9 m (7,5 m para despejo) e a profundidade máxima é de 7,6m. A força de escavação na caçamba é de 22,9 t (50490 lb/225kN) Paulo Barbosa considerou satisfatório o consumo de combustível no período (27.094 litros de óleo diesel) e os demais indicadores de controle de produção.

Ele acrescenta, no entanto, que o equipamento—com estrutura reforçada para operação em rocha ainda não foi colocado inteiramente à prova por ter trabalhado na obra em questão em escavação de argila, executando o trabalho com folga.

Não houve, segundo Paulo Barbosa, nenhum problema digno de registro durante os três meses de operação. A assistência técnica da Bauko, representante Komatsu em São Paulo deu todo o suporte necessário no período de operação do equipamento, e colocou à disposição peças de reposição no próprio almoxarifado da CNO no canteiro. "Os operadores também receberam treinamento individualizado, visando obter o máximo de produtividade do equipamento e não houve dificuldades em relação a operação".

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A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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