A pauta para destravar o setor — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 221Março 2018 Matéria 1 de 15
Sumário
  1. EditorialA pauta para destravar o setor
  2. Especial Sobratema 30 AnosVentos da mudança
  3. Especial Sobratema 30 AnosQuebrando paradigmas
  4. RetroescavadeirasO retorno da campeã de vendas
  5. GestãoNa mão de terceiros
  6. Alimentadores VibratóriosA evolução de um conceito
  7. AsfaltoDo laboratório à usina
  8. LançamentoReforço na linha
  9. EmpresaVirando a página
  10. Momento ExpoEncontro de alto nível
  11. A Era Das MáquinasO advento dos guindastes Derrick
  12. ManutençãoA ciência do conforto
  13. EntrevistaPATRÍCIA HERRERA
  14. Compactos & FerramentasControle preciso de ruídos
  15. Coluna Do YoshioO momento das grandes decisões
  16. Painel16 notas e colunas
Editorial

A pauta para destravar o setor

“Após longo tempo de penúria, as perspectivas finalmente voltam a ser positivas, mas o fato é que ainda falta muito para que esta indústria chegue a um patamar mais razoável de vitalidade.”

Exclusivo M&T 2 de março de 2018 · Edição 221

A confiar nas informações mais recentes, neste exato momento um novo ciclo de crescimento pode estar se configurando no setor. Ao menos, alguns dados apontam para isso. Divulgada pelo jornal Valor Econômico, uma recente análise da Tendências Consultoria mostra que – comparada ao pior momento vivido pelo setor em toda a sua história, entre o quarto trimestre de 2015 e o primeiro de 2016 – a produção de máquinas, equipamentos e caminhões cresceu 37,2% em dezembro do ano passado.

Ainda mais importante, o segmento de bens de capital para construção foi o que mais cresceu, registrando avanço de 141,8% neste período. Segundo a consultoria, em 2017 foram registradas dez altas mensais da produção de bens de capital para o setor. Na comparação com o ano anterior, o desempenho na construção neste quesito foi de 40,1%. Pela ordem, a alta na produção também foi registrada em segmentos como equipamentos de transporte (49,4%), bens de capital de uso misto (47,6%), peças agrícolas (43%) e equipamentos agrícolas (35,1%). Se ainda não enche os olhos,  pois a base é muito baixa, ao menos o desempenho já traz o alívio mais que necessário a uma indústria que há pouco beirava o colapso.

Outro ponto importante que pode estimular esse movimento de retomada foi a decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) de zerar a alíquota de importação para bens de capital não produzidos no Brasil, um incentivo fiscal que vale até junho de 2019. Assim, para 2018 a tendência de alta deve se reforçar. Os cálculos projetam que até dezembro o consumo aparente de bens de capital aumentará 11,8%, em um resultado ainda mais animador após a alta de 5,7% obtida em 2017.

Assim, dentre outras ações necessárias e urgentes, esperam-se medidas governamentais para a efetiva retomada da atividade. Com isto em mente, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) – que lidera o grupo Coalizão Pela Construção – já preparou uma lista de medidas para melhorar o ambiente de negócios no país, incluindo regulamentação de distratos, novos marcos para setores como saneamento básico, agilidade para licenças ambientais, reforço do caráter técnico das estruturas de controle e outros pontos inadiáveis.

Resta esperar que essas ações sejam levadas à cabo o quanto antes, trazendo de volta a proeminência que o setor de bens de capital sempre desfrutou no país, como o leitor acompanha há quase 30 anos nas páginas da Revista M&T. Boa leitura.

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A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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