A modernização da infraestrutura não pode parar — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 178Abril 2014 Matéria 1 de 18
Sumário
  1. EditorialA modernização da infraestrutura não pode parar
  2. DemoliçãoDesmonte controlado
  3. Conexpo 2014Hora da retomada
  4. Conexpo 2014O grande momento da indústria
  5. ImportaçãoO idêntico e o similar
  6. Eletrônica EmbarcadaAlto nível de controle
  7. Plataformas AéreasDemanda por segurança aquece mercado
  8. GeradoresExigências ambientais impulsionam indústria
  9. EmpresaPara fazer história
  10. ConcretoDe olho no futuro
  11. FabricanteReforço na atuação
  12. LocaçãoOportunidade de crescimento
  13. Momento M&T Peças E ServiçosFeira inova com salão de tecnologia
  14. A Era Das MáquinasO impulso tecnológico no pós-guerra
  15. ManutençãoPara não derrapar na pista
  16. Entrevista"A crise gerou mudanças na indústria"
  17. Compactos & FerramentasDimensionamento a laser
  18. Coluna YoshioO espírito criador na indústria
  19. Painel15 notas e colunas
Editorial

A modernização da infraestrutura não pode parar

"O atual ciclo de investimentos não pode ser menosprezado, ainda mais em um país com um inacreditável déficit de R$ 500 bilhões em infraestrutura"

Exclusivo M&T 16 de abril de 2014 · Edição 178
A modernização da infraestrutura não pode parar

As expectativas de um maior impulso no setor de infraestrutura ainda neste ano – um exercício repleto de truncamentos à atividade econômica – ganharam força com o recente anúncio de que duas das principais donas de concessões do país – CCR e Arteris – devem investir R$ 6 bilhões em novos projetos, manutenção de rodovias e aceleração de obras já em andamento. Segundo avaliação da Fundação Dom Cabral, outros grupos devem seguir pelo mesmo caminho, criando um pico de investimentos que se prolongaria até o próximo ano. E toda essa movimentação deve inevitavelmente ter reflexos positivos também na indústria de máquinas pesadas, ao menos no que tange à construção de estradas.

Outro ponto que vem reforçar este cenário promissor é o fato de que, após as primeiras rodadas de concessões, os novos concessionários finalmente começam a assinar os contratos, o que implica na movimentação de financiamentos junto aos bancos para cumprimento das metas. Mais que isso, os mesmos bancos aguardam ansiosamente a retomada do programa de concessões de infraestrutura para mobilizar suas respectivas áreas de financiamento de projetos. No BNDES, a previsão é que até 2016 serão investidos R$ 368 bilhões em infraestrutura, dos quais 70% serão financiados.

Os projetos de infraestrutura, aliás, são vistos pelos bancos como um negócio estratégico, que chega a representar 30% dos resultados de algumas instituições financeiras. Não à toa, os bancos procuram a todo custo participar desses projetos para alavancar operações de mercado de capitais, viabilizar empréstimos-ponte e estabelecer parcerias estratégicas. Em 2013, diga-se, o país figurou como o sexto maior mercado global das operações de financiamento de projetos, com 12 operações que movimentaram US$ 23,6 bilhões. Essas operações garantiram uma fatia de 12% dos negócios globais da área, com 5,6% do valor movimentado em todo o mundo. Trata-se de um novo ciclo de investimentos que não pode ser menosprezado, ainda mais em um país com um inacreditável déficit de R$ 500 bilhões em infraestrutura.

Portanto, a tendência até a eleição presidencial é francamente positiva, com a abertura do maior número possível de concessões e ênfase continuada na atração de investimentos da iniciativa privada. Resta aguardar que, após as eleições, as regras não mudem e garanta-se a segurança jurídica aos investimentos de longo prazo. É o que toda a indústria deseja e aposta suas fichas, como o leitor pode conferir nas próximas páginas em reportagens sobre, dentre outros temas, tecnologia, equipamentos, mercado e ConExpo 2014. Boa leitura.

Claudio Schmidt

Presidente do Conselho Editorial

 

 

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