A inovação em equipamentos agrícolas — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 245Julho 2020 Matéria 10 de 13
Sumário
  1. EditorialA transformação da indústria da construção
  2. MineraçãoEvolução nas minas
  3. RetroescavadeirasA máquina que o próprio dono opera
  4. Especial InfraestruturaUm novo olhar para a reciclagem
  5. Obras De Arte EspeciaisEstruturas com prazo de validade
  6. Obras De Arte EspeciaisRecuperação subaquática evita colapso de ponte
  7. AsfaltoA reciclagem do ouro negro
  8. CenárioSem margem de erro
  9. SustentabilidadeA valorização da cadeia do resíduo
  10. A Era Das MáquinasA inovação em equipamentos agrícolas
  11. ManutençãoDesempenho garantido
  12. EntrevistaROLF PICKERT
  13. Coluna Do YoshioSem visão não há estratégia
  14. Painel16 notas e colunas
A Era Das Máquinas

A inovação em equipamentos agrícolas

Exclusivo M&T 8 de julho de 2020 · Edição 245

A história da New Idea é semelhante à da maioria dos fabricantes pioneiros de equipamentos agrícolas: desenvolvimento de novos produtos, aquisição de empresas menores, diversificação, venda para outra empresa e assim por diante.

Tudo começou em 1833, quando três famílias de imigrantes alemães se mudaram para Ohio, onde passaram a se dedicar à agricultura. Em 1896, John Kramer – então proprietário de uma serraria – patenteou um distribuidor de esterco, o Champion, construído artesanalmente em sua própria oficina (algumas fontes citam que o primeiro espalhador foi inventado em 1875, por Joseph Kemp).

Todavia, a serraria se incendiou em 1896, ficando completamente destruída. Como não era segurada, Kramer precisou fazer um empréstimo de US$ 1.200 de Joseph Oppenheim, um professor da escola do convento católico Maria Stein, situado próximo a St. John. Assim, a serraria e a oficina foram reconstruídas, mas Kramer não conseguiu manter o conjunto em funcionamento e pagar o empréstimo, entregando a patente do espalhador a Oppenheim para quitação.

Em 1899, Oppenheim comprou um pequeno galpão industrial próximo à estação ferroviária, cuja produção era desenvolvida por Fred Heckman e Henry Synck, antigos sócios de Kramer. No entanto, mesmo indo ao local somente após as aulas, a escola não permitiu que ele exercesse as duas atividades simultaneamente.

A consequente saída da escola o colocou em dificuldades, uma vez que a fábrica mal conseguia equilibrar as despesas. Para se sustentar, começou a vender separadores de creme para os pecuaristas da região, enquanto continuava a produzir os espalhadores de esterco. Mas foi tão bem-sucedido nesta empreitada que ganhou uma viagem à Feira Mundial de Buffalo.

SUCESSO

Os espalhadores de esterco da época possuíam um cilindro com um dente, que retirava grandes porções de esterco da caixa do espalhador, espalhando-os em uma faixa com a largura da caixa. Mas Oppenheim inovou ao inserir um segundo cilindro denteado (à frente e acima do outro, que pulverizava o material) e um conjunto de pás inclinadas de madeira situadas após o cilindro principal, destinadas a espalhar o esterco em uma faixa mais larga que a máquina, para aumentar a produtividade.

A máquina foi um sucesso e a produção começou a aumentar lentamente. No entanto, Oppenheim faleceu subitamente de febre tifoide, em novembro de 1901, aos 42 anos. Sua viúva, Anna Mary, apoiada por seu pai, investiu mais US$ 1.000 na fábrica de espalhadores e passou a conduzi-la com a ajuda de seu filho de apenas 14 anos, Benjamin, que se casaria em 1903 com a filha mais velha de Oppenheim, Wilhelmina. Posteriormente, Anna Mary investiu mais US$ 1.000 no negócio.

Em imagem de época, uma colhedora tipo chopper com conceito ‘uni-system’

A viúva faleceu em 1907, mas Henry Synck e Ben Oppenheim continuaram à frente da empresa. Para ter melhores condições de transporte ferroviário, construíram em 1908 uma nova fábrica em Coldwater, Ohio, para onde levaram toda a produção em 1912. A empresa foi incorporada em 1920, com Ben como presidente.

Depois disso, Synck patenteou diversos aperfeiçoamentos no espalhador de esterco e desenvolveu a primeira colheitadeira de milho, em 1928. Em 1930, a New Idea comprou a Sandwich Mfg, diversificando sua produção. No início da Segunda Guerra Mundial, além dos espalhadores de esterco a empresa produzia cortadores de capim puxados por cavalos, ancinhos com descarga lateral, carregadoras de feno, vagões de transporte geral em fazendas, transplantadoras, colheitadeiras de milho (de uma e duas camadas), descascadores-trituradores, elevadores portáteis e descascadores manuais.

FUSÕES

Em 1945, as famílias Synck e Oppenheim venderam a empresa para a Avco Corporation, que passou a se chamar Avco New Idea, agregando à linha de produção um cortador de capim acionado por tomada de força. Essa aquisição foi seguida pela da Horn (que produzia carregadeiras hidráulicas, vagões para fazendas e trituradoras de talos), pela da Ezee Flow (que produzia espalhadores de fertilizante) e, em 1963, pela da linha de colheitadeiras autopropelidas da Minneapolis-Moline. Em 1953, a empresa lançaria o primeiro espalhador de esterco acionado pela tomada de força do trator.

A Allied Products adquiriu a empresa em 1984, voltando a chamá-la de New Idea, mas a aquisição da White Farm Equipment (em 1985) fez com que passasse a ser White-New Idea a partir de 1986. Em 1988, todas as operações foram concentradas na fábrica de Coldwater e, em 1991, a empresa foi vendida parcialmente para a AGCO (antiga Allis-Gleaner Corporation), que passou a ser majoritária em 1993.

O trator Oliver 1650 equipado com sistema de carregamento da New Idea

Em 1999, a fábrica de Coldwater foi fechada, mas os produtos (incluindo ancinhos, enfardadeiras, cortadores de capim, colhedoras de forragem, sopradores, vagões e espalhadores de esterco) continuaram a ser produzidos com essa marca até 2005, quando passaram a ser distribuídos como AGCO ou Massey-Ferguson.

Leia na próxima edição:
Implementos facilitam a escavação

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