A digitalização do setor da construção — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 226Agosto 2018 Matéria 1 de 13
Sumário
  1. EditorialA digitalização do setor da construção
  2. Pás CarregadeirasSeleção a dedo
  3. Escavação Em RochaUma nova cultura na perfuração
  4. Especial Sobratema 30 AnosAvanços contra sinistros
  5. MineraçãoDetecção de risco na mina
  6. MineraçãoAutomação reduz custos na moagem de minério
  7. LançamentoDireto ao ponto
  8. Lanças De ConcretoSempre prontas para o uso
  9. FabricanteJohn Deere amplia linha de produtos
  10. A Era Das MáquinasExplosivos avançam na demolição
  11. EntrevistaDENILSON MORENO
  12. Compactos & FerramentasCultura da prevenção
  13. Coluna Do YoshioA hora da governança
  14. Painel16 notas e colunas
Editorial

A digitalização do setor da construção

“As tecnologias digitais podem aumentar a produtividade e reduzir os atrasos, mas também aperfeiçoar a qualidade das construções e estimular a segurança, as condições de trabalho e a proteção ambiental.”

Exclusivo M&T 6 de agosto de 2018 · Edição 226

Enquanto o Brasil luta para voltar a crescer, um olhar sobre o mercado europeu de equipamentos pode ser inspirador ao permitir aferir o atual estágio desta indústria em um dos seus polos mais avançados. Sede de muitos dos principais fabricantes do setor, o velho continente – por meio do CECE (Comitê Europeu para Equipamentos de Construção, da sigla em inglês) – lançou recentemente um “manifesto pela digitalização da indústria europeia da construção”, que ilustra o potencial e desafios para os players.

O documento traz números reveladores, mostrando, por exemplo, que essa indústria participa com 29,3% das vagas no setor industrial e 6,4% do total de vagas no continente, contando 14 milhões de empregos diretos distribuídos por 3,1 milhões de companhias. Atualmente, o setor gera um volume de 1,3 trilhão de euros em negócios, o que representa nada menos que 8,9% do PIB europeu, sendo que 95% de empresas são de pequeno a médio porte, com menos de 20 empregados. Ou seja, a pulverização é considerável, assim como a importância econômica para o bloco.

Por meio do manifesto, os agentes europeus clamam por uma liderança política mais fortalecida, amparada por um ambiente regulatório apropriado e foco orçamentário nas áreas de digitalização, pesquisa & desenvolvimento e estrutura de tecnologia da informação (TI). Essa transformação, diz o documento, não pode ser obtida de forma isolada, mas requer o posicionamento do setor como pivô de uma interface entre diferentes agentes econômicos, desde a fabricação de produtos e maquinário, até o fornecimento de serviços, infraestrutura e moradias.

Nesse sentido, as tecnologias digitais podem aumentar a produtividade e reduzir os atrasos, mas também aperfeiçoar a qualidade das construções e estimular a segurança, as condições de trabalho e a proteção ambiental. Segundo o CECE, isso se dará pela adoção de novos recursos de base digital, desenvolvidos em conjunto com a indústria de TI, tendo à frente ferramentas como Big Data, BIM, armazenagem em nuvem, pré-fabricados, robotização, impressão em 3D, inteligência artificial, sistemas de reconhecimento de voz e novos modelos de negócios, assim como construções e cidades inteligentes, que mudarão para sempre a forma como o setor atua.

Para lidar com o ritmo disruptivo dessa transformação, o CECE propõe o desenvolvimento de redes interoperacionais para uma transferência mais rápida de conhecimento, superando desafios relativos a gestão de dados, propriedade intelectual, cibersegurança, monopólios e outros, ao passo que favoreçam o surgimento de novas tecnologias acessíveis a todos. Tudo isso para os próximos anos. Enquanto isso, no Brasil, esperamos chegar a tempo de embarcar nessa revolução. Boa leitura.

Permínio Alves Maia de Amorim Neto

Presidente do Conselho Editorial

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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