A aurora das máquinas autônomas — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 213Junho 2017 Matéria 1 de 21
Sumário
  1. EditorialA aurora das máquinas autônomas
  2. AgronegócioTerceirização entra em campo
  3. AgronegócioCaminho para a autonomia
  4. Agrishow 2017Âncora verde
  5. PerfuraçãoResiliência para emergir
  6. SaneamentoPara entrar no século 21
  7. Caminhões BetoneiraEfeito cascata
  8. Limpeza UrbanaGestão eficiente para as ruas
  9. EmpresaManutenção com preço fixo
  10. TecnologiaControle fino da construção
  11. A Era Das MáquinasA vez dos pesados fora de estrada
  12. ManutençãoO elo mais forte
  13. EntrevistaEduardo Brandão
  14. Compactos & FerramentasLimpeza profunda
  15. RadarNova fórmula de óleo para rosquear promete desempenho superior
  16. RadarFonte de solda ganha novo sistema
  17. RadarParafusadeira é específica para drywall
  18. RadarSerra oferece cortes retos e angulares
  19. RadarAlicate descascador de fios dispensa ajustes
  20. RadarAlicate de aterramento sem estaca chega ao mercado
  21. Coluna Do YoshioO futuro em mutação
  22. Painel15 notas e colunas
Editorial

A aurora das máquinas autônomas

“A tecnologia de máquinas autônomas já é uma realidade, restando superar alguns desafios – como regulamentação, retorno sobre o investimento e segurança operacional – para que esses equipamentos possam finalmente chegar ao mercado.”

Exclusivo M&T 2 de junho de 2017 · Edição 213

Em um ritmo cada vez mais vertiginoso, as máquinas autônomas se espalham por diferentes setores da indústria e já chegam aos equipamentos móveis pesados. Não por menos, a importante revista MIT Technology Review, publicada pelo Massachusetts Institute of Technology desde 1899, coloca os sistemas autônomos – no caso, de caminhões – em sua lista das dez principais tecnologias em desenvolvimento na atualidade.

Pela multiplicidade de projetos, é de se esperar que veículos comerciais como os caminhões estejam entre os primeiros protótipos autônomos a ganharem escala comercial de produção, na trilha aberta pelas já funcionais carregadeiras LHD de última geração. No final do ano passado, por exemplo, o primeiro caminhão de entrega autônomo concebido pela startup Otto realizou sua estreia comercial para o Uber, no Colorado. A Daimler também já testou o Freightliner Inspiration Truck, um caminhão que se tornou o primeiro veículo autônomo a receber licença de operação no estado de Nevada. A Scania, por sua vez, também já anunciou que toca projetos de sistemas autônomos de transporte pesado para utilização em portos e minas, como outras marcas já o fazem em paralelo.

Mas já não são apenas os caminhões que trilham o caminho da autonomia. A Mercedes-Benz exibiu há pouco seu Future Bus, um ônibus com direção autônoma baseado no modelo Actros. Em fevereiro deste ano, a Universidade de Nevada anunciou que deve colocar um ônibus autônomo nas estradas até 2019. O primeiro estágio do projeto começa agora em junho com um modelo elétrico construído pela Proterra, que percorrerá um trajeto de quase 5 km ao longo da movimentada Virginia Street, em Reno.

E os exemplos vão se multiplicando. Na área de construção e mineração, a Volvo CE exibiu no ano passado os protótipos autônomos da pá carregadeira de rodas L120 e do hauler articulado A25F, sem falar no caminhão FMX da Volvo Trucks recém-testado em operações de mineração subterrânea na Suécia. Na área agrícola, a Case IH acaba de trazer ao país seu primeiro Autonomous Concept Vehicle (ACV), montado sobre o projeto do trator Magnum CVX/CVT e que representa mais um passo em direção à inteligência artificial (leia reportagem nesta edição).

Há muitos outros projetos semelhantes a esses, o que só demonstra que a tecnologia já é uma realidade, restando superar alguns desafios – como regulamentação, retorno sobre o investimento e segurança operacional – para que esses equipamentos possam finalmente chegar ao mercado. Um mercado que, inevitavelmente, será totalmente transformado por essa nova odisseia tecnológica que vemos desdobrar-se bem em frente aos nossos olhos e o leitor, como sempre, pode acompanhar aqui em M&T. Boa leitura.

Permínio Alves Maia de Amorim Neto

Presidente do Conselho Editorial

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