A ambição como fator de crescimento — Revista M&T
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M&T nº 297Setembro 2025 Matéria 10 de 10
Sumário
  1. EditorialMovimentos buscam antecipar efeitos do tarifaço global
  2. RetroescavadeirasA resiliência de uma campeã de vendas
  3. RentalO caminho da profissionalização
  4. InfraestruturaExpectativa positiva no imobiliário
  5. Centrais De ConcretoConfigurações para cada tipo de canteiro
  6. Concrete Show 2025Vitrine da inovação
  7. A Era Das MáquinasA evolução dos guindastes no Pacífico
  8. ManutençãoCaracterísticas e contaminação em lubrificantes
  9. Entrevista – Jeferson Biaggi“A cautela atual pode gerar uma demanda reprimida’’
  10. Coluna Do YoshioA ambição como fator de crescimento
  11. Painel22 notas e colunas
Coluna Do Yoshio

A ambição como fator de crescimento

É o aprimoramento da capacidade de execução e de trabalho que reduz as incertezas e gera a confiança nas escolhas que fazemos

Exclusivo M&T 10 de setembro de 2025 · Edição 297

Foto: RAIZ CONSULTORIA


Não entenda o título acima como uma provocação infundada ou desnecessária na vida prática cotidiana. Afinal, em gerações passadas não era de todo ruim ser classificada como uma pessoa ambiciosa.

Claro que a ambição ilimitada, capaz de levar à flexibilização de princípios éticos para alcançar determinados objetivos, sempre foi vista como uma característica negativa, reduzindo a confiança na integridade da pessoa.

Mas havia situações em que um indivíduo ambicioso – no sentido de audacioso ou intrépido, que busca crescimento profissional e objetivos mais elevados – era visto como um profissional dedicado e capaz de realizar sacrifícios superiores.

Não importa se tais sacrifícios fossem benéficos unicamente para a organização, para os familiares ou para a própria pessoa.

No passado, a vida cotidiana geralmente era muito mais simples, sem luxos, conforto, educação ou mesmo informação.

Melhorar de vida e propiciar melhores oportunidades para pais, filhos e mesmo irmãos dependia da conquista de recursos suficientes para sustentar o investimento necessário, principalmente via educação formal.

Nesse contexto, a ambição e o sacrifício pessoal eram as molas-mestras da desejada mudança de padrão de vida.

Para gerações inteiras, constituíam os objetivos naturais da vida, enquanto que outros passaram a avaliar esse viés de entrega como um derivado das mudanças da sociedade, especialmente a passagem da vida rural para a sociedade industrial urbana, que deixava poucas alternativas para o trabalhador sob condições impostas.

Voltando ao presente, é nítido que muitos jovens atuais mantêm uma “ambição saudável”, certamente em um nível mais sofisticado que no passado.

Entretanto, há muitos outros que não percebem que a falta de ambição material abre lacunas, levando à perda de oportunidades, que poderiam melhorar suas próprias vidas e criar um futuro melhor para todos.

Em nosso meio, as oportunidades de crescimento também são inúmeras.

Todavia, parece faltar interesse por conta do sacrifício necessário e da incerteza futura ameaçadora. Mas o futuro sempre foi incerto e duvidoso.

Nesse sentido, é o aprimoramento da capacidade de execução e de trabalho que reduz as incertezas e gera a confiança nas escolhas que fazemos.

Quando observo jovens sonhadores, que demonstram uma ambição saudável e a necessidade de realizar objetivos, sinto que ainda há esperanças para a sociedade, o país e os negócios. E sei que não sou o único.


*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

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