Quem assistiu em agosto do ano passado à implosão do estádio da Fonte Nova, em Salvador, marco que entrará para a história da cidade com seus 462 anos de existência, não imaginava o destino que teriam os pedaços daquela monumental estrutura. No último dia 22, na cerimônia de beatificação da Irmã Dulce, freira baiana que dedicou a vida aos pobres, 2,5 mil pequenas pedras caprichosamente extraídas do entulho foram doadas às obras sociais da religiosa para venda como souvenir, a R$ 35 cada. Ao representar um filão turístico a ser futuramente explorado pela operadora do novo estádio, a iniciativa demonstra no nível micro e social a rede de negócios em torno da reciclagem - atividade que integra o projeto de sustentabilidade das arenas para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
