Depois de ampliar em 10% a receita bruta em 2010, para R$ 326 milhões, e em 26% as vendas físicas, para 421 unidades, a Ciber, fabricante de equipamentos para construção e manutenção de estradas, prevê um ano mais difícil em 2011. A freada nas operações do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES, nos dois últimos meses por conta da indefinição sobre as novas taxas de juros, e possíveis efeitos da contenção de gastos do governo federal nas obras de infraestrutura, vão exigir "cautela" do setor, diz o diretor-presidente da empresa, Walter Rauen.
Sob o novo cenário, o executivo acredita que o ritmo de expansão da receita poderá recuar para até 5% em 2011, metade do índice registrado no ano passado. De acordo com ele, os governos estaduais também iniciaram o exercício com menos investimentos em estradas, o que reflete diretamente nas encomendas de equipamentos feitas pelas construtoras. "Mas em março já estamos percebendo sinais de recuperação", ressalva.