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18 de junho de 2019
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ARTIGO

Mais conectividade, melhor gestão, maior produção

No mundo agrícola, é impressionante perceber o veloz crescimento no número de startups ou de empresas já longamente estabelecidas, que oferecem seus serviços, sempre com a premissa de conexão via Bluetooth, internet, satélite, etc
Fonte: Assessoria de Imprensa

Um dos balanços possíveis de se fazer após a realização da 25ª edição do Agrishow, em Ribeirão Preto, SP, a principal feira de tecnologias voltada para o agronegócio, que se encerrou no início de maio deste ano, é que foi um evento onde a palavra conectividade esteve em grande parte das conversas e dos estandes.

Quase todas as empresas tinham algum produto, equipamento, aplicativo que se destinava a conectar uma máquina com outra ou com o computador do escritório ou mesmo aos smartphones.

E é impressionante perceber o veloz crescimento no número de startups ou de empresas já longamente estabelecidas, que ofereciam seus serviços, sempre com a premissa de conexão via Bluetooth, internet, satélite ou alguma outra solução semelhante.

E isto é extraordinário, fantástico porque boa parte desta tecnologia que está sendo desenvolvida já está incorporada ou em vias de ser implantada nas máquinas e equipamentos agrícolas. Ou seja, elas, as máquinas, já estão no mundo digital e isto não tem mais volta. E é possível dizer que quase não há mais diferença entre os produtos vendidos no Brasil e os que estão nos EUA ou Europa.

Mas...e muitas vezes aparece um, mas na vida, nem tudo é um mar de rosas. E, mesmo quando é, logo nos fazem lembrar que elas têm espinhos. Conectividade precisa de rede de telefonia móvel ágil, banda larga de internet, preferencialmente por fibra óptica, para que os dados transmitidos circulem rapidamente para todas as pessoas que estão precisando deles. E, é neste momento que, no campo, a banda toca diferente do que toca na cidade.

O Brasil é um país de contrastes. E de regramentos um tanto estranhos, para dizer o mínimo. Creiam. A população que mora na cidade e que num clicar de dedo em sua tela touch do celular acessa milhares de informações, não imagina que esta facilidade não chegou ao campo.

Centenas de propriedades rurais, muitas vezes, só conseguem usar o telefone celular, na banda 2G, a mais antiga e uma das primeiras a ser comercializadas no país. E só realizam este feito porque sobem num morro, vão para um descampado ou alguma outra peripécia do gênero. E já estamos no final da segunda década do século 21.