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22 de maio de 2018
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Indústria

Novas tecnologias podem gerar oportunidades para a indústria brasileira

Durante evento para debater a indústria do futuro, especialistas afirmam que a inovação precisava tornar-se a questão central da política industrial do país
Fonte: Assessoria de Imprensa

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, ressaltou o papel preponderante da inovação para o desenvolvimento econômico do país.

Ele participou na semana passada do debate Inovação: a Indústria do Futuro, realizado pela CNI em parceria com a revista Exame, em São Paulo.

“A experiência mundial demonstra que não há crescimento econômico sustentável sem o uso criativo do conhecimento orientado à geração de novos produtos, serviços e processos”, afirma.

Andrade observou que, há uma década, nascia o entendimento, entre as lideranças do setor público e as entidades representativas do setor privado, de que a inovação precisava tornar-se a questão central da política industrial do país.

“Foi quando o tema assumiu papel fundamental na estratégia de modernização e do aumento da competitividade das empresas”, explica, referindo-se à criação da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI).

O grupo, coordenado pela CNI, reúne mais de 200 lideranças empresariais e consolidou-se como o principal fórum de diálogo sobre o tema entre a iniciativa privada e o governo.

Durante o evento foi realizado o lançamento de estudo inédito do Projeto Indústria 2027: riscos e oportunidades para o Brasil diante de inovações disruptivas, iniciativa da CNI, do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e da MEI, com execução técnica dos institutos de economia das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Estadual de Campinas (Unicamp).

“A indústria pode aproveitar as oportunidades a partir das tecnologias, e essas tecnologias podem fazer empresas e ecossistemas de inovação avançarem”, afirma João Carlos Ferraz, coordenador-executivo do Indústria 2027, e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ao longo de 14 meses, o Projeto desenvolveu estudos com o objetivo de avaliar os impactos de oito tecnologias disruptivas em 10 sistemas produtivos, no horizonte de cinco e 10 anos.

“É um projeto desafiador, sobretudo pela complexidade temática e pela complexidade do nosso país”, afirma.

O Indústria 2027 também avalia a capacidade das empresas aproveitarem as oportunidades a partir das tecnologias e como elas podem encarar os desafios a partir da convergência tecnológica.

Ao mostrar um panorama mundial sobre o avanço da tecnologia no mundo, Ferraz destacou que a difusão das tecnologias avança consideravelmente, ao mesmo tempo em que os países progridem a partir de fortes investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral