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30 de janeiro de 2019
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AGRONEGÓCIO / Máquinas agrícolas podem ficar sem financiamentos

Por outro lado, porém, significa um risco de, pelo menos, três meses com o pé no freio, caso nada seja feito até lá. As entidades que representam o setor buscam algum tipo de suplementação de recursos junto à União, mas, por enquanto, não há sinalização de atitudes.

Claudio Bier, presidente do Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), argumenta que o ano começou esperançoso.

"O setor não vai parar, mas vai dar uma recuada. Compromete o ano", acrescenta Bier sobre o potencial impacto do fim dos recursos. Marchesan é ainda mais enfático, classificando o cenário como um caos para as indústrias.

"Todas aumentaram a produção, contrataram, captaram capital de giro. Sem financiamento, ninguém vai investir em renovação de máquinas", afirma o presidente da Abimaq, que vê nesse, atualmente, o único problema do setor.

Com três meses sem financiamentos, o setor levaria mais, pelo menos, outros seis meses para normalizar as vendas, estima Marchesan, basicamente comprometendo todo o ano de 2019. "Recurso existe. São as decisões políticas que limitam os recursos", sustenta o dirigente.