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27 de agosto de 2019
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AGRONEGÓCIO

Expointer prevê movimentar R$ 2,4 bilhões em negócios neste ano

Expectativa é de crescimento de 5% nas vendas de máquinas, que representam quase a totalidade do resultado da feira
Fonte: GaúchaZH

Campeão absoluto em volume comercializado na Expointer, o setor de máquinas prevê negociar R$ 2,4 bilhões na edição de 2019 – 5% a mais do que no ano passado, quando só em maquinários e implementos foram comercializados 2,28 bilhões.

O setor representa 99% do resultado geral de vendas, que totalizou R$ 2,3 bilhões em 2018.

“É a grande feira do segundo semestre, no Rio Grande do Sul, onde são feitos os grandes lançamentos para o próximo ano no Brasil”, resume Claudio Bier, presidente do Sindicato de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers).

Em contrapartida, o desempenho da comercialização dos animais de raça durante o evento é negativo há quatro edições. Em 2015, a venda atingiu a marca de R$ 15,5 milhões, enquanto no ano passado, bovinos, ovinos e cavalos somaram R$ 10,2 milhões em vendas – redução de mais de um terço nos resultados gerais.

A feira de 2019, entretanto, tem tudo para ser diferente e representar a volta por cima dos animais – se não em valores comercializados durante os nove dias de exposição, pelo menos no reconhecimento e status que esse segmento tem dentro do Parque Assis Brasil.

Do ponto de vista de negócios fechados na Expointer, Leonardo Lamachia, presidente da Federação de Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), promete comemorar se a comercialização for igual à do ano passado, em razão de cenário ainda de dificuldades econômicas internas, embora considere promissora a aprovação de reformas como a da Previdência.

“A pecuária está em franco crescimento, com o preço do boi gordo subindo, a valorização da boa genética, dos reprodutores. E, nesse momento, a agricultura ficou um pouco para trás por conta de alguns dissabores”, avalia Francisco Schardong, coordenador da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul.

“Na soja, embora o Estado tenha tido maior produção, o preço reduziu e o produtor ficou no zero a zero. Em compensação, a proteína animal tem oportunidade muito boa com essa briga lá fora”, complementa o secretário da Agricultura, Covatti Filho, referindo-se à guerra comercial entre China e Estados Unidos.