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13 de março de 2018
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Legislação

Brasil recorrerá da taxa do aço

Nota afirma que medida causará graves prejuízos às exportações brasileiras; país é o segundo maior exportador do produto para os EUA
Fonte: O Estado de S.Paulo

A assinatura do decreto que oficializa as novas taxas para importação de aço e alumínio por Donald Trump foi um balde de água fria nos planos do governo brasileiro, que ainda tentava excluir o Brasil da lista de países atingidos pela medida.

Na semana passado, o Brasil divulgou nota em que disse que recorrerá a “todas as ações necessárias” para preservar seus direitos e interesses.

“Ao mesmo tempo em que manifesta preferência pela via do diálogo e da parceria, o Brasil reafirma que recorrerá a todas as ações necessárias, nos âmbitos bilateral e multilateral, para preservar seus direitos e interesses”, afirma nota assinada pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Marcos Jorge, e Relações Exteriores, Aloysio Nunes.

No texto, o governo ressalta que as medidas causarão graves prejuízos às exportações brasileiras e terão significativo impacto negativo nas relações comerciais e de investimentos entre os dois países.

O Brasil é o segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos, atrás apenas do Canadá.

Embora a reação do governo brasileiro tenha sido dura, a estratégia permanece a mesma.

O país pretende insistir na tese de que as exportações de produtos siderúrgicos complementam, e não ameaçam a indústria siderúrgica norte-americana e esgotar o diálogo com o governo Trump antes de partir para outros instrumentos, como o recurso a organismos internacionais para reafirmar que o argumento da ameaça à segurança nacional não se sustenta.

O embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, explica que o Brasil têm condições para negociar com a administração Trump para retirar o país da lista de nações afetadas.

Recursos

Para Marco Polo Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil (IABr),  o Brasil entrará imediatamente com recurso contra a decisão de Trump, mas, de outro lado, o governo brasileiro precisará colocar na mesa a necessidade de proteção do mercado brasileiro, visto que o fluxo de aço que deixará de ser direcionado aos Estados Unidos poderá recair no Brasil.

“Esperamos agora que o Ministério da Fazenda tenha sensibilidade de que há uma guerra comercial detonada pelo Trump de proporções grandes”, diz.

O setor do aço defende há muito tempo a adoção de medidas protecionistas pelo governo brasileiro. “Há um grande excesso de capacidade global de aço. O Brasil já é vulnerável para o recebimento de volumes de importação”.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral