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15 de agosto de 2019
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Momento BW

Todos contra o lixo

Em evidência no mundo todo, preocupação com a destinação de resíduos também ganha espaço no Brasil, mas ainda depende de maior conscientização da sociedade

Efeitos dos resíduos sólidos descartados são prejudiciais à vida no planeta

Em uma constatação cada vez mais consensual no mundo todo, o destino incorreto dos resíduos causa sérios prejuízos para o planeta e a sociedade. Além da poluição atmosférica, do solo e das águas superficiais e subterrâneas – com a consequente proliferação de diversas doenças –, o lixo traz outro agravante, que é a intensificação do efeito estufa, por meio da liberação de gases poluentes.

Segundo o levantamento do Departamento de Economia do Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb), o descarte em lixões e a queima irregular de resíduos no país respondem pela emissão de cerca de 6 milhões de toneladas de gases de efeito estufa ao ano. Esse montante equivale à emissão anual de gases de três milhões de carros movidos à gasolina.

E, como se sabe, isso também traz consequências negativas para o planeta, como mudanças climáticas acentuadas, que podem potencializar catástrofes ambientais, causando tempestades, secas, tornados, furacões e chuvas excessivas, entre outras. Ainda de acordo com o Selurb, o fim dos cerca de 3 mil lixões existentes no país e a instalação de ao menos 500 aterros sanitários já poderiam contribuir para diminuir os efeitos dos resíduos sólidos descartados. Mas é preciso ir além.

LIXO ZERO

Para Ian McKee, diretor do Instituto Ecozinha, existem alternativas que podem não apenas mitigar esses efeitos, mas também reduzir drasticamente o descarte de resíduos e criar uma economia circular, que beneficie o meio ambiente, a sociedade e a própria economia. Uma delas é o conceito de “Lixo Zero”, cuja meta é desviar mais de 90% dos resíduos gerados – orgânicos e recicláveis – dos aterros sanitários. “No Brasil, existe uma rede de profissionais e apoiadores que já trabalha com esse conceito”, diz ele. “Porém, a maioria das empresas infelizmente ainda não busca se informar sobre as soluções ou mesmo introduzir metas para minimizar o desperdício e a ineficiência.”