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20 de dezembro de 2011
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Negócios

Terratest consolida atuação no Brasil

Grupo espanhol aposta na demanda crescente por obras de fundações especiais para infraestrutura e mercado imobiliário

Com o crescimento do volume de obras de infraestrutura no Brasil – cuja projeção da Sobratema é de aportes na casa dos R$ 1,48 trilhão até 2016 – as grandes construtoras estão buscando novas alternativas em equipamentos e prestadoras de serviços. É no que acredita o Grupo espanhol Terratest, empreiteira focada em projetos de fundações e geotecnia e que investiu 5 milhões de euros em 2010 para iniciar a sua operação no Brasil.

A expectativa da subsidiária brasileira é de faturar entre 30 e 40 milhões de reais em 2012, tornando-se uma das principais operações mundiais do Grupo. “A América Latina está em contínuo crescimento e já representa cerca de 25% dos negócios da companhia. Estamos na região desde 2006 e acreditamos que o Brasil – onde começamos a operar em 2010 – continuará liderando a expansão do Continente no que diz respeito aos investimentos em infraestrutura”, diz o empresário Jonny Altstadt Junior, diretor executivo da empresa no País.

A atuação brasileira da empresa é focada em fundações e tratamentos de solo, tanto para as iniciativas privadas em infraestrutura quanto para projetos imobiliários. Na área de fundações, a Terratest realiza a aplicação de estacas cravadas, hélice contínua, micro-estacas e paredes de diafragma, entre outros. Já no tratamento de solo, a atuação da empresa consiste em serviços de drenagem, injeções de compensação, jet-grouting, congelamentos de solo. Nesse último caso, a empresa traz a experiência de mais de 30 anos aplicando a tecnologia em tunelamentos e nas escavações subjacentes, ou seja, as que ficam nas intermediações da escavação principal.

“Adotamos dois métodos distintos de congelamento de solo. O primeiro é o aberto, no qual o nitrogênio líquido evapora a uma temperatura de 196 °C negativos, produzindo um choque térmico na água subterrânea e congelando um cilindro de 1 metro de diâmetro em um período de três a quatro dias”, informa Rafael Díaz Cruz, diretor de desenvolvimento de negócios da Terratest. Já a segunda tecnologia consiste na aplicação da central elétrica que resfria uma solução de cloreto de cálcio (salmora). “A salmoura circula em tubos de aço a uma temperatura de aproximadamente -36 °C, criando o mesmo cilindro de solo congelado em um período de três a quatro semanas”, complementa o especialista.

De acordo com Ra


Com o crescimento do volume de obras de infraestrutura no Brasil – cuja projeção da Sobratema é de aportes na casa dos R$ 1,48 trilhão até 2016 – as grandes construtoras estão buscando novas alternativas em equipamentos e prestadoras de serviços. É no que acredita o Grupo espanhol Terratest, empreiteira focada em projetos de fundações e geotecnia e que investiu 5 milhões de euros em 2010 para iniciar a sua operação no Brasil.

A expectativa da subsidiária brasileira é de faturar entre 30 e 40 milhões de reais em 2012, tornando-se uma das principais operações mundiais do Grupo. “A América Latina está em contínuo crescimento e já representa cerca de 25% dos negócios da companhia. Estamos na região desde 2006 e acreditamos que o Brasil – onde começamos a operar em 2010 – continuará liderando a expansão do Continente no que diz respeito aos investimentos em infraestrutura”, diz o empresário Jonny Altstadt Junior, diretor executivo da empresa no País.

A atuação brasileira da empresa é focada em fundações e tratamentos de solo, tanto para as iniciativas privadas em infraestrutura quanto para projetos imobiliários. Na área de fundações, a Terratest realiza a aplicação de estacas cravadas, hélice contínua, micro-estacas e paredes de diafragma, entre outros. Já no tratamento de solo, a atuação da empresa consiste em serviços de drenagem, injeções de compensação, jet-grouting, congelamentos de solo. Nesse último caso, a empresa traz a experiência de mais de 30 anos aplicando a tecnologia em tunelamentos e nas escavações subjacentes, ou seja, as que ficam nas intermediações da escavação principal.

“Adotamos dois métodos distintos de congelamento de solo. O primeiro é o aberto, no qual o nitrogênio líquido evapora a uma temperatura de 196 °C negativos, produzindo um choque térmico na água subterrânea e congelando um cilindro de 1 metro de diâmetro em um período de três a quatro dias”, informa Rafael Díaz Cruz, diretor de desenvolvimento de negócios da Terratest. Já a segunda tecnologia consiste na aplicação da central elétrica que resfria uma solução de cloreto de cálcio (salmora). “A salmoura circula em tubos de aço a uma temperatura de aproximadamente -36 °C, criando o mesmo cilindro de solo congelado em um período de três a quatro semanas”, complementa o especialista.

De acordo com Rafael, o objetivo da empreiteira é tropicalizar as tecnologias citadas às demandas do mercado brasileiro, por meio do estabelecimento de parcerias e expertise de empresas já fixadas no País. Ele garante que esse é um processo de domínio do Grupo que, durante os seus 52 anos de atividades, realizou diversas parcerias que possibilitaram o seu ingresso em 25 países. “Com a atuação do nosso recente sócio brasileiro, esperamos que até 2015 cerca de 50% dos projetos do Grupo na América Latina sejam no Brasil”, diz o executivo.

Altstadt, por sua vez, conta que a filial brasileira concentrará seus negócios no eixo Rio/São Paulo inicialmente, pois são regiões onde o setor de infraestrutura está plenamente consolidado. Sobre a frota de equipamentos, o executivo revela que a empresa atua com 10 máquinas no Brasil, mas esse montante deve crescer nos próximos anos: “A nossa expectativa de frota para 2013 é de 60 máquinas”, diz ele. “Não planejamos comprar equipamentos de fabricantes brasileiros, pois existe uma demanda local muito grande e isso resulta em pouca disponibilidade de modelos, fazendo com que o timing de importação – médio de 75 dias – seja mais vantajoso”, completa.

Treinamento de mão-de-obra

Para a operação dos equipamentos fora-de-estrada, a Terratest desenvolveu um plano nacional, como explica Altstad: “Inicialmente, tivemos que trazer o nosso pessoal especializado para operar as máquinas, já que a disponibilidade da mão-de-obra técnica brasileira para o setor de fundações e geotecnia ainda é pouca. Nos últimos meses, porém, inauguramos um plano de treinamento exclusivo para os nossos funcionários, sanando essa deficiência”. Ele afiram que o exemplo do resultado positivo alcançado com essa ação está na obra do parque eólico de Osório, onde a mão-de-obra qualificada já é 100% nacional.

No portfólio de obras executadas pela filial brasileira da Terratest Altstad destaca a construção da Arena Grêmio, em Porto Alegre; a duplicação da arquibancada da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro; a Reserva da Praia, no Recreio; e o Data Center do Banco Santander, em Campinas.

 

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