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05 de dezembro de 2012
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Britagem

Soluções para todos os estágios

Como ocorre com os britadores primários, a escolha dos equipamentos para as fases secundária e terciária de britagem pode gerar economia e maior produtividade
Por Camila Waddington

Se os equipamentos de mandíbulas são os preferidos na etapa primária de britagem em pedreiras e mineração de ferro, na britagem secundária os suprassumos são os modelos cônicos. Segundo Guilherme Lago, engenheiro de aplicação da Simplex, esse é o tipo de britador mais usual em pedreiras no país porque ele oferece maior redução do material britado em relação aos modelos de mandíbula e de impacto horizontal. “Porém, esse tipo de equipamento é mais limitado em relação à boca de alimentação e, por isso, precisa trabalhar com britador primário eficiente, que já ofereça material em granulometria menor”, pontua.

Toshihiko Ohashi, gerente de aplicação de sistemas de britagem da Metso para a América do Sul, ressalta que a demanda crescente por britas finas nas pedreiras tem impulsionado ainda mais a utilização de modelos cônicos no Brasil. “Esses equipamentos possibilitam alta redução do material para encaminhamento à fase terciária”, diz ele.

Em contrapartida, ele lembra que os rebritadores de mandíbula são inadequados para a função secundária, assim como os modelos giratórios. “Quando aplicadas, essas tecnologias demandam quatro estágios de britagem, sendo que, com o britador cônico na etapa secundária, é possível produzir todas as classes de britas em três estágios, simplificando o layout da planta”, diz ele.

Para Jorge Sales, consultor regional de vendas da Wirtgen Brasil, a preferência pende para os modelos cônicos, mas lembra que – no caso de pedreiras – a especificação do equipamento deve levar em conta o tipo da rocha. “Por isso, é necessário observar os índices de abrasividade (Ai) da rocha para dimensionar o processo de cominuição, além do índice de trabalho (Wi) e outros parâmetros”, detalha. “Isso faz com que os britadores de impacto de eixo horizontal também sejam escolhidos, pois oferecem alta capacidade de processamento de finos e materiais de melhor cubicidade e de baixo teor de pulverulento.”

Os modelos cônicos também ocupam o topo da lista na fase secundária de britagem em minerações de ferro. Ohashi, da Metso, ressalta que a escolha, ou até mesmo a necessidade de obter a britagem secundária, dependerá da rota de cominuição. “As operações que produzem pelotas naturais (NPO) ou sinter feed ainda usam britagem multiestágios, sendo que existem duas correntes para a britagem secundária: as que usam britadores cônicos de alta redução e as que usam os giratórios”, explica. A vantagem dos cônicos, como reforça o gerente, é a simplificação do layout, usando três estágios para produção de sinter feed (veja quadro da pág. 18).