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15 de março de 2010
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Mercado

Setor deve crescer 18% em 2010

Pesquisa realizada pela Sobratema aponta que o Brasil será um dos primeiros países a sair da crise, transformando-se num dos principais mercados de equipamentos para construção do mundo

Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as turbulências no mercado econômico internacional chegariam ao Brasil como uma “marolinha”, a afirmação foi recebida em tom de chacota por muitas pessoas. Passado o pior momento da crise, entretanto, constatou-se que o discurso presidencial não estava tão longe assim da realidade. Obviamente, falar em “marolinha” para empresários que viram seus negócios encolher mais de 20% no ano pode parecer algo de mau gosto. Mas, comparando a situação brasileira com a dos demais países do mundo, o cenário não se mostra tão devastador como muitos imaginavam no início de 2009.

A começar pelo saldo acumulado no ano anterior. Enquanto a economia mundial patinava sob os reflexos de uma crise econômica que não respeita fronteiras e se alastrava rapidamente pelos cinco continentes, o Brasil mantinha seu ritmo de crescimento. Um exemplo disso é o setor de equipamentos para construção e consta do estudo de mercado realizado pela Sobratema. Em 2008, por exemplo, o mercado de máquinas do País cresceu 48% e atingiu o melhor desempenho de sua história, totalizando cerca de 50 mil unidades vendidas (entre modelos da linha amarela, guindastes, caminhões basculantes e compressores de ar). Enquanto isso, as vendas do setor caíam nos países industrializados em patamares entre 50% e 60%.

Este ano, o estudo da Sobratema demonstra que as turbulências internacionais refletiram no mercado brasileiro e as vendas no setor caíram cerca de 28% na linha amarela (que reúne máquinas para obras de terraplenagem, como escavadeiras, pás carregadeiras, retroescavadeiras e outros) e cerca de 24% no total geral, incluindo as demais famílias de equipamentos (veja quadro nesta matéria). A queda ocorreu indistintamente em todas as famílias de máquinas, com duas honrrosas exceções: a do segmento de rolos compactadores, que manteve o mesmo ritmo de vendas de 2008 diante do grande volume de obras rodoviárias no País, e a da família de manipuladores telescópico, usados na movimentação de materiais em canteiros de obras.

Incluído este ano no estudo de mercado, o segmento de manipuladores telescópicos registou um espantoso aumento de 16,7% nas vendas em relação a 2008. “Trata-se de um equipamento que começa a se popularizar no País e os usuários estão descobrindo os ganhos de produtividade que ele proporciona à obra”, justifica Afonso Mamede, presidente da Sobratema. Com a manutenção do cronograma nas obras contratadas e os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, a queda das vendas no setor mostra-se pequena diante da situação nas demais regiões do mundo: - 52% na América do Norte, - 44% na Europa e - 33% na média global.