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16 de outubro de 2015
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Usinas de Asfalto

Sem patologias pelo caminho

Sejam móveis ou estacionárias, tecnologias de dosagem e mistura garantem bom desempenho e alta durabilidade à massa asfáltica utilizada em pavimentos rodoviários
Por Evanildo da Silveira

Devido às características de economia, conforto e resistência, o asfalto mantém-se há um século como o principal componente para pavimentação. Conhecido como Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), o material é uma substância plástica flexível, aderente, impermeabilizante e durável. Além disso, é resistente à maioria dos ácidos, álcalis e sais. No entanto, para se transformar em pavimento, o CAP precisa ser misturado aos chamados “agregados”, que nada mais são do que pedras britadas – eventualmente misturadas a aditivos como cal hidratada e fibras de celulose – envolvidas pelo ligante. Para isso, devem ser classificados na graduação especificada em projeto, por meio da mistura de diferentes frações granulométricas. Além disso, devem ser previamente aquecidos para eliminar a umidade.

Para que o pavimento obtenha bom desempenho e alta durabilidade, é necessário ainda obter uma massa homogênea. Para isso, dosagens corretas de cada componente são fundamentais. Ou seja, é preciso escolher adequadamente os materiais e as proporções da mistura, de modo a atender às condições de uso do revestimento. Sem esquecer-se, é claro, de técnicas adequadas de produção, distribuição e execução das camadas asfálticas.

PRINCÍPIOS

As usinas são compostas por um conjunto de equipamentos mecânicos e eletrônicos interconectados. Basicamente, sua função é realizar de forma adequada a mistura de frações de agregados, aquecê-la e juntá-la ao ligante, produzindo o pavimento dentro das características especificadas. Esses equipamentos variam em capacidade de produção e princípios de dosagem, podendo ser gravimétricos ou contínuos.

O primeiro tipo é mais antigo, tendo surgido nos anos 1970. Até então, as usinas produziam pavimentos asfálticos de baixa qualidade, pois não pesavam nem controlavam adequadamente os componentes. Atualmente, as usinas gravimétricas obtêm uma produção de forma cíclica ou por batelada. “Após uma pré-dosagem e secagem, os agregados são transportados verticalmente por um elevador de canecas para peneiramento no topo de uma torre”, explica Marcelo Zubaran, especialista de produto da Ciber Equipamentos Rodoviários, que fabrica os dois tipos de soluções. “Depois de peneirados, eles são separados em silos quentes de acordo com o tamanho e pesados conforme a proporção definida em projeto.”

O CAP, por sua vez, é levado do tanque de armazenamento e aquecimento para um compartimento, onde ocorre a pesagem. Depois de pesados, os materiais são transportados por gravidade para o misturador, no qual é feita a produção de forma cíclica. “Assim, é produzida determinada quantidade de pavimento asfáltico em determinado período de tempo”, diz Zubaran. “Ele é então descarregado ou armazenado, iniciando em seguida um novo ciclo.”

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral