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02 de março de 2012
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Usinas de Asfalto

Soluções que otimizam o processo

Estimulados pela expectativa de retomada das vendas, fabricantes apresentam as diferentes soluções oferecidas no mercado, tanto em usinas gravimétricas como nas de dosagem contínua

O resultado da última edição da pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre as rodovias brasileiras, realizada em 2011, revela que um grande fosso separa o discurso da realidade quando o assunto são os investimentos nas estradas do país. É bem verdade que as liberações do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para o setor foram tímidas no ano passado, talvez em função dos escândalos que respingaram sobre os órgãos do setor, mas para um país que está investindo fortemente em infraestrutura, o setor de rodovias continua em estado de abandono.

Ao avaliar mais de 92,7 mil km de vias pavimentadas, a CNT constatou que 47,9% dessa extensão (quase 44,5 mil km) apresentam pavimentação em estado de deficiência (de péssimo a regular). O grande responsável por esse resultado são as estradas sob jurisdição pública (federais e estaduais), já que as rodovias concedidas à iniciativa privada passaram com mérito na avaliação: pelo levantamento da CNT, apenas 12% dessa malha conta com pavimento em estado regular e 1,1% em condições ruins. A entidade não registrou nenhum trecho de rodovia sob concessão privada em péssimo estado de conservação.

Esse cenário ajuda a entender porque a indústria de equipamentos para obras rodoviárias encerrou 2011 com resultados abaixo do esperado, principalmente no segmento de usinas de asfalto. Para os profissionais do setor, entretanto, esse quadro de estagnação deve encerrar ao longo deste ano, principalmente em função das eleições municipais que podem impulsionar as obras de melhoria de estradas e vias urbanas. A expectativa é que o aquecimento no setor rodoviário recupere, inclusive, parte dos investimentos não aplicados no ano passado.

Aquecimento da demanda

Essa é a aposta da Luzmaq, conforme explica o diretor comercial Gilnei Barboza. “Nossa expectativa positiva se deve ao acumulo de obras previstas em função das chuvas que danificaram os pavimentos neste verão.” Por esse motivo, ele projeta um crescimento de 15% nas vendas da empresa, que em 2011 comercializou 22 usinas de asfalto. Por conta desse aumento previsto na demanda, Barboza diz que a empresa está ampliando a área de fabricação com um espaço adicional de 23 mil m².

Ricardo Nunes, gerente de área da Terex Roadbulding na América Latina, também alimenta boas expectativas para este ano. Ele avalia que a demanda por usinas de asfalto deve retomar o mesmo patamar registrado no período entre 2009 e 2010, já que em 2011 as trocas de lideranças no Ministério dos Transportes retardaram o lançamento de novos contratos. “Essas mudanças atrasaram até mesmo a continuidade de contratos já vigentes e isso reduziu entre 30% e 40% o consumo de usinas de asfalto em comparação com a capacidade projetada para o ano passado”, ele pondera.