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06 de agosto de 2018
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Pás Carregadeiras

Seleção a dedo

Critérios para a escolha do equipamento passam por considerações sobre as características da aplicação, incluindo ambiente, consumo, ciclos de trabalho e escoamento da produção
Por Evanildo da Silveira

Escolher a pá carregadeira certa para cada tipo de operação pode não ser a mais complicada das tarefas, mas requer alguns cuidados. Antes de qualquer coisa, é fundamental conhecer a aplicação, o local de trabalho, a altura de despejo da carga, a demanda produtiva e a necessidade de gerenciamento da máquina. Também devem ser levados em conta o tipo, a quantidade e a densidade do material a ser movimentado, a distância entre os pontos de carregamento e descarregamento, o fator de enchimento da caçamba, se há operação com mais de um tipo de ferramenta e, ainda, as características do terreno e do caminhão (ou outro equipamento) a ser carregado.

Como se vê, são vários aspectos, então vamos por partes. Segundo Eduardo Paparotto, representante de vendas na SEM, uma boa escolha deve considerar de saída o material a ser movido (se é solto ou agregado) e o ambiente onde a máquina trabalhará, levando-se em conta as restrições do espaço, se é amplo ou confinado. “Também é preciso observar os parâmetros das características típicas para aquela aplicação, como consumo esperado de combustível, volume de material movimentado, ciclos de trabalho e escoamento da produção, entre outros”, explica.

O gerente de produto da JCB do Brasil, Etelson Hauck, dá mais detalhes e enumera cinco passos para se escolher a pá carregadeira ideal em uma aplicação específica. O primeiro é identificar a produção necessária ou desejada (normalmente, especificada em m3/h ou t/h), enquanto o segundo inclui o estabelecimento do tempo do ciclo unitário de trabalho e de quantos ciclos serão realizados no período de uma hora. “Isso inclui carregamento e levantamento da caçamba, inversão de sentido, descarregamento e retorno à posição inicial”, explica. “Além disso, deve-se incluir o percurso percorrido pelo equipamento (se for o caso), um tempo que é obtido diretamente na operação.”

O terceiro passo é determinar a produção necessária por tempo de ciclo, utilizando para isso as duas informações sobre produção por hora e estabelecimento da produção por ciclo. O quarto é definir o tamanho da caçamba a partir da seguinte fórmula: volume da caçamba é igual à produção por ciclo em volume (m³) dividida pelo fator de enchimento da caçamba. “Por fim, no quinto passo, com o tamanho da caçamba especificado, multiplica-se sua capacidade pelo peso específico (densidade) do material na condição do trabalho”, diz Hauck. “Esse valor é a carga operacional.”

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral