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14 de novembro de 2019
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Pás Carregadeiras

Desempenho garantido

Além da carga de tombamento, as carregadeiras são dimensionadas com base na necessidade de produção, tipo de material, aplicação, altura de carregamento e prazos de obra
Por Santelmo Camilo

Escolher o equipamento ideal é imprescindível para quem busca atingir os índices de produtividade previstos para uma obra. Nessa análise, deve haver equilíbrio entre os critérios técnicos, operacionais e econômicos, sob pena de os resultados não saírem de acordo com o esperado.
A escolha de uma pá carregadeira, por exemplo, requer abordagem diferenciada, na qual são considerados fatores como a necessidade de produção, densidade e granulometria do material e aplicação, além da distância de transporte e altura de carregamento.

Segundo os especialistas, toda pá carregadeira é desenvolvida ou projetada conforme a carga de tombamento. Esse parâmetro consiste, em termos simples, no peso ou carga máxima colocada na caçamba com o equipamento estático (com chassi articulado), até que os pneus traseiros comecem a perder contato com o solo.

Carga de tombamento é critério básico para se definir a capacidade técnica

De acordo com Rafael Ricciardi, responsável pela linha de pás da CNH Industrial na América do Sul, esse é o critério básico para se definir a capacidade técnica do equipamento. Mas, em um segundo momento, outros dois aspectos devem ser avaliados: a saber, a capacidade da caçamba e a potência do motor. “No caso da New Holland Construction, além dessas premissas a marca sempre busca atender às necessidades de aplicação dos clientes, produzindo equipamentos com elevada capacidade de desagregação do material”, assegura.

Para Sergio Sassaki, engenheiro de aplicação de movimentação de terra da Liebherr, o modelo de pneu também influencia na configuração das pás, pois garante estabilidade, tração e conforto ao equipamento.

Basicamente, os pneus se diferenciam entre modelos radiais (mais flexíveis e com melhor tração e conforto na translação) e diagonais (de estrutura mais dura, mais baratos e de manutenção mais fácil). “A banda de rodagem tem diferenciações entre L2 e L5, tendo a L5 uma camada mais espessa de borracha, apropriada para operações mais abrasivas ou com risco de corte, além de desenhos para diferentes tipos de aplicação”, delineia.