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28 de setembro de 2012
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Pavimentação

Segunda geração de rolos tandem incorpora novos conceitos

Com monitoramento remoto e diferentes tecnologias, um amplo leque de rolos de compactação possibilita que as construtoras escolham os equipamentos mais adequados aos diferentes tipos de obras

O pacote de investimentos para obras de pavimentação urbana do PAC 2 promete aquecer o mercado de construção viária não somente em relação à utilização de equipamentos para vias confinadas e diminutas, como as vibroacabadoras compactas, mas também dos tradicionais compactadores de asfalto, como os rolos de dois cilindros, ou rolos tandem, como são tecnicamente conhecidos pelo mercado.

Voltadas à operação na camada asfáltica, essas máquinas contam atualmente com diferentes tecnologias de compactação e têm sido incrementadas com soluções como o monitoramento via Sistema de Posicionamento Global (GPS), sendo capazes de assegurar resultados extremamente satisfatórios na pavimentação de pistas de rodagem.

Esse mercado promissor é uma das apostas da Dynapac, que se posiciona como a primeira empresa mundial a fabricar rolos tandem da faixa de 10 t no Brasil. A oferta se iniciou no fim de 2011 e, atualmente, os equipamentos já podem ser adquiridos via Finame, pois contêm mais de 70% de nacionalização em seus componentes. “Escolhemos essa faixa de rolo tandem para ser a primeira produzida no Brasil devido à sua versatilidade”, adianta Luiz Lemos, gerente de negócios da empresa. Ele explica que essa faixa de equipamento tem largura de rolagem de 1,75 m, o que permite a sua aplicação tanto em vias confinadas, como as existentes nos centros urbanos, quanto em estradas, atendendo a uma faixa de compactação bastante satisfatória. “Além disso, essa máquina pode trabalhar em concreto compactado a rolo, uma necessidade crescente em obras de barragens e também de rodovias”, complementa.

Lemos antecipa com exclusividade à M&T que a fabricante já estuda a próxima faixa de rolos tandem a ter fabricação nacional até 2013, revelando que o modelo mais cotado é o de 7,5 t. O que já está decidido é o conceito do equipamento. “Sejam produzidos localmente ou importados pois temos linhas de rolos tandem que incluem modelos de 1,2 t a 13 t, estamos sempre falando de cilindros de compactação vibratórios”, diz ele.

CONCEITO

O especialista avalia que a escolha por rolos vibratórios ou oscilatórios é uma questão de preferência do construtor, levando em consideração a operação para a qual a máquina será destinada. “Os usuários de rolos vibratórios avaliam que a máquina oferece maior capacidade de adens


O pacote de investimentos para obras de pavimentação urbana do PAC 2 promete aquecer o mercado de construção viária não somente em relação à utilização de equipamentos para vias confinadas e diminutas, como as vibroacabadoras compactas, mas também dos tradicionais compactadores de asfalto, como os rolos de dois cilindros, ou rolos tandem, como são tecnicamente conhecidos pelo mercado.

Voltadas à operação na camada asfáltica, essas máquinas contam atualmente com diferentes tecnologias de compactação e têm sido incrementadas com soluções como o monitoramento via Sistema de Posicionamento Global (GPS), sendo capazes de assegurar resultados extremamente satisfatórios na pavimentação de pistas de rodagem.

Esse mercado promissor é uma das apostas da Dynapac, que se posiciona como a primeira empresa mundial a fabricar rolos tandem da faixa de 10 t no Brasil. A oferta se iniciou no fim de 2011 e, atualmente, os equipamentos já podem ser adquiridos via Finame, pois contêm mais de 70% de nacionalização em seus componentes. “Escolhemos essa faixa de rolo tandem para ser a primeira produzida no Brasil devido à sua versatilidade”, adianta Luiz Lemos, gerente de negócios da empresa. Ele explica que essa faixa de equipamento tem largura de rolagem de 1,75 m, o que permite a sua aplicação tanto em vias confinadas, como as existentes nos centros urbanos, quanto em estradas, atendendo a uma faixa de compactação bastante satisfatória. “Além disso, essa máquina pode trabalhar em concreto compactado a rolo, uma necessidade crescente em obras de barragens e também de rodovias”, complementa.

Lemos antecipa com exclusividade à M&T que a fabricante já estuda a próxima faixa de rolos tandem a ter fabricação nacional até 2013, revelando que o modelo mais cotado é o de 7,5 t. O que já está decidido é o conceito do equipamento. “Sejam produzidos localmente ou importados pois temos linhas de rolos tandem que incluem modelos de 1,2 t a 13 t, estamos sempre falando de cilindros de compactação vibratórios”, diz ele.

CONCEITO

O especialista avalia que a escolha por rolos vibratórios ou oscilatórios é uma questão de preferência do construtor, levando em consideração a operação para a qual a máquina será destinada. “Os usuários de rolos vibratórios avaliam que a máquina oferece maior capacidade de adensamento na compactação”, diz. “Por outro lado, há os que avaliam que durante a pavimentação o movimento vibratório pode prejudicar estruturas suspensas, como pontes e viadutos, o que não se sustenta uma vez que, se devidamente regulado, o rolo vibratório não representa qualquer risco à estrutura”, complementa, salientando que a tecnologia dos rolos evoluiu de tal forma que hoje é possível regular a amplitude de vibração em diversos níveis.

Por sua vez, a Wirtgen que comercializa rolos compactadores da marca Hamm oferece rolos tandem com as duas tecnologias. No entanto, segundo Juliano Gewehr, especialista em produtos da empresa, os cilindros vibratórios ainda são os mais requisitados no Brasil, sendo que os modelos oscilatórios mantêm-se como opção para aplicações específicas em pontes e viadutos. “Quando o cliente opta pela tecnologia vibratória, somente o cilindro traseiro é equipado com a solução, pois o dianteiro permanece como vibratório”, diz. “Com isso, obtém-se a possibilidade de trabalhar com as duas tecnologias ao mesmo tempo, conferindo melhor qualidade ao pavimento”, pondera.

No caso da Hamm, as linhas de rolos tandem são divididas em duas categorias, sendo que a primeira, composta por máquinas entre 2 e 4 t, é voltada primordialmente para pavimentação urbana, como as operações tapa-buraco. “Já a segunda linha inclui rolos maiores, de 7 a 15 t, e voltados para pavimentação rodoviária”, explica Juliano Gewehr.

Outro player mundial que aposta na evolução do mercado de rolos tandem no Brasil é a Bomag. A empresa oferece equipamentos entre 1 e 15 t, com cilindros tanto vibratórios convencionais como dotados de vibração direcional, sistema constituído por um conjunto de excêntricos que produzem vibração com movimentos unidirecionais. Dessa forma, os movimentos podem ser exercidos unicamente na posição horizontal ou em quatro posições intermediárias, sem aplicação de impactos totalmente na vertical. Com isso, a possibilidade de selecionar a direção mais adequada dos movimentos de vibração permite a aplicação em diversas situações de trabalho, desde a compactação de materiais frágeis até camadas mais finas, ou mesmo em construções onde os impactos são indesejáveis, como no caso de pontes e viadutos.

TECNOLOGIAS

Segundo Rogério do Nascimento, gerente de vendas da Bomag no Brasil, a empresa também oferece um sistema de compactação inteligente em seus equipamentos. Denominada Asphalt Manager, a solução permite que os rolos tandem “leiam” a resistência do material a ser compactado e adaptem automaticamente a força de compactação para atingir as densidades requeridas. “Todo esse processo é dinâmico e ocorre em tempo real”, descreve Nascimento. “Além disso, o sistema documenta a evolução da operação por meio de um mapa de compactação gerado pelo GPS, onde há informações, inclusive, sobre a temperatura superficial do asfalto por camadas e passadas”, salienta. Segundo ele, entre outros locais a tecnologia já foi utilizada nas obras de barragem da Hidrelétrica de Santo Antônio e na Ferrovia Transnordestina, mas sempre em rolos de solo, apesar de ser indicada também para asfalto.

Segundo Juliano Gewehr, os rolos tandem da Hamm são dotados de tecnologia similar. No momento das passadas, diz ele, a solução é capaz de medir a densidade do solo em compactação e a temperatura do asfalto, entre outras métricas. “Essas informações são então enviadas por GPS para um escritório ou para a cabine do operador, que é equipada com tela de LCD”, sublinha.

Já Luiz Lemos, da Dynapac, lembra que os modernos sistemas inteligentes de compactação são uma evolução dos antigos compactômetros, que têm sido continuamente aperfeiçoados “Essas tecnologias têm evoluído gradativamente na Dynapac, de modo que atualmente já estão em uma segunda geração”, diz. Ele pontua que os primeiros modelos de monitoramento somente avaliavam o nível de compactação do solo a cada metro quadrado processado e armazenavam essas informações, que poderiam ser acessadas por cabo ou pen drive. “Além de servir como parâmetro para programar a quantidade de passadas necessárias, as informações também documentam todo o serviço, fornecendo respaldo técnico aos empreiteiros, que invariavelmente precisam comprovar para seus clientes a qualidade da compactação realizada”, diz ele.

Mas na segunda geração, ou compactação inteligente, como afirma Lemos, não é somente a análise do nível de compactação em cada trecho que importa, mas também o gerenciamento completo da operação. “A compactação inteligente avalia a dureza do solo durante a compactação para, de acordo com os resultados de cada trecho, aumentar ou diminuir a amplitude de vibração do rolo, podendo até mesmo ser finalizada, caso o trecho apresente a compactação necessária”, explica o especialista. “E, certamente, quanto mais racionalizada for a amplitude de compactação, menor será o consumo de combustível da máquina.”