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15 de novembro de 2018
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Pavimentação

Tração e estabilidade

Produtividade das máquinas está atrelada à força, ritmo de deslocamento e capacidade de flutuação da mesa, sem abrir mão de planejamento e interação entre as equipes
Por Santelmo Camilo

O pavimento asfáltico das rodovias brasileiras tem vida útil estimada entre oito e doze anos. Isso na teoria, pois na prática os graves problemas estruturais começam a aparecer bem antes, em alguns casos já no primeiro ano após a conclusão da rodovia.

Controle de nivelamento é indispensável para manter a regularidade do pavimento

Essa realidade foi trazida à tona no estudo “Transporte Rodoviário: Por que os pavimentos das Rodovias do Brasil não duram?”, encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Para essa pesquisa, foram avaliados o estado de conservação dos pavimentos nos últimos 13 anos, métodos e normas que regem as obras rodoviárias no Brasil e em outros países, além de resultados de auditorias realizadas por órgãos de controle e entrevistas com especialistas de diferentes setores. Os resultados deixam claro que o Brasil ainda utiliza metodologias ultrapassadas para o planejamento de obras, abusando de técnicas deficitárias na execução, investindo pouco e reincidindo em falhas básicas no gerenciamento das obras, na fiscalização e na manutenção das pistas.

VERTENTE

O mais irônico nessa realidade é que o mercado brasileiro dispõe de uma oferta ampla de equipamentos com altíssima tecnologia, nacionais e importados, absolutamente apropriados para atender aos parâmetros técnicos necessários desse setor. Nesse sentido, a pavimentadora – também conhecida como vibroacabadora – é uma das vedetes para essa aplicação. A máquina é capaz de produzir uma camada superficial pré-compactada do pavimento, proporcionando estabilidade na camada asfáltica e uma textura homogênea, facilitando o processo posterior de compactação. Aliás, esse desempenho é fator crucial para se alcançar a qualidade final no pavimento.

Uma pavimentadora pode ser caracterizada por três conjuntos principais: o silo de material (responsável pelo recebimento da massa asfáltica produzida na usina de asfalto), a estrutura principal (onde se encontra o trem de força responsável pelo transporte da massa asfáltica até a mesa compactadora e seu deslocamento) e, por fim, a mesa compactadora (que faz o espalhamento e nivelamento da nova camada pavimentada). “A eficiência da máquina está atrelada à força de tração, velocidade de deslocamento e capacidade de flutuação da mesa compactadora, além de prover movimentos suaves”, explica Rodrigo Pereira, gerente de produtos e negócios da Bomag Marini Latin America, cujo portfólio inclui a Série VDA MAX, equipada com motor Cummins QSB4.5, Tier 3, sistema eletrônico de injeção e 130 hp de potência.  “Como item adicional, na mesa compactadora também é possível instalar o sistema automático de controle de nivelamento, indispensável para manter a regularidade do pavimento.”