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04 de setembro de 2010
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Pneus

Reiventando o pneu

Resina elastomérica substitui o ar e promete dar maior durabilidade aos pneus de equipamentos

O controle sobre os pneus não se restringe ao monitoramento eletrônico. A sua reinvenção, usando características já conhecidas, é outro meio de ampliar a produtividade em campo. É o caso dos pneus maciços de borracha, que estão sendo retomados, mas com aperfeiçoamentos. A solução começou nos Estados Unidos, com a junção das vantagens dos pneus maciços aos pneumáticos. Ao invés de usar o ar para enchimento dos pneumáticos, o processo utiliza uma resina elastomérica, que reage dentro dos pneus formando uma borracha pressurizada, que não vaza e que dá a sustentação de carga aos componentes.

O funcionamento é simples: a pressão interna traciona os cabos de lona ou aço da carcaça do pneu, sustentando a carga. Esse princípio de sustentação de carga é completamente diferente do aplicado nos antigos pneus maciços de borracha, nos quais a sustentação era dada pela “dureza” da borracha. Com isso, pneus maciços de borracha sofriam a transmissão de grandes impactos. Para piorar, como a área de contato deles com o piso era pequena, outro problema adicional era a perda de tração.

No Brasil, a Tecpolimer é uma das empresas que adota a tecnologia mesclando o conceito de pneu maciço preenchido com resina elastomérica, fabricando o produto desde 1990 no País. Ciro Nogueira, diretor técnico da empresa, estima que 50 mil t de resinas desse tipo, conhecidas como Tecflex, tenham sido utilizadas em pneus em 2007 no mundo todo.

“A experiência mostra que pneus preenchidos com Tecflex não causam sobrepeso e nem afetam o consumo de combustível ou levam a esforços extras nos eixos”, explica o executivo da Tecpolimer. De acordo com ele, a tecnologia mantém a maciez e a tração normal dos pneus, além de dispensar calibragem e não tem vazamentos devido a rasgos ou furos.

Cliente da Tecpolimer há 13 anos, a Vale usa os pneus com resina elastomérica em duas de suas minas. Além do uso convencional, a mineradora resolveu testar a tecnologia em carcaças reformadas, quando estourou a crise de falta de pneus entre 2007 e 2008, e ela tinha caminhões parados por falta do insumo. A solução foi recapear algumas dessas carcaças e preencher com a resina elastomérica.

O processo foi monitorado detalhadamente, principalmente para verificar se não havia um superaquecimento da resina. As carcaças recapeadas e preenchidas com resina foram utilizadas em pneus traseiros, com a


O controle sobre os pneus não se restringe ao monitoramento eletrônico. A sua reinvenção, usando características já conhecidas, é outro meio de ampliar a produtividade em campo. É o caso dos pneus maciços de borracha, que estão sendo retomados, mas com aperfeiçoamentos. A solução começou nos Estados Unidos, com a junção das vantagens dos pneus maciços aos pneumáticos. Ao invés de usar o ar para enchimento dos pneumáticos, o processo utiliza uma resina elastomérica, que reage dentro dos pneus formando uma borracha pressurizada, que não vaza e que dá a sustentação de carga aos componentes.

O funcionamento é simples: a pressão interna traciona os cabos de lona ou aço da carcaça do pneu, sustentando a carga. Esse princípio de sustentação de carga é completamente diferente do aplicado nos antigos pneus maciços de borracha, nos quais a sustentação era dada pela “dureza” da borracha. Com isso, pneus maciços de borracha sofriam a transmissão de grandes impactos. Para piorar, como a área de contato deles com o piso era pequena, outro problema adicional era a perda de tração.

No Brasil, a Tecpolimer é uma das empresas que adota a tecnologia mesclando o conceito de pneu maciço preenchido com resina elastomérica, fabricando o produto desde 1990 no País. Ciro Nogueira, diretor técnico da empresa, estima que 50 mil t de resinas desse tipo, conhecidas como Tecflex, tenham sido utilizadas em pneus em 2007 no mundo todo.

“A experiência mostra que pneus preenchidos com Tecflex não causam sobrepeso e nem afetam o consumo de combustível ou levam a esforços extras nos eixos”, explica o executivo da Tecpolimer. De acordo com ele, a tecnologia mantém a maciez e a tração normal dos pneus, além de dispensar calibragem e não tem vazamentos devido a rasgos ou furos.

Cliente da Tecpolimer há 13 anos, a Vale usa os pneus com resina elastomérica em duas de suas minas. Além do uso convencional, a mineradora resolveu testar a tecnologia em carcaças reformadas, quando estourou a crise de falta de pneus entre 2007 e 2008, e ela tinha caminhões parados por falta do insumo. A solução foi recapear algumas dessas carcaças e preencher com a resina elastomérica.

O processo foi monitorado detalhadamente, principalmente para verificar se não havia um superaquecimento da resina. As carcaças recapeadas e preenchidas com resina foram utilizadas em pneus traseiros, com a manutenção de uma pressão de 150 psi, de forma a manter a rigidez do componente. “São parâmetros que variam caso a caso, dependendo da carga e da velocidade de operação, entre outros fatores”, complementa Nogueira. O resultado do teste mostrou que o sistema pode ser adotado em pneus reformados, mas com adaptações no processo de reforma, ampliando a possibilidade de uso.

Outro uso recente (2009) aconteceu nas obras do Gasduc III, gasoduto que liga Macaé a Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A resina de preenchimento foi adotada para uma operação inusitada: formar um sistema de suporte de carga para o deslizamento dos tubos que seriam utilizados no gasoduto (veja fotos). A tarefa foi cumprida com uso de pneus de caminhões, preenchidos com a Tecflex. O recurso permitiu que os pneus aguentassem uma carga cinco vezes maior do que a capacidade deles. “Tivemos quebra de rodas durante essa movimentação, mas nenhum pneu enchido com resina chegou a estourar”, revela Nogueira.