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29 de abril de 2010
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Manutenção / Quando trocar o revestimento do britador

Apos a correta escolha do revestimento, o que confere maior vida útil a este componente, o responsável pela instalação de britagem devera ficar atento aos prazos preestabelecidos para sua troca. Nesse caso, e preciso que três aspectos sejam corretamente avaliados. O primeiro deles e o mecânico, ou seja, as condições de conservação do equipamento, de seus componentes e materiais de desgaste devem ser analisadas por mecânico especializado. Essa avaliação devera se estender a questões como a qualidade dos encaixes, apoios, fixações e materiais de encosto, disposição dos pesos, travamentos, existência de folgas e necessidade de reapertos, entre outras.

Procedimentos para a troca

Com base nessas informações, o profissional responsável pela tarefa precisa organizar sua realização, planejando as ações que serão executadas e verificando se todos os recursos necessários estão disponíveis. O terceiro aspecto a ser considerado são as especificações e tolerâncias admitidas para cada tipo de revestimento, como o nível de desgaste a que ele pode ser submetido e suas dimensões. Deve-se observar ainda se a empresa realizou a virada da peca, para que o desgaste seja homogêneo em ambas as faces.

Para saber qual o melhor momento para a troca do revestimento, alguns indicadores podem ser adotados, como a produtividade horária do equipamento. Ao longo de sua vida útil, esse material sofre desgastes que provocam variações no nível de produção do britador, conforme mostra o gráfico abaixo. A regulagem da abertura do britador também indica se e hora de trocar o material, pois, apos certo nível de desgaste, os limites físicos do equipamento podem impedir que se consiga manter a abertura necessária de saída do material britado, comprometendo a eficiência da operação.

O aproveitamento das pecas de acordo com seu peso constitui outro indicativo da vida util. Com o desgaste natural dos revestimentos, a geometria da cavidade interna de britagem sofre mudanças, motivo pelo qual esses componentes são dimensionados para possibilitar um aproveitamento de ate cerca de 50% de seu peso. Em geral, o nível de desgaste pode ser identificado visualmente e sua ocorrência se faz sentir na má regulagem da abertura de as saída do britador.

Quando o equipamento começa a operar em um fluxo diferente do usual ou a produzir materiais com granulométrica fora da faixa especificada, chegou a hora de trocar o revestimento. Algumas empresas persistem em usar o revestimento além dos limites de desgaste recomendados, o que se reflete em menores níveis de produção do britador. Segundo os especialistas, a economia gerada com essa iniciativa não compensa a perda de produtividade e de qualidade na produção (material fora da especificação granulométrica).