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11 de março de 2010
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Obras Ferroviárias

Projetos entram nos trilhos

Ampliação e renovação da malha ferroviária impulsiona compra de equipamentos por operadoras e construtoras de linhas férreas

Depois de um longo período de estagnação, no que diz respeito à ampliação e manutenção da malha ferroviária brasileira, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) começa a mudar esse cenário por meio de investimentos previstos de R$ 5 bilhões para a construção de ferrovias, entre as quais estão as linhas Norte-Sul e Oeste-Leste. Em paralelo, outros investimentos por parte de empresas privadas, como a Vale e a MRS, complementam o cenário de expansão ferroviária no Brasil.

São obras cujos trabalhos de infraestrutura – drenagem, terraplenagem e obras de arte – muito se assemelham à implantação de uma rodovia, mas que exigem equipamentos especiais para realizar a fase de superestrutura.

Para o especialista da Brick Engenharia, Márcio Barbosa França, as construções ferroviárias constumam começar pela soldagem de trilhos, fabricação de dormentes (concreto, aço ou madeira) e produção de brita para lastro. A soldagem de trilhos curtos tendo como finalidade a produção de barras longas (TLS) facilita a instalação dos trilhos na frente de serviço. Vale lembrar que as mesmas são transportadas em vagões tipo prancha adaptados.

Os dormentes também são transportados por via ferroviária em vagões prancha, descarregados e posicionados na frente de serviço através de pórticos especiais.  “A montagem dos trilhos nos dormentes é feita com um equipamento hidráulico chamado posicionadora de grade. Já a descarga de lastro de brita, que ocorre posteriormente, é feita por meio de locomotiva e vagões tipo gôndola”, detalha França.

No exterior, equipamentos gigantes já substituem todos os outros usados no processo de lançamento de linhas, lastro e dormentes. São as máquinas lançadoras de linha, também conhecidas como trens de construção de linha, que medem até 300 metros de comprimento. Sua parte frontal se desloca sobre esteiras. Ela lança os dormentes e se posiciona imediatamente após os trilhos sobre os tais dormentes, já na bitola da linha. A parte traseira  da máquina e os vagões de dormentes e trilhos a ela acoplados deslizam sobre esses trilhos já posicionados. A descarga de brita para os levantes da linha é processada posteriormente, por meio do trem de lastro, que pode ser, inclusive, composto por transportadores de lastro e vagões hopper equipados com correias transportadoras, de fabricantes como a austríaca Plasser& Theurer. Máquinas de pequeno porte ou ferramentas especiais para a colocação da fixação dos trilhos aos dormentes e outros serviços complementam o processo de lançamento da linha.